O artigo analisa a crítica de Paul B. Preciado à psicanálise em Eu sou um monstro que vos fala, com foco na denúncia da filiação da psicanálise à epistemologia da diferença sexual como matriz normativa. A discussão interroga a atualidade da concepção psicanalítica de diferença sexual em face das transformações sociopolíticas e subjetivas. A crítica do monstro é tratada como oportunidade de rever os fundamentos epistêmicos da psicanálise diante das mutações contemporâneas nos campos do gênero e da sexualidade. Sustenta-se que a psicanálise pode reencontrar sua força crítica na escuta do que insiste como irrepresentável.
Palavras-chave:
epistemologia da diferença sexual; Paul. B. Preciado; psicanálise