Objetivo No presente estudo, investigamos a existência de variação intraespecífica na morfologia e na dieta do bagre Imparfinis schubarti conforme o aumento do comprimento do corpo, avaliando se mudanças morfológicas estão associadas a alterações alimentares, bem como determinando o grau de especialização individual na dieta da espécie.
Métodos Sessenta e um indivíduos foram coletados por pesca elétrica em agosto de 2017, no riacho Areia, localizado no noroeste do Paraná, Brasil. Os indivíduos foram submetidos a análises morfométricas geométricas e à análise do conteúdo estomacal. Para investigar a especialização trófica individual, foram aplicados índices que avaliam a sobreposição da dieta entre os indivíduos, o grau médio de especialização individual, a similaridade pareada da dieta e o agrupamento dos indivíduos com base no compartilhamento de recursos alimentares.
Resultados Alterações morfológicas ou dietéticas associadas ao aumento do comprimento do corpo não foram observadas. A população apresentou alto grau de especialização individual, caracterizado pela coexistência de indivíduos generalistas e outros com dietas altamente especializadas, sem influência significativa do tamanho do corpo sobre a especialização.
Conclusões Os resultados sugerem que, em I. schubarti, os aspectos morfológicos e tróficos podem manter-se relativamente constantes conforme o aumento do comprimento do corpo. Além disso, a coexistência de indivíduos generalistas e especializados, sem associação com variações morfológicas aparentes, sugere que a especialização individual pode ser modulada por fatores não morfológicos, como diferenças comportamentais ou fisiológicas, refletindo estratégias adaptativas distintas dentro da população.
Palavras-chave:
ecologia trófica; tamanho do corpo; peixes de água doce; Bacia do Rio Piquiri; variação interindividual
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