Este ensaio explora um parentesco improvável entre Octavio Paz e Roberto Bolaño, examinando sua concepção compartilhada da criação poética como uma forma de maternidade, aqui apresentada como “imaculada”. A partir da interpretação que Paz faz de Sor Juana, o estudo investiga o papel das figuras poéticas femininas nas obras de Bolaño - especificamente Cesárea Tinajero e Auxilio Lacouture -, que oferecem uma alternativa ambivalente ao paradigma dominante de virilidade compulsória dentro do movimento vanguardista mexicano.
Palavras-chave:
Roberto Bolaño; Octavio Paz; vanguardas; poesia; maternidade