O artigo analisa a participação brasileira nas exposições internacionais oitocentistas, verdadeiras vitrines do progresso do capitalismo industrial, depois que o Império passou a ser representado nestes eventos pelo Centro da Lavoura e do Comércio, entre os anos de 1880 e 1888. Por meio da análise dos principais diretores do Centro da Lavoura demonstra-se que frações da classe senhorial, ligadas à cafeicultura do Vale do Paraíba, utilizaram as exposições e o próprio aparelho do Estado para ampliarem seus negócios e conquistarem novos mercados. Tratou-se da última tentativa dos grandes proprietários e comerciantes da bacia do centro-sul para aumentar seus lucros durante a crise da segunda escravidão.
Palavras-chave:
Exposições internacionais; século XIX; crise da segunda escravidão; café; Brasil Império; Centro da Lavoura e do Comércio; clubes da lavoura
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Fonte: Arquivo Nacional (foto Samuel Boote).
Fonte: Biblioteca Nacional.
Fontes: Coffee factorage and the emergence of a Brazilian capital market, 1850-1888 (Joseph. E. Sweigart)
*Participaram do Clube da Lavoura e do Centro da Lavoura e do Comércio. Mantinham vínculos parentais ou de negócios. Fonte: Coffee factorage and the emergence of a Brazilian capital market, 1850-1888 (Joseph. E. Sweigart)
Fonte: Revista Ilustrada, 1883