Antecedentes Diversos estudos têm buscado investigar a trajetória das publicações acadêmicas sobre demência. Entretanto, as contribuições da América Latina recebem pouca atenção.
Objetivo Prover uma revisão bibliométrica abrangente da produção científica sobre a demência no Brasil.
Métodos A busca da literatura foi conduzida no Scopus (2010–2021) e englobou as publicações de autores afiliados ao Brasil.
Resultados Das 5.534 publicações encontradas, 2.528 preencheram os critérios de inclusão. A taxa de crescimento anual das publicações sobre demência (9,9%, DP = 15,5) é semelhante à da literatura geral em saúde (6,7%, DP = 4,9). A maioria das publicações foi categorizada nas áreas de diagnóstico (33,4%) e mecanismos, origens e modelos da demência (32,7%). Estudos epidemiológicos (4%), ensaios clínicos (1%) e análises econômicas (0,3%) são escassos. Aproximadamente 89% das primeiras afiliações provieram do Sudeste (68,4%) e do Sul (20,9%). Entretanto, o estado de São Paulo, sozinho, respondeu por 41,1%, contribuindo com 60,1% de toda a região Sudeste. A primeira e a segunda autorias foram ocupadas principalmente por pesquisadoras do sexo feminino; em contraste, os pesquisadores do sexo masculino ocuparam a maioria da penúltima e última autorias. No total, 1.812 (71,7%) documentos foram publicados em 346 periódicos estrangeiros e 716 (28,3%) em 43 periódicos brasileiros. Notadamente, quase metade das publicações no Brasil está concentrada em dois periódicos científicos: Dementia e Neuropsychologia (31,4%) e Arquivos de Neuro-Psiquiatria (15,2%).
Conclusão Conclui-se que há a necessidade de mais estudos epidemiológicos e avaliações econômicas sobre o custo da demência, além de mais pesquisas sobre a demência nas cinco regiões do Brasil.
Palavras-chave
Publicações Científicas e Técnicas; Bibliometria; Ciência de Dados; Envelhecimento Cognitivo; Demência
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