O ambientalismo frequentemente deixa de abordar, e por vezes reproduz, estruturas coloniais que marginalizam povos indígenas e comunidades locais. Essa exclusão histórica reforça a urgência de abordagens decoloniais e inclusivas para enfrentar as crises interconectadas das mudanças climáticas, perda de biodiversidade e degradação oceânica. O protagonismo dessas comunidades, aliado ao reconhecimento de seus sistemas de conhecimento e experiências territoriais, é essencial para moldar decisões climáticas globais mais equitativas. Políticas, dados socioambientais e soluções devem ser co-criados localmente, por meio de processos transdisciplinares que promovam colaboração genuína e não práticas extrativas. Enfrentar o nexo clima-biodiversidade-oceano exige governança multinível e interseccional pautada na equidade e na justiça socioambiental, garantindo que as respostas sejam informadas e responsáveis perante as realidades daqueles mais afetados.
Palavras-chave:
Conhecimentos indígenas e locais; nexo clima-biodiversidade-oceano; justiça socioambiental; transdisciplinaridade; co-produção
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Fonte: Marcela Dalete (baseada em discussões de oficina), 2025
Fonte: Marcela Dalete (baseada em discussões de oficina), 2025.