Resumo
Na língua Mebêngôkre (família Jê), em construções com predicados verbais, com um ou dois argumentos, A/S são expressos por prefixos, pronomes nominativos ou nominais, possibilitando quatro padrões de alinhamento de S/A/P. Esses padrões foram identificados pelas seguintes propriedades gramaticais: de codificação (prefixo de pessoa no verbo, prefixo indexado na posposição ergativa e posição dos constituintes na oração) e comportamental (reflexivização, controle do apagamento em orações coordenadas e subordinadas, e na mudança de referência). A partir deste cenário, o objetivo do trabalho é descrever os padrões de alinhamento de S/A/P, os contextos que ocorrem e como são condicionados. Os procedimentos metodológicos incluíram pesquisa de campo, com coleta de dados de consultor indígena, obtidos por meio de gravação. Os dados mostraram que a presença de operadores pós-verbais é a motivação principal para a forma de A/S.
Palavras-chave
Argumentos S/A/P; Padrão de alinhamento; Propriedades gramaticais
Abstract
In the Mebêngôkre language (Jê family), in constructions with verbal predicates, with one or two arguments, A/S are expressed by prefixes, nominative pronouns or nominal forms, allowing for four alignment patterns of S/A/P .These patterns were identified by the following grammatical properties: coding (person prefix in the verb, indexed prefix in ergative postposition and constituents position in the sentence), and behavioral (reflexivization, erasure control in coordinate and subordinate clauses, and switch-reference). In this scenario, the objective of this paper is to describe the alignment patterns of S/A/P, the contexts in which they occur, and how they are conditioned. The methodological procedures included field research, with data collection from an indigenous consultant, obtained through interview recording. The data showed that the presence of post-verbal operators is the main motivation for the form of A/S.
Keywords
S/A/P arguments; Alignment pattern; Grammatical properties
INTRODUÇÃO
As línguas da família Jê já receberam várias propostas de agrupamento (Rodrigues, 1986; Lapierre et al., 2016; Nikulin, 2020). De acordo com a proposta de Nikulin (2020), o ramo Trans-Araguaia é composto por Mebêngôkre, Kĩsêdjê e Kajkwakratxi, e estes mais o Apinajé compõem o ramo Trans-Tocantins. O resultado da junção do Trans-Tocantins com o complexo Timbira resulta no subagrupamento Jê Setentrional.
A língua Mebêngôkre é falada pelos Kayapó e Xikrin, em terras indígenas (TI) com um total de 13.500 falantes, aproximadamente, de acordo com Nikulin (2020). As TI dos Kayapó estão localizadas no sul do Pará e no norte do Mato Grosso e as dos Xikrin, no sul do Pará (Nikulin, 2020). Os dados utilizados neste artigo são provenientes de falantes das TI Gorotire, Kokraimôro e Mẽkrãnhoti, no município de São Félix do Xingu, Pará.
Os rótulos S/A/P utilizados no trabalho representam: S, argumento único de verbos intransitivos; A, argumento mais agentivo de verbos transitivos; e P, argumento mais pacientivo de verbos transitivos, conforme Comrie (1978), Payne (1997) e Dryer (2007). Quando S é cindido, ele pode assumir características de agente (SA) ou de paciente (SP) (Comrie, 1989).
O trabalho está estruturado em três seções: a primeira, “Propriedades gramaticais”, apresenta a forma finita vs. não finita dos verbos em orações de um e de dois argumentos, as formas pronominais e prefixais, bem como o alinhamento dos argumentos S/A/P; a segunda, “Codificação do sujeito”, trata como os argumentos S/A/P se alinham em relação ao prefixo de pessoa no verbo, ao prefixo pessoal marcado por posposição e à posição dos constituintes na oração; a terceira, “Comportamento do sujeito”, trata sobre o modo como o sujeito controla o reflexivo, o apagamento em orações coordenadas, subordinadas e na mudança de referência. A conclusão retoma e sistematiza as informações contidas no texto.
PROPRIEDADES GRAMATICAIS
Para Reis Silva e Salanova (2000), as propriedades de finitude e não finitude1 estão associadas à alternância da raiz e à forma como estas marcam os seus argumentos. Segundo os autores, as palavras verbais podem apresentar alternância na forma da raiz e nos padrões de marcação de pessoa ou apenas alternância nos padrões de marcação de pessoa. Este é o caso, por exemplo, das palavras tɔ/tɔɾ ‘dançar’ e pumū/pumūj ‘ver’.
Ainda segundo estes autores, quando não ocorre alternância na forma da raiz e na marcação de pessoa, tem-se um nome. Este é o caso das palavras pɾõt ‘correr’ e kɛkɛt ‘sorrir’, que são nomes, uma vez que não apresentam alternância na forma da raiz e nem na marcação de pessoa.
O Quadro 1 lista alguns paradigmas verbais com seus respectivos significados.
Observa-se no Quadro 1 que a primeira coluna apresenta as formas finitas do verbo e a segunda apresenta as formas não finitas.
Nas formas finita e não finita da raiz verbal para dormir ‘õt’ em mebêngôkre, há, respectivamente, uma alternância entre as consoantes nasais velar ‘ŋ’ e palatal ‘ɲ’, no ataque da sílaba, bem como entre as consoantes alveolares vibrante ‘ɾ’ e oclusiva ‘t’, na coda da sílaba.
Os exemplos (1) a (5) apresentam as formas finita vs. não finita dos verbos.
Nesta língua, os argumentos são expressos por pronomes independentes ou por prefixos, estes últimos indexados no verbo, conforme o Quadro 2.
Formas dos argumentos em Mebêngôkre. Legendas: 1s = primeira pessoa singular; 1p = primeira pessoa plural; 2 =
segunda pessoa; 3 = terceira pessoa. Fonte: adaptado de Gomes (2021, p. 65).
No Quadro 2, os pronomes independentes codificam S e A. Já os prefixos são indexados no predicado e expressam S, P e A.
É recorrente a duplicação de A/S por um pronome independente, quando A/S é expresso por pronome independente (exemplos 6-7)2, por prefixo (8), por prefixo indexado na posposição ergativa ‘jɛ/tɛ’ (9) ou quando A/S é experienciador e é marcado pela posposição dativa ‘mã’ (10-11).
A Figura 1 apresenta os padrões de alinhamento dos argumentos S/A/P.
A língua Mebêngôkre apresenta os seguintes padrões de alinhamento dos argumentos S/A/P: intransitividade cindida, ergativo-absolutivo, nominativo-absolutivo e nominativo-acusativo. Vamos ver a seguir como ocorrem esses padrões de alinhamento e o que os condiciona.
As duas próximas seções irão tratar das propriedades de codificação e de comportamento do sujeito na língua Mebêngôkre, conforme atestado em Keenan (1976), tema tratado em Gomes (2021).
CODIFICAÇÃO DO SUJEITO
São três as propriedades de codificação do sujeito atestadas por Croft (2001) e Onishi (2001): concordância verbal, marcação de caso e ordem de constituintes. Essas propriedades são identificadas em Mebêngôkre, conforme será visto nas próximas subseções.
PREFIXO DE PESSOA NO VERBO
Quando se trata de prefixo de pessoa no verbo, o Mebêngôkre faz distinção do S da seguinte forma: como argumento externo ao SV, S é paralelo ao A, ou, como argumento interno ao SV, S é paralelo ao P. Neste caso, tem-se o alinhamento da intransitividade cindida.
Os verbos pertencentes à subclasse ativa de verbos intransitivos demandam um argumento fora do SV. Neste caso, S é expresso por pronome nominativo, assim como o A. Em (12-13), o verbo tem SA paralelo ao A em (14-15).
Por outro lado, a subclasse não ativa de verbos intransitivos tem argumento interno ao SV, expresso por um prefixo pessoal, igual ao P. Nos exemplos (16-17), o verbo tem SP paralelo ao P em (18-19).
Com verbo de um único argumento, sendo S expresso por um nominal e correferenciado no verbo por um prefixo (20), S é interno ao SV, paralelo ao P, em (21). Ambos, S e P são prefixos. Por outro lado, quando o verbo é de argumento único e S é expresso por um nominal (22), mas não há correferência com o prefixo, S é externo ao SV, paralelo ao A (23).
No alinhamento ergativo, S e P são uma categoria unificada, quando operadores pós-verbais ocorrem no final da oração. Nesses contextos, S (24-25) e P (26-27) são prefixos na forma não finita do verbo. A (26-27) é um prefixo indexado na posposição ergativa ‘jɛ/tɛ’.
Também em decorrência de operadores pós-verbais, o padrão nominativo-absolutivo ocorre quando S é expresso duplamente – como nominativo em (28) e (30), alinhado com A em (29) e (31), e S ocorre como acusativo/absolutivo em (28) e (30), alinhado com P em (29) e (31). A e S são pronomes nominativos independentes, S e P são prefixos verbais.
O padrão de alinhamento nominativo-acusativo ocorre quando A/S são expressos somente pelo pronome nominativo e P é expresso por prefixo verbal acusativo, conforme exemplos (32) e (33).
Nesta seção, concluiu-se que a intransitividade cindida ocorre com S expresso ou por pronome independente (nominativo) ou por prefixo pessoal (absolutivo).
No contexto de operadores pós-verbais, tanto A quanto S/P ocorrem nas suas respectivas formas prefixais: A vem afixado à posposição ergativa, enquanto S/P vêm afixado à forma não finita do verbo.
O padrão nominativo-absolutivo também se dá em função da ocorrência de operadores pós-verbais.
Quando A/S são pronomes independentes e P é um prefixo verbal, têm-se o alinhamento nominativo-acusativo (Quadro 3).
O fato de o A ergativo não apresentar ocorrência robusta na língua daria espaço para a expressão do A por um pronome nominativo, conforme será visto no próximo tópico.
PREFIXO INDEXADO NA POSPOSIÇÃO ERGATIVA
O alinhamento ergativo-absolutivo ocorre no contexto de operadores pós-verbais, onde o verbo da oração é expresso na forma não finita. Assim, em orações com dois argumentos, A e P, o primeiro vem marcado pela posposição ergativa ‘tɛ/jɛ’ (36)/(37) e o segundo é codificado pelo prefixo pessoal na palavra verbal, tal como nas orações com um único argumento S (34). Em (37), P é expresso por um nominal da mesma forma que S em (35).
Observa-se que há mais de uma possibilidade de expressão do argumento A, pois, em (38), A é prefixal e marcado pela posposição ergativa ‘jɛ’. Já em (39), esse mesmo padrão permite a coocorrência de um pronome nominativo correferencial; enquanto, em (40), a posposição ergativa desaparece completamente, sendo A expresso apenas pelo pronome nominativo.
Por outro lado, quando A é um nominal (41) ou um prefixal (ku-), em correferência com o nominal (42), observa-se a presença da posposição ergativa.
A será marcado pela posposição ergativa sempre que o verbo estiver na forma não finita. Nesse contexto, A pode aparecer como prefixo pessoal anexado à posposição; ou como nominal associado à posposição.
Concluiu-se que, em construções em que A é associado à posposição ergativa, S e P são prefixos verbais. A correferência do A na forma de prefixo pessoal anexado à posposição ergativa mais nominativo é recorrente e, em alguns casos, não ocorre a posposição ergativa, mas somente o pronome nominativo.
A hipótese para a coocorrência de nominal com posposição flexionada para pessoa pode ser explicada em termos de tópico/foco dado ao argumento A. E, quando há ausência de marcador ergativo, uma possível explicação seria o contexto conversacional, hipóteses que podem ser verificadas em pesquisas futuras (Quadro 4).
O próximo tópico vai tratar da posição de S/A/P em relação ao núcleo verbal.
POSIÇÃO DOS CONSTITUINTES NA ORAÇÃO
Em relação à posição dos constituintes na oração, no alinhamento da intransitividade cindida, em predicados de apenas um argumento, SA – (43) e (44) – e SP – (45) e (46) – precedem V.
Nos predicados de dois argumentos, A é expresso por prefixo indexado na posposição ergativa, em (48), ou por nominal, em (49). P é argumento interno ao SV – (48) e (49) –, assim como SP, em (47), ambos expressos por prefixo verbal. A precede P e ambos precedem V.
Concluiu-se que nas orações com verbos de argumento único, na intransitividade cindida, SA e SP, e, no alinhamento ergativo, S, antecedem o verbo. Quando a oração tem dois argumentos, A antecede P e ambos antecedem V (Quadro 5).
Os padrões de alinhamento dos argumentos S/A/P, ancorados na codificação, mostram que eles se apresentam morfologicamente diversos, condicionados pela presença ou não de operadores pós-verbais.
COMPORTAMENTO DO SUJEITO
Para Croft (2001), em relação às propriedades comportamentais, A controla o reflexivo e A/S controlam o apagamento do mesmo referente nas orações coordenadas e subordinadas, e na mudança de referência. Estas propriedades serão vistas a seguir.
REFLEXIVIZAÇÃO
As construções em (50) e (51) são reflexivas, uma vez que o A é quem controla o processo, em que a ação recai sobre si mesmo.
Em construções reflexivas, o sujeito e o objeto são correferentes, por isso que somente construções de dois argumentos é que podem apresentar reflexivização. Em construções de argumento único não ocorre reflexivização, pois, sendo S o argumento do verbo, só há lugar para ele mesmo na oração (Givón, 2001).
CONTROLE DO APAGAMENTO EM ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS
Em orações coordenadas, o apagamento de argumentos correferenciais é controlado pelo A da primeira oração na sequência, conforme (52) e (53).
Quando se trata do controle do apagamento em orações subordinadas, o A da oração principal controla o apagamento do A da oração subordinada. A oração subordinada é o argumento interno (P) da principal, por serem correferentes, conforme atestado em (54).
Nas construções (55) e (56), o argumento S/A da oração secundária não pode ser apagado, porque é correferente com o argumento P, e não com o argumento A, da oração principal.
MUDANÇA DE REFERÊNCIA
Como categoria flexional do verbo para indicar a semelhança entre os sujeitos, que podem ser expressos por um pronome ou por um afixo verbal, a função dos sistemas de switch-reference é evitar que haja ambiguidade na referência (Haiman & Munro, 1983).
Neste tipo de construção, é o A da oração principal que controla a mudança de referência do A na oração secundária, conforme atestado em (57).
Nas construções com mais de uma oração, ‘nēkãm/ɲɨkãm’ seriam os elementos gramaticais que fazem a conexão das orações, sendo ‘nēkãm’ utilizado em orações coordenadas e ‘ɲɨkãm’ utilizado em orações subordinadas.
O Quadro 6 esboça as propriedades de comportamento do sujeito em Mebêngôkre.
Em relação às propriedades de comportamento, na intransitividade cindida, identificou-se que os argumentos S/A/P se apresentam distribuídos no controle da reflexivização, no controle do apagamento e da mudança de referência, com maior ocorrência do A nominativo; por outro lado, o A ergativo é perceptível apenas na reflexivização.
Em relação às propriedades de comportamento, entende-se que há a necessidade de um trabalho de campo mais bem elaborado, especialmente com foco em dados oriundos de fala espontânea, haja vista a dificuldade encontrada para a aplicação dos testes para a coleta desta modalidade de dados.
Cabe mencionar a presença na língua de marcação não canônica de sujeito para uma série de verbos, conforme foi tratado em Gomes (2021, 2023). Trata-se de construções com sintagma posposicional dativo6, na função de sujeito.
Os dois tipos de predicados, com sujeito dativo mostrados a seguir, apresentam a forma Ex-dat Pred, para orações de argumento único e, a forma Ex-dat St-Pred7, para orações de dois argumentos, conforme exemplos (58) e (59), descritos em Gomes (2021, 2023), adaptados. Estas formas substituem as formas usadas para os argumentos canônicos (SV) e (APV), respectivamente.
Nessas construções, o experienciador mais a posposição mã apresentam características de sujeito, tais como propriedades de codificação e de comportamento.
CONCLUSÃO
Este artigo teve como objetivo avaliar como os argumentos centrais do verbo são expressos em orações de um e de dois argumentos em Mebêngôkre, considerando a codificação e o comportamento do sujeito.
Em relação à codificação, com base na concordância verbal, constatou-se que S é uma categoria cindida, ora S é expresso por um pronome nominativo independente, paralelo a A, ora S é expresso por prefixo de pessoa no verbo, paralelo a P.
Por outro lado, no alinhamento absolutivo, S e P são unificados, expressos como prefixos verbais, e o A é indexado na posposição ergativa ‘jɛ/tɛ’.
Com operadores pós-verbais, tem-se o alinhamento nominativo-absolutivo, e S é expresso duplamente, como prefixo verbal, paralelo ao P e, como pronome nominativo, paralelo ao A.
Quando S e A são expressos por pronome nominativo, P é um prefixo verbal. Neste caso, tem-se o alinhamento acusativo.
Observa-se, de modo geral, que há várias possibilidades de expressão do A, como prefixo indexado na posposição ergativa ‘jɛ/tɛ’, ou a duplicação desta forma pelo pronome nominativo. Logo, a forma de expressão do A pode ocorrer, ora indexado na posposição ergativa, ora com a duplicação da forma ergativa ou com a ausência do ergativo, neste último caso, ocorre a substituição da forma ergativa pelo pronome nominativo.
Observou-se também a distribuição de S/A/P em relação às propriedades de comportamento e de controle, em orações reflexivas, coordenadas e subordinadas. Nestas construções, observa-se o controle que o A da oração principal exerce sobre o A das orações coordenadas e subordinadas, bem como sobre a mudança de referência.
Os dados mostraram que há diferentes possibilidades morfológicas de expressão dos argumentos A/S na língua, baseados na concordância verbal e na utilização de operadores pós-verbais nas orações.
ABREVIATURAS
- 1 primeira pessoa
- 2 segunda pessoa
- 3 terceira pessoa
- a argumento mais ativo de verbos transitivos
- acc acusativo
- afirm afirmativo
- conj conjunção
- dat dativo
- dem demonstrativo
- erg ergativo
- ex experienciador
- fut futuro
- ms mesmo sujeito
- neg negação
- nf não finito
- nfut não futuro
- nom nominativo
- opv operador pós-verbal
- p argumento mais passivo de verbos transitivos
- part partícula
- pl plural
- pos possessivo
- pred predicado
- r recipiente
- ref reflexivo
- s sujeito intransitivo
- sa sujeito mais ativo de verbos intransitivos
- sd sujeito diferente
- sp sujeito mais passivo de verbos intransitivos
- st estímulo
- sv sintagma verbal
- t tema
- top tópico
- v verbo
-
1
Forma finita vs. não finita (Reis Silva, 2001, p. 33). Forma verbal vs. forma nominal (Salanova, 2007, p. 25). Predicados nominais vs. verbais (Costa, 2015, p. 163).
-
2
Esse tema precisa ser melhor investigado. Oliveira (2005), em construções semelhantes a estas no Apinajé, trata S em (6) como o sujeito ocorrendo duas vezes e, em (8), o sujeito S ocorreria três vezes.
-
3
É importante observar que, embora estejam sendo usados somente os argumentos nominais e pronominais neste trabalho, os argumentos também podem ser oracionais.
-
4
Numa perspectiva diacrônica, na análise de Gildea e Castro Alves (2020), a partir da reconstrução da fonte dos predicados adverbiais, S era argumento do verbo intransitivo de posição ‘ᴐ=ʤa’/‘ᴐ=ɲɨ’, tornando-se S/A na nova estrutura, enquanto o possuidor do verbo não finito tornou-se o S/P absolutivo do verbo principal.
-
5
Definição 1 para tu ‘Part. só’ (Salanova & Silva, s/d, p. 99). A interpretação mais provável parece ser ‘foste tu, somente tu’ quem fez isso.
-
6
Nos trabalhos mencionados, tratou-se também do sujeito locativo, mas não vamos mencioná-lo aqui.
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7
As noções Ex e St, dos constituintes da oração com sujeito dativo, foram apresentadas em Castro Alves (2018).
-
Gomes, E. F., & Alves, F. C. (2025). Relações gramaticais e padrão de alinhamento em Mebêngôkre. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, 20(1), e20230065. doi: 10.1590/2178-2547-BGOELDI-2023-0065.
-
DADOS DA PESQUISA
Os dados não foram depositados em repositório.
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PREPRINT
Não foi publicado em repositório.
-
AVALIAÇÃO POR PARES
Avaliação duplo-cega, fechada.
REFERÊNCIAS
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