A adubação potássica é essencial para o cultivo da mandioca, especialmente em solos arenosos com baixa disponibilidade de nutrientes. Este estudo teve como objetivo avaliar o crescimento, o desenvolvimento e a produtividade da mandioca em resposta a doses crescentes de cloreto de potássio (60% de K2O), bem como verificar a viabilidade da aplicação de doses mais elevadas. O experimento foi conduzido em delineamento em blocos ao acaso, com quatro repetições e cinco tratamentos: T1 – sem adubação potássica; T2 – 200 kg ha−1 de KCl aplicados 45 dias após o plantio; T3 – 200 kg ha−1 de KCl aos 45 dias mais 200 kg ha−1 aos 90 dias após o plantio; T4 – 267 kg ha−1 de KCl aos 45 dias; e T5 – 267 kg ha−1 de KCl aos 45 dias mais 267 kg ha−1 aos 90 dias após o plantio. Cinco plantas foram colhidas por parcela para determinar o número e a massa (kg) de raízes tuberosas, permitindo estimar o número total de raízes por hectare e a produtividade (kg ha−1). De cada planta colhida, uma raiz foi selecionada aleatoriamente para medição do comprimento (cm) e do diâmetro (cm). O teor de amido (g kg−1) foi determinado pelo método da balança hidrostática. Não foram observadas diferenças significativas entre os tratamentos para comprimento de raiz, diâmetro ou teor de amido. No entanto, os tratamentos com 200 kg ha−1 de KCl (T2 e T3) apresentaram maior número de raízes por hectare e maior produtividade em comparação com os demais. O manejo com doses dobradas de potássio não se mostrou economicamente viável, pois o ganho de produtividade não compensou o aumento no custo do fertilizante.
Palavras chave:
Manihot esculenta; adubação potássica; cobertura
Thumbnail
