As halófitas apresentam ampla distribuição geográfica, e seu perfil fitoquímico destaca sua relevância nutricional, particularmente no contexto da insegurança alimentar global. Espécies de Salicornia, em especial, foram identificadas como fonte de nutrientes funcionais, incluindo fibras alimentares, proteínas e macronutrientes essenciais. Neste estudo, espécimes de Salicornia perennans coletados em duas regiões distintas do Cazaquistão foram analisados por espectrometria atômica, revelando variação interpopulacional significativa na composição de macronutrientes entre amostras silvestres. Além disso, o impacto da salinidade clorada induzida artificialmente em concentrações de 0 mM, 100 mM, 200 mM e 300 mM foi investigado em relação ao acúmulo de macronutrientes e nutrientes. A análise dos dados indicou que a salinidade de 300 mM promoveu o acúmulo de nutrientes elementares nos tecidos vegetais, apesar de uma redução concomitante na biomassa fresca de até 13% (p > 0,01). O teor de proteína também se mostrou dependente da salinidade, com a amostra nº 1 apresentando um valor máximo de 11,03 mg·g−1 de peso fresco no nível de salinidade mais elevado testado. Esses achados ressaltam a variabilidade intraespecífica nos padrões de acúmulo de nutrientes em Salicornia perennans, refletindo sua plasticidade adaptativa a diversas condições ambientais. Os resultados reforçam o potencial de espécies halófitas silvestres como componentes valiosos em sistemas alimentares, devido à sua alta densidade nutricional e resiliência sob estresse salino, tornando-as candidatas promissoras para o desenvolvimento de novos produtos alimentícios funcionais.
Palavras-chave:
halófitas; Salicornia perennans; macronutrientes; salinidade; redução de sódio; alimentos funcionais; ajuste osmótico
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