A avaliação do estresse em equinos demanda métodos objetivos, sensíveis e não invasivos, sendo a termografia infravermelha ocular uma ferramenta promissora nesse contexto. Objetivou-se comparar métodos distintos na aquisição de imagens térmicas da região ocular em equinos consideradas, até o presente momento, de maior sensibilidade térmica a estímulos potencialmente estressores, visando contribuir para o refinamento metodológico dessa técnica. Avaliou-se, por 6 meses, 7 cavalos machos castrados da raça Quarto de Milha em treinamento de doma para equoterapia. As termografias eram realizadas com termógrafo FLIR E40, com distâncias de 0,5m e 1,0m dos olhos dos animais, em ângulo de 90o, dos lados direito e esquerdo, nas regiões da carúncula lacrimal, canto medial e canto lateral dos olhos. Dados obtidos foram comparados ao longo do tempo utilizando ANOVA e múltipla comparação das médias pelo teste de Tukey. A distância de captura influenciou significativamente a temperatura ocular (p < 0,001). Entretanto, as regiões oculares e o lado dos olhos não apresentaram diferenças (p > 0,05). Apesar da ausência de diferenças estatísticas entre as três regiões oculares avaliadas, a carúncula lacrimal apresentou maior consistência térmica ao longo do período experimental. A distância de 0,5m proporcionou maior consistência na aquisição das imagens e menor variabilidade operacional, sendo recomendada para futuras avaliações. Embora não tenham sido observadas diferenças entre os lados oculares, recomenda-se a padronização da avaliação no olho esquerdo, em razão da maior facilidade de manejo e posicionamento do avaliador. A adoção dos parâmetros metodológicos mais estáveis identificados neste estudo contribui significativamente para aumentar a reprodutibilidade e a confiabilidade das avaliações termográficas sequenciais em equinos.
Palavras-chave:
bem-estar animal; carúncula lacrimal; cavalos; fisiologia; quarto de milha
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