Introdução: A autopercepção da saúde é um indicador subjetivo amplamente utilizado, com reconhecida capacidade de predizer desfechos em saúde.
Objetivo: Analisar fatores associados à autopercepção negativa da saúde entre professores da educação básica de Minas Gerais.
Métodos: Websurvey realizado com envio de formulários ao e-mail institucional dos docentes. A variável dependente foi a "autopercepção da saúde" (positiva vs. negativa). As variáveis independentes foram organizadas em blocos temáticos: características sociodemográficas e econômicas; características do emprego; comportamentos e estilo de vida; situação de saúde. Conduziu-se regressão de Poisson com variância robusta.
Resultados: Entre os 1.907 professores, a prevalência de autopercepção negativa foi de 51,2%. Esta prevalência foi maior entre professores negros/pardos/amarelos/indígenas, indiferentes/insatisfeitos com o trabalho, alimentação inadequada, inativos fisicamente, pior qualidade do sono, diagnóstico de ansiedade e/ou depressão, transtorno mental comum, doenças crônicas, predisposição a distúrbios vocais, e dor nas costas.
Conclusão: A elevada prevalência de autopercepção negativa da saúde entre professores esteve associada a hábitos de vida menos saudáveis, saúde física e mental comprometida e insatisfação com o trabalho. Há necessidade de maior entendimento sobre a influência de fatores modificáveis que interferem na autopercepção de saúde docente.
Palavras-chave:
autopercepção; condições de saúde; saúde do trabalhador; professores escolares; prevalência; inquérito epidemiológico