Introdução O fenótipo cintura hipertrigliceridêmica (CH) é caracterizado por obesidade abdominal e triglicerídeos elevados no sangue, indicando alto risco cardiovascular em pessoas idosas.
Objetivo Identificar a prevalência e os fatores associados à CH em pessoas idosas.
Método Estudo epidemiológico transversal realizado com 223 pessoas idosas (idade média de 71,80 ± 7,70 anos) residentes em Aiquara, Bahia, Brasil. A CH foi diagnosticada pela presença de circunferência da cintura elevada (mulheres: ≥ 88 cm; homens: ≥102 cm) em conjunto com hipertrigliceridemia (triglicerídeos ≥150 mg/dL). A regressão de Poisson com variância robusta foi utilizada para análise, com estimativas das Razões de Prevalência (RP) e seus respectivos Intervalos de Confiança (IC) de 95%.
Resultados A prevalência de CH foi de 23,30%. O sexo feminino (RP: 2,50; IC 95%: 1,35–4,63), estado civil (separado ou divorciado) (RP: 2.30; IC95%: 1.33-3.96), colesterol não-HDL elevado (RP: 2,15; IC95%: 1,37–3,49) e colesterol HDL baixo (RP: 2,35; IC95%: 1,49–3,72) apresentaram maior probabilidade para a CH. Além disso, o baixo peso apresentou menor probabilidade para a CH (RP: 0,17; IC95%: 0,04–0,60).
Conclusão Foi identificada uma alta prevalência de CH, com associações positivas com o sexo feminino, estado civil separado ou divorciado, colesterol não-HDL elevado e colesterol HDL baixo. Por outro lado, o baixo peso apresentou associação inversa com a CH.
Palavras-chave:
envelhecimento; epidemiologia; hipertrigliceridemia; obesidade abdominal
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