Resumo
O artigo analisa a ascensão de Giorgia Meloni como principal liderança da extrema direita italiana, destacando a articulação entre protagonismo feminino e conservadorismo tradicional, fundamentado na defesa da família, do cristianismo e na rejeição do que é interpretado como “degeneração” cultural da modernidade globalizada. Examina-se o processo de transformação política iniciado nos anos 1990, marcado pela reconfiguração partidária e pela emergência de novos atores que empregam estratégias populistas baseadas em narrativas e apelos emocionais. A trajetória de Meloni, do Movimento Social Italiano à criação do partido Irmãos da Itália, evidencia a construção de uma liderança combativa e comunicativa que promove a feminização simbólica do partido sem alterar suas bases conservadoras, reforçando políticas excludentes e processos de erosão democrática.
PALAVRAS-CHAVE:
Giorgia Meloni; Itália; Extrema-Direita; Gênero; Conservadorismo