Objetivo: Analisar o impacto da COVID-19 sobre a cognição em adultos aos 14, 30 e 90 dias após alta da Unidade de Terapia Intensiva.
Método: coorte prospectiva com 167 pacientes maiores de 18 anos, avaliados, por meio do Short Portable Mental Status Questionnaire de Pfeiffer, com dados de hospitais da região Leste no Estado do Paraná - Brasil, no período entre 2021 e 2022. Para a análise dos dados, utilizou-se o Teste de Friedman, para comparar amostras pareadas nos três momentos de coleta, e o Teste de Mann-Whitney, para comparar o comportamento cognitivo entre homens e mulheres.
Resultados: Apurou-se uma média de idade de 49,3 anos, faixa etária de 40 a 49 anos, sendo 52,7% do sexo masculino, com tempo médio de internação de 16,6 dias. Persistiram alterações cognitivas e o sexo feminino apresentou pior perfil evolutivo.
Conclusão: A recuperação foi satisfatória. Após três meses de alta de Unidade de Terapia Intensiva, 4,1% dos participantes apresentavam incapacidades leves considerando as limitações relatadas no início do estudo.
DESCRITORES:
COVID-19; Unidades de Terapia Intensiva; Cognição; Disfunção Cognitiva; Testes de Estado Mental e Demência
Comportamento longitudinal da disfunção cognitiva após fase aguda da COVID-19.
Pior perfil de evolução cognitiva entre as mulheres.
Recuperação cognitiva satisfatória após 3 meses de alta de UTI.
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Fonte: Os autores (2025).