O artigo pretende problematizar o alcance das políticas sociais instituídas ao longo do século XXI no Brasil e a importância do trabalho e território para compreender seus limites e potencialidades, sendo os conceitos de exclusão e inclusão também discutidos criticamente. Partiu-se da análise da situação de trabalho na produção de castanha-de-caju, a que crianças e adolescentes estão expostos na comunidade do Amarelão em João Câmara, RN. O objetivo do trabalho é entender a condição de exclusão e marginalidade do Amarelão e a persistência do trabalho infantil na comunidade mesmo diante dos programas sociais. A análise baseou-se em revisão bibliográfica, entrevistas com gestores do município e moradores da comunidade, além da observação direta e conversas informais na comunidade.
Palavras-chave
Nordeste; exclusão; marginalidade; trabalho infantil; políticas públicas