Objetivo Avaliar e comparar os efeitos da exposição sonora no sistema vestíbulococlear entre os grupos e a qualidade de vida dos musicistas.
Método Participaram 56 indivíduos, sendo 28 musicistas e 28 não-musicistas, com faixa etária de 18 a 45 anos e de ambos os sexos. Os participantes foram submetidos à anamnese, avaliação audiológica básica, potencial evocado miogênico vestibular (VEMP) e, exclusivamente, os musicistas ao questionário WHOQOL-Bref.
Resultados Participaram musicistas profissionais e entusiastas que apresentaram limiares auditivos aumentados nas frequências de 3 e 4KHz e qualidade de vida consideravelmente satisfatória. Houve significância nas latências do VEMP cervical e na latência da onda P15 do lado esquerdo do VEMP ocular do grupo estudo em relação ao grupo controle. O VEMP demonstrou ondas maiores bilateralmente nos homens em comparação com as mulheres.
Conclusão Concluiu-se que a exposição sonora, dentro dos limites de tolerância em tempo e intensidade, foi passível de proporcionar benefícios auditivos, vestibulares e de qualidade de vida para os musicistas.
Descritores:
Audição; Testes de Função Vestibular; Qualidade de Vida; Músico; Ruído
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Legenda: DAT = desconforto auditivo ao tocar; DVT = desconforto vestibular ao tocar; DCFR = dificuldade para compreender a fala em ambiente ruidoso; ISI = intolerâncias à sons intensos; MTL = mudança temporária de limiar; n = número da amostra
Legenda: cVEMP = reflexo vestíbulo cervical; oVEMP = reflexo vestíbulo ocular; GC = grupo controle; GE = grupo estudo; vermelho = orelha direita; azul = orelha esquerda; *diferença estatisticamente significante