RESUMO
Objetivo mapear e sintetizar evidências científicas sobre a relação entre bullying e gagueira em escolares. Serão investigados os objetivos específicos: (1) o impacto da coocorrência de ambos; (2) estratégias de identificação do bullying em crianças que gaguejam; e (3) abordagens para enfrentamento do bullying nessa população.
Estratégia de pesquisa Foi conduzida uma Scoping Review seguindo metodologia do Instituto Joanna Briggs. As bases de dados PubMed, Scielo, CAPES e Web of Science foram consultadas com descritores específicos.
Critérios de seleção foram incluídos artigos em inglês ou português com texto completo, sem limite temporal. Excluídos artigos de opinião, cartas ao editor e estudos que não responderam ao objetivo do trabalho.
Análise dos dados os dados extraídos incluíram autor, título, objetivos, metodologia, resultados e conclusões, culminando em um fluxograma PRISMA-ScR para organização dos achados.
Resultados os estudos analisados apontam maior prevalência de bullying, ansiedade e baixa autoestima entre crianças e adolescentes que gaguejam, especialmente no ambiente escolar. Relações sociais fragilizadas e falta de conscientização aumentam o risco de exclusão. O fonoaudiólogo tem papel essencial na orientação e prevenção, embora ainda haja necessidade de pesquisas mais robustas sobre intervenções eficazes.
Conclusões Este estudo confirmou a relação entre a gagueira e a vivência do bullying, evidenciando impactos na saúde mental e na socialização das pessoas que gaguejam. Além disso, embora escassas, foram reunidas as principais estratégias de intervenção identificadas até o momento, como programas educativos e atividades de prevenção, ainda no ambiente escolar e em conjunto com o corpo acadêmico e familiares.
Descritores:
Gagueira,Transtorno da Fluência com Início na Infância; Bullying; Distúrbios da Fala; Criança
ABSTRACT
Purpose to map and synthesise scientific evidence on the relationship between bullying and stuttering in schoolchildren. The following specific aims will be investigated: (1) the impact of the co-occurrence of both; (2) strategies for identifying bullying in children who stutter; and (3) approaches to tackling bullying in this population.
Research strategies Scoping Review was conducted following the Joanna Briggs Institute methodology. The PubMed, Scielo, CAPES, and Web of Science databases were consulted using specific descriptors.
Selection criteria Full-text articles in English or Portuguese were included, with no time limit. Opinion articles, letters to the editor, and studies that did not meet the objective of the study were excluded.
Data analysis The data extracted included author, title, objectives, methodology, results, and conclusions, culminating in a PRISMA-ScR flowchart for organising the findings.
Results The studies analysed point to a higher prevalence of bullying, anxiety and low self-esteem among children and adolescents who stutter, especially in the school environment. Weakened social relationships and lack of awareness increase the risk of exclusion. Speech therapists play an essential role in guidance and prevention, although there is still a need for more robust research on effective interventions.
Conclusion This study confirmed the relationship between stuttering and the experience of bullying, highlighting the impacts on the mental health and socialisation of people who stutter. In addition, although scarce, the main intervention strategies identified to date were gathered, such as educational programmes and prevention activities, still in the school environment and in conjunction with the academic staff and family members.
Keywords:
Stuttering; Childhood-Onset Fluency Disorder; Bullying; Speech Disorders; Child
INTRODUÇÃO
Embora existam várias definições na literatura, o bullying é entendido como atos repetitivos realizados por uma pessoa ou grupo com a intenção de prejudicar um indivíduo ou um grupo que compartilha características comuns, por isso, deve ser considerado inaceitável e inadequado(1). As ocorrências de bullying podem se manifestar de forma física, verbal, social ou por meio de interações interpessoais, como o isolamento social(1). Esses comportamentos podem se dar em diversos contextos, como na escola, no ambiente familiar, em interações virtuais (cyberbullying) ou entre amigos, existindo um desequilíbrio de poder entre quem pratica o bullying e a vítima, que se sente inferior(1).
O bullying é considerado como uma epidemia global entre escolares, com taxas que variam entre 49% e 58% dos alunos do ensino fundamental e pode ser um problema significativo para crianças que gaguejam(1) por enfrentarem o bullying com maior frequência em relação aos pares que não gaguejam(2). Nas crianças que gaguejam a incidência de bullying chega a 81%(3).
O comportamento de bullying entre crianças que gaguejam está frequentemente associado a apelidos, difamação, sentimentos de culpa, agressão física e ridicularização(4). No ambiente escolar, isso pode diminuir a autoestima da criança, prejudicar seu desempenho acadêmico, aumentar a rejeição social e levar à depressão, sentimentos de desamparo e solidão. Para crianças com transtornos de fluência da fala, o bullying pode exacerbar a gagueira, intensificar emoções negativas e reduzir o progresso terapêutico(5). As consequências do bullying podem ser duradouras, afetando até a vida adulta, resultando em níveis elevados de ansiedade social, medo de avaliações negativas e impactos negativos na qualidade de vida(6,7).
Em crianças que gaguejam o bullying pode ocorrer porque as disfluências da criança são de difícil compreensão para os outros, que podem não entender por que a fala desta se diferencia do que a sociedade entende como “padrão”. Isso destaca a importância de educar colegas, familiares e educadores sobre a gagueira, para que possam responder de forma construtiva em situações de intimidação(1), especialmente de crianças que muitas vezes não sabem ainda como responder a este tipo de agressão.
Os fonoaudiólogos, em parceria com professores, devem liderar esforços para ajudar crianças que gaguejam a lidar com a intimidação. O empoderamento dessas crianças pode ser uma estratégia eficaz no combate ao bullying. No entanto, a falta de entendimento sobre o papel dos fonoaudiólogos nesse aspecto do tratamento ou incertezas sobre como abordar o bullying pode dificultar essa atuação(8). Embora os fonoaudiólogos sejam uma referência para essas queixas, nem sempre estão preparados para lidar com esta questão(1).
Com o intuito de organizar as informações e destacar a contribuição do fonoaudiólogo na área, é necessário promover uma melhor compreensão sobre o como bullying acontece em escolares, sobre o impacto do bullying no Transtorno da Fluência com Início na Infância (“gagueira”), mapear e sintetizar evidências científicas sobre a relação entre bullying e gagueira.
Ressalta-se que em uma busca preliminar não foram encontradas na literatura nenhum tipo de estudo de revisão de literatura sobre o tema, evidenciando a importância do presente estudo para a contextualização atual da problemática e levantamento de recomendações para futuras pesquisas centradas na correlação entre o impacto do Transtorno da Fluência com Início na Infância e o bullying. Assim, ressalta-se a necessidade de preencher as lacunas na literatura científica a fim de impulsionar estratégias para o enfrentamento desse impasse.
Ao término deste projeto, espera-se evidenciar por meio da elaboração de um fluxograma (PRISMA-ScR*)(9) os dados extraídos da análise bibliográfica sobre a relação entre o bullying e a gagueira em escolares.
Assim, os objetivos gerais deste trabalho foram mapear e sintetizar as evidências científicas sobre a relação entre o bullying e a gagueira em escolares, destacando os objetivos específicos de: descrever o impacto da coocorrência de ambos, as estratégias de identificação, e as possíveis estratégias de enfrentamento.
MÉTODOS
Estratégia de pesquisa
O levantamento da literatura foi realizado por meio de acesso às bases de dados PubMed, Scielo, CAPES e Web of Science, estas bases foram selecionadas devido aos seus critérios metodológicos, como abrangência do tema, qualidade da indexação e relevância temática. A revisão abrangeu publicações até a data de junho de 2025 sem limite temporal anterior.
Foram utilizados os descritores “Bullying", "Gagueira", "Taquifemia", "Distúrbios da fluência da fala", "Distúrbios do neurodesenvolvimento da fluência da fala", bem como suas respectivas correspondências em língua inglesa, "Stuttering", “Stutter” "Tachyphemia", "Fluency disorder", "Neurodevelopmental speech fluency disorder".
Três revisores (GLB, CRF e HBLB) examinaram independentemente os títulos e resumos e determinaram se os estudos atendiam aos critérios de elegibilidade. O treinamento para a seleção pelos revisores das bibliografias foi realizado pela pesquisadora responsável com experiência na área, para que houvesse uniformidade na seleção e coleta dos dados. No Quadro 1 são apresentadas as bases de dados consultadas com os respectivos descritores consultados. Cada revisor alimentou uma planilha do Software Excel (Microsoft® Corporation) com os títulos, palavras-chave e resumos, pontuando a inclusão ou não de cada trabalho.
Após esta seleção, os dois pesquisadores realizaram reuniões de consenso para a manutenção ou não de cada trabalho encontrado para as próximas etapas. Em caso de divergência houve a análise de um terceiro revisor.
Critérios de elegibilidade
Foram incluídos no estudo os trabalhos que atenderam aos seguintes critérios: artigos com texto completo em línguas inglesa ou portuguesa que contemplaram a busca com os descritores supracitados. Foram excluídos artigos de opinião, cartas ao editor e estudos que não responderam ao objetivo do trabalho. Não foram estabelecidos limites de tempo de publicação.
Apenas os artigos que preencheram todos os critérios de elegibilidade, foram considerados para as análises a seguir.
Análise dos dados
Nesta etapa os avaliadores foram uma Fonoaudióloga com Doutorado como maior nível de escolaridade e uma graduanda em Fonoaudiologia, para garantir o alinhamento conceitual quanto à temática estudada. Os estudos foram lidos integralmente e julgados pelos avaliadores de maneira independente, de modo que permanecessem apenas trabalhos que contemplassem os objetivos da presente pesquisa, isto é, o impacto da coocorrência do bullying e da gagueira, e/ou as estratégias de identificação do bullying na gagueira e/ou as estratégias de enfrentamento do bullying na gagueira. Nesta etapa, caso novas divergências surgissem, uma reunião de consenso, incluindo um terceiro avaliador, poderia ser solicitada.
Os estudos incluídos na revisão foram registrados em uma planilha com base no protocolo de análise criado para a presente revisão e organizados na plataforma Mendeley. Assim, os dados registrados para a revisão foram: autor, título, ano, idioma, objetivos do trabalho, tipo de trabalho, metodologia, resultados obtidos e conclusões.
O resumo das etapas do processo de seleção dos artigos presentes nesta revisão está disposto no fluxograma da Figura 1. O Fluxograma apresenta a quantidade de estudos encontrados com os descritores supracitados, bem como os motivos das exclusões em cada etapa.
Esta revisão da literatura foi realizada seguindo a metodologia de Scoping Review proposta pelo Institute Joanna Briggs- JBI(9). Essa abordagem oferece um processo rigoroso e transparente, sendo comumente utilizada no campo da saúde. Os objetivos principais incluem mapear e resumir evidências, explorar a abrangência da literatura e guiar futuras investigações sobre um conceito central em um determinado domínio de pesquisa. Para isto, a pergunta norteadora da pesquisa deve responder a três perguntas chave, qual a P= População (P), o Conceito (C) e o Contexto (C) da pesquisa (PCC). A clareza da pergunta da revisão auxilia no desenvolvimento do protocolo, pesquisa bibliográfica e revisão de escopo. Assim, a pergunta norteadora deste trabalho foi “Qual a relação entre bullying e gagueira em crianças em idade escolar?”, com P: crianças escolares, C: Gagueira e bullying e C: período escolar.
O trabalho seguiu rigorosamente o Checklist PRISMA-ScR, como apresentado no Apêndice 1.
RESULTADOS
Resultados nas bases eletrônicas de dados
A busca inicial resultou em um levantamento de 119 artigos. Após a exclusão dos artigos duplicados, obteve-se o total de 41 artigos submetidos à primeira etapa de análise. Dos 41 títulos e resumos de artigos, 27 foram selecionados para leitura na íntegra. Destes, apenas 17 corresponderam aos critérios e à pergunta norteadora, estes foram incluídos no estudo. O fluxograma apresentado na Figura 1 demonstra o processo de seleção dos estudos para esta revisão juntamente com o Quadro 2.
DISCUSSÃO
Este trabalho buscou mapear e sintetizar evidências científicas sobre a relação entre o bullying e a gagueira em escolares levando em consideração o possível impacto, as estratégias de identificação e de enfrentamento quando há a coocorrência de ambos.
Dos 17 estudos selecionados para análise, a maioria indicou alta prevalência de bullying (4,10-15), níveis elevados de ansiedade(10,15) e menor autoestima(10) entre crianças que gaguejam em comparação com as crianças que não gaguejam. Os adolescentes que gaguejam têm um risco significativamente maior de sofrer bullying do que aqueles que não gaguejam(12,16). Esses achados reforçam a existência de uma relação significativa entre a ocorrência de bullying e a gagueira, sugerindo que o transtorno do desenvolvimento da fluência da fala na infância, pode atuar tanto como fator de vulnerabilidade quanto como alvo de estigmatização em contextos escolares. Esta afirmação também dá-se pelo fato de que a sala de aula foi apontada como o principal ambiente onde essas situações ocorrem, ressaltando a urgência de estratégias preventivas no ambiente escolar(4).
Diversas pesquisas também relataram que crianças que gaguejam enfrentam rejeição por parte dos colegas, possuem menor status social e vivenciam mais dificuldades na formação de amizades(17). A qualidade da relação entre professor e aluno, assim como a conscientização dos adultos, foram identificadas como fatores relevantes que podem influenciar o risco de exposição ao bullying (18). Como estratégia de enfrentamento alguns estudos destacaram que programas educativos sobre gagueira e estratégias de prevenção ao bullying nas escolas têm potencial para melhorar a percepção e a atitude dos colegas(17,19).
O papel do fonoaudiólogo mostra-se fundamental nesse contexto, atuando não apenas na identificação como na orientação de crianças sobre a gagueira e o bullying, incentivando a aceitação e ensinando formas assertivas de resposta(12,20). No entanto, vale ressaltar que a base de evidências ainda apresenta limitações, devido ao predomínio de delineamentos transversais dos trabalhos encontrados, ao uso de instrumentos variados de avaliação e à presença de dados incompletos, o que pode comprometer a generalização e a robustez das conclusões aqui apontadas.
Embora no Brasil a Fonoaudiologia conte com uma especialidade em Fluência conforme disposto na Resolução CFFa nº 507/2017(21), em que compete ao fonoaudiólogo a orientação tanto da família, quanto de outros profissionais para a identificação de transtornos da fluência, bem como conduta adequada frente aos indivíduos com tais alterações, bem como a realização de estudos visando o desenvolvimento e aprofundamento dos conhecimentos técnicos e científicos no que concerne a área da fluência de fala, nesta presente revisão, apenas quatro(4,11,19,22) dos trabalhos encontrados foram de autores brasileiros.
CONCLUSÃO
Este estudo confirmou a relação entre a gagueira e a vivência do bullying, evidenciando impactos na saúde mental e na socialização das pessoas que gaguejam. Além disso, embora escassas, foram reunidas as principais estratégias de intervenção identificadas até o momento, como programas educativos e atividades de prevenção, ainda no ambiente escolar e em conjunto com o corpo acadêmico e familiares.
A partir disto, futuras investigações poderão avaliar quais intervenções são mais eficazes e como podem ser aplicadas na prática clínica. Ressalta-se a necessidade de novos estudos observacionais e experimentais, com amostras mais amplas, que investiguem o funcionamento e os efeitos das intervenções terapêuticas no cotidiano.
Apêndice 1 Checklist PRISMA-ScR
Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR) Checklist
| SECTION | ITEM | PRISMA-ScR CHECKLIST ITEM | REPORTED ON PAGE # |
|---|---|---|---|
| TITLE | |||
| Title | 1 | Identify the report as a scoping review. | 1 |
| ABSTRACT | |||
| Structured summary | 2 | Provide a structured summary that includes (as applicable): background, objectives, eligibility criteria, sources of evidence, charting methods, results, and conclusions that relate to the review questions and objectives. | 1 |
| INTRODUCTION | |||
| Rationale | 3 | Describe the rationale for the review in the context of what is already known. Explain why the review questions/objectives lend themselves to a scoping review approach. | 5 |
| Objectives | 4 | Provide an explicit statement of the questions and objectives being addressed with reference to their key elements (e.g., population or participants, concepts, and context) or other relevant key elements used to conceptualize the review questions and/or objectives. | 6 |
| METHODS | |||
| Protocol and registration | 5 | Indicate whether a review protocol exists; state if and where it can be accessed (e.g., a Web address); and if available, provide registration information, including the registration number. | 8 |
| Eligibility criteria | 6 | Specify characteristics of the sources of evidence used as eligibility criteria (e.g., years considered, language, and publication status), and provide a rationale. | 7 |
| Information sources* | 7 | Describe all information sources in the search (e.g., databases with dates of coverage and contact with authors to identify additional sources), as well as the date the most recent search was executed. | 6 |
| Search | 8 | Present the full electronic search strategy for at least 1 database, including any limits used, such that it could be repeated. | 6 |
| Selection of sources of evidence† | 9 | State the process for selecting sources of evidence (i.e., screening and eligibility) included in the scoping review. | 7 |
| Data charting process‡ | 10 | Describe the methods of charting data from the included sources of evidence (e.g., calibrated forms or forms that have been tested by the team before their use, and whether data charting was done independently or in duplicate) and any processes for obtaining and confirming data from investigators. | 8 |
| Data items | 11 | List and define all variables for which data were sought and any assumptions and simplifications made. | 7 |
| Critical appraisal of individual sources of evidence§ | 12 | If done, provide a rationale for conducting a critical appraisal of included sources of evidence; describe the methods used and how this information was used in any data synthesis (if appropriate). | 6 |
| Synthesis of results | 13 | Describe the methods of handling and summarizing the data that were charted. | 9 |
| RESULTS | |||
| Selection of sources of evidence | 14 | Give numbers of sources of evidence screened, assessed for eligibility, and included in the review, with reasons for exclusions at each stage, ideally using a flow diagram. | 8 and 38 |
| Characteristics of sources of evidence | 15 | For each source of evidence, present characteristics for which data were charted and provide the citations. | 19- 36 |
| Critical appraisal within sources of evidence | 16 | If done, present data on critical appraisal of included sources of evidence (see item 12). | 19- 36 |
| Results of individual sources of evidence | 17 | For each included source of evidence, present the relevant data that were charted that relate to the review questions and objectives. | 19- 36 |
| Synthesis of results | 18 | Summarize and/or present the charting results as they relate to the review questions and objectives. | 19- 36 |
| DISCUSSION | |||
| Summary of evidence | 19 | Summarize the main results (including an overview of concepts, themes, and types of evidence available), link to the review questions and objectives, and consider the relevance to key groups. | 10-12 |
| Limitations | 20 | Discuss the limitations of the scoping review process. | 10-12 |
| Conclusions | 21 | Provide a general interpretation of the results with respect to the review questions and objectives, as well as potential implications and/or next steps. | 10-12 |
| FUNDING | |||
| Funding | 22 | Describe sources of funding for the included sources of evidence, as well as sources of funding for the scoping review. Describe the role of the funders of the scoping review. | .12 |
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Trabalho realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo – FMRP-USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil.
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Fonte de financiamento:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP (2025/00123-2).
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Disponibilidade de Dados:
Os dados de pesquisa estão disponíveis no corpo do artigo.
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Utilização de tecnologia assistida por inteligência artificial
Ferramentas de inteligência artificial (IA) foram utilizadas exclusivamente para correção ortográfica e gramatical do manuscrito. Nenhuma ferramenta de IA foi empregada para análise de dados, interpretação ou geração de conteúdo científico. Os autores assumem total responsabilidade pelo conteúdo e pela integridade do trabalho.
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Editado por
-
Editora:
Aline Mansueto Mourão.
Os dados de pesquisa estão disponíveis no corpo do artigo.


