Objetivo Verificar a associação entre sinais de dificuldade alimentar em crianças típicas e aspectos sociodemográficos, econômicos, idade e escolaridade dos pais e percepção da família sobre as dificuldades alimentares.
Método Estudo observacional, analítico, transversal com amostra probabilística. Participaram 113 crianças de 2 anos a 5 anos e 11 meses cadastradas no SUS de cidade do interior do estado. Foram aplicados questionário de amostra, Escala Brasileira de Alimentação Infantil (EBAI) e Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB). Realizadas análises descritiva, uni e multivariada, por meio de regressão logística múltipla.
Resultados Foi observada a tendência de crianças com 2 e 3 anos apresentarem maior dificuldade para se alimentar (p=0,002) quando comparadas às crianças mais velhas. Crianças pré-termo tiveram 3,64 mais chances de apresentar dificuldades alimentares (p=0,033) do que seus pares. Verificou-se que crianças com sinais de dificuldades alimentares demonstraram maior dificuldade no processo de introdução alimentar (p=0,007), se alimentaram mal até os dois anos (p=0,014) e apresentam 3,7 mais chances de apresentar sinais de alterações sensoriais (p=0,001) do que as demais.
Conclusão Crianças de 2 e 3 anos demonstram tendência de apresentar mais dificuldades alimentares que as crianças maiores. A prematuridade, dificuldade na introdução alimentar e alterações sensoriais são fatores associados a dificuldade alimentar na infância.
Descritores:
Comportamento Alimentar; Fatores Sociodemográficos; Seletividade Alimentar; Nutrição Infantil; Fonoaudiologia