Open-access Desempenho zootécnico e respostas fisiológicas de juvenis de pirapitinga (Piaractus brachypomus) sob diferentes taxas e frequências de alimentação

Este estudo avaliou os efeitos das taxas e frequências de alimentação no desempenho e nas respostas fisiológicas de pirapitinga (Piaractus brachypomus). Para isso, um total de 896 juvenis (1,32 ± 0,60 g) foram estocados a uma densidade de 1 peixe/L por 40 dias em um sistema de recirculação aquícola (RAS). Quatro taxas de alimentação, 6% (T6), 8% (T8), 10% (T10) e 12% (T12) da biomassa, e duas frequências de alimentação, F2, às 8h30 e 16 h, e F4, às 8h30, 11 h, 13h30 e 16 h, foram testadas em um arranjo fatorial 4x2 com quatro repetições. Os resultados dos primeiros 30 dias mostraram um efeito da taxa de alimentação nos parâmetros de crescimento, mas nenhum efeito da frequência de alimentação em geral. Após 40 dias, o ganho de peso, o ganho de peso diário e a taxa de crescimento específica diária mostraram influência da taxa de alimentação, sendo T6 superior. Além disso, os índices víscero (IVS) e hepatossomático (IHS) foram afetados, com os menores valores para T12. Quando alimentados com F2, o menor nível de hemoglobina foi observado em T6, enquanto não houve diferença entre as taxas de alimentação com F4. Níveis mais elevados de triglicerídeos foram registrados quando alimentados com F2, T6 e T8, enquanto o menor nível foi observado em T12. A glicemia apresentou influência apenas da frequência de alimentação, com valores mais altos para F2. Hematócrito, proteína total, colesterol e índice de gordura mesentérica (IGM) não apresentaram influência da taxa ou frequência de alimentação. Portanto, uma frequência de alimentação duas vezes ao dia mostrou-se suficiente para juvenis de P. brachypomus, com peso inicial médio de 1,3 g e criados em sistema de recirculação aquícola (RAS), sendo que uma taxa de alimentação de 12% da biomassa foi a mais eficiente.

Palavras-chave:
estratégia de alimentação; RAS; peixes neotropicais; Piaractus brachypomus

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