| A121: Silva ARS, Hino P, Bertolozzi MR, Oliveira JC, Carvalho MVF, Fernandes H, Sakabe S. Perceptions of people with tuberculosis/HIV regarding treatment adherence. Acta Paulista de Enfermagem. 2022. |
Estudo descritivo, ancorado nos planos conceituais da adesão propostos por Bertolozzi e colaboradores. |
16 participantes foram captados em um centro de referência para HIV no estado de São Paulo, Brasil. |
Entrevistas individuais semiestruturadas, com emprego da análise de discurso do material proveniente das coletas. |
Os autores desvelaram que a adesão ao tratamento da coinfecção tuberculose-HIV é um fenômeno multifacetado, perpassando o processo saúde-doença, o tratamento medicamentoso e o cuidado nos serviços de saúde. Foi destacado que o vínculo entre o usuário e o profissional de saúde favoreceu a adesão, bem como as redes de apoio e o fornecimento de benefícios financeiros. Por outro lado, o estigma social e o preconceito atrelados às condições foram descritos como pontos negativos na adesão ao tratamento. |
70% |
| A222: Carvalho MVF, Silva ARS, Taminato M, Bertolozzi MR, Fernandes H, Sakabe S, Hino P. Tuberculosis/HIV coinfection focused on care and quality of life. Acta Paulista de Enfermagem. 2022. |
Estudo descritivo, guiado sob a perspectiva da qualidade de vida e do cuidado em saúde e ancorado na teoria da determinação social do processo saúde-doença. |
10 participantes foram captados em um centro de referência para HIV no estado de São Paulo, Brasil. |
Entrevistas individuais semiestruturadas, com emprego da análise de discurso do material proveniente das coletas. |
Os autores consideraram que a organização do serviço, que teve caráter acolhedor às pessoas que estavam com coinfecção tuberculose-HIV, e o apoio ao tratamento, como disponibilidade gratuita da medicação, acompanhamento contínuo e suporte social, foram influenciadores na qualidade de vida. Em contrapartida, a descoberta da coinfecção impactou a vida das pessoas, afetando a saúde mental e biológica, sobretudo por aspectos relacionados ao (auto)estigma, aos efeitos colaterais e à negação diagnóstica. |
80% |
| A323: Cameia SS, Meirelles BHS, Costa VT, Souza SS. Challenges in tuberculosis coinfection treatment in people with HIV/AIDS in Angola. Texto & Contexto - Enfermagem. 2020. |
Estudo do tipo convergente-assistencial, ancorado nos preceitos propostos por Trentini, Paim e Silva. |
29 participantes, sendo 18 pessoas com coinfecção tuberculose-HIV e 11 profissionais de saúde, foram captados em um hospital na província de Huambo, Angola. |
Triangulação de dados oriundos de entrevistas individuais, observação participante e grupo de convergência, com emprego da análise de conteúdo do material proveniente das coletas. |
Os autores revelaram diversas situações desafiadoras que são enfrentadas e foram relatadas pelas pessoas em tratamento da coinfecção tuberculose-HIV, influenciando na adesão, a saber: reações adversas medicamentosas, dificuldades no acesso aos serviços, existência de estigma, preconceito e isolamento, problemas socioeconômicos, vivência com medo e vergonha, e mudanças em seu modo e estilo de vida. |
90% |
| A424: Silva JB, Cardoso GCP, Ruffino Netto A, Kritski AL. Os significados da comorbidade para os pacientes vivendo com TB/HIV: repercussões no tratamento. Physis: Revista de Saúde Coletiva. 2015. |
Estudo exploratório, delineado a partir do referencial teórico do construcionismo social. |
10 participantes foram captados em um ambulatório para tuberculose, localizado em um hospital universitário no estado do Rio de Janeiro, Brasil. |
Entrevistas individuais semiestruturadas, com emprego da análise de conteúdo do material proveniente das coletas. |
Os autores apontaram que o contexto do tratamento foi influenciado pela surpresa quanto ao diagnóstico do HIV e pelo sentimento de estigma associado à tuberculose, ocasionando forte influência no bem-estar biopsicossocial. Os efeitos colaterais dos medicamentos foram vistos como pontos negativos, enquanto o sentido do cuidado a si perpetuou na afirmação pela própria vida. O apoio social e familiar foi tido como um grande suporte para o seguimento do tratamento, assim como o estabelecimento de uma relação acolhedora com os profissionais de saúde do serviço. |
90% |
| A525: Sousa Filho MP, Luna IT, Silva KL, Pinheiro PNC. Pacientes vivendo com HIV/aids e coinfecção tuberculose: dificuldades associadas à adesão ou ao abandono do tratamento. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2012. |
Estudo exploratório, guiado sem referencial teórico explicitado. |
7 participantes foram captados em um hospital de referência para doenças infecciosas no estado do Ceará, Brasil. |
Entrevistas individuais semiestruturadas, com emprego da análise do sujeito coletivo do material proveniente das coletas. |
Os autores descobriram que as pessoas em tratamento da coinfecção tuberculose-HIV se atribuem as dificuldades para a adesão. Dentre os fatores que contribuem negativamente, destacaram-se: dificuldade no tratamento e no estilo de vida, problemas com a duração dos esquemas terapêuticos e confusão com as doses, e uso de drogas ilícitas e lícitas de forma contínua ou recreacional. |
70% |
| A626: Aibana O, Dauria E, Kiriazova T, Makarenko O, Bachmaha M, Rybak N, Flanigan TP, Petrenko V, Becker AE, Murray MB. Patients’ perspectives of tuberculosis treatment challenges and barriers to treatment adherence in Ukraine: a qualitative study. BMJ Open. 2020. |
Estudo exploratório, delineado pelo modelo estrutural das dimensões da adesão a terapias de longo prazo proposto pela Organização Mundial da Saúde. |
60 participantes, sendo 19 com HIV e 41 sem HIV, foram captados em hospital de referência para tuberculose na região de Quieve, Ucrânia. |
Entrevistas individuais semiestruturadas, com emprego do software NVivo®, em sua versão 11.0, para facilitar a codificação do material proveniente das coletas. |
Os autores identificaram barreiras estruturais relacionadas aos serviços centralizados de tuberculose, aos impactos econômicos do tratamento, à carga psicológica do adoecimento e à relação do paciente com os profissionais da saúde. Ademais, destacou-se o excesso de medicamentos utilizados. Esses desafios para a adesão ao tratamento foram semelhantes entre as pessoas com/sem HIV ou outros fatores de risco. |
100% |
| A727: Reis AA, Alecrim TFA, Zerbetto SR, Palha PF, Ruggiero CM, Protti-Zanatta ST. Live/cope with tuberculosis/HIV and the meanings represented by the illness process: a discourse analysis. Ciência, Cuidado e Saúde. 2021. |
Estudo exploratório, guiado sem referencial teórico explicitado. |
6 participantes foram captados em um centro de referência para infecções crônicas no estado de São Paulo, Brasil. |
Entrevistas individuais semiestruturadas, com emprego do software Atlas Ti®, em sua versão 7.0, para facilitar a análise do discurso do material proveniente das coletas. |
Os autores evidenciaram que as pessoas em tratamento da coinfecção tuberculose-HIV vivenciam a falta de conhecimento acerca das infecções. Ainda, houve culpabilização pelo adoecimento, atribuindo-o a práticas de risco, como relações sexuais desprotegidas e uso de drogas. Somou-se a isso a influência do estigma e preconceito decorrentes das infecções, reproduzidos pelas redes de apoio. Por outro lado, a relação com os profissionais de saúde foi uma potencialidade para a adesão. |
70% |
| A828: Daftary A, Mondal S, Zelnick J, Friedland G, Seepamore B, Boodhram R, Amico KR, Padayatchi N, O’Donnell MR. Dynamic needs and challenges of people with drug-resistant tuberculosis and HIV in South Africa: a qualitative study. The Lancet Global Health. 2021. |
Estudo exploratório, aninhado a uma coorte prospectiva e delineado sob a teoria de ruptura biográfica de Bury. |
55 participantes foram captados em um hospital terciário centralizado na província de KwaZulu-Natal, África do Sul. |
Grupos focais semiestruturados, com emprego da análise temática abrangente do material proveniente das coletas. |
Os autores destacaram que o tratamento do HIV e da tuberculose-drogarressistente foi permeado por quatro fases, nas quais foram identificados desafios distintos: diagnóstico, marcado por hospitalização centralizada, renúncia à vida rotineira, estigmatização sistêmica e desestabilização do HIV; início do tratamento, marcado por efeitos colaterais, isolamento e desconexão social; alta, marcada por breve pausa e ressurgimento de perturbações terapêuticas e sociais; e continuidade, marcada pelo aprofundamento dos desafios socioeconômicos, apesar da recuperação clínica. |
90% |
| A929: Resende NH, Martins UCM, Ramalho-de-Oliveira D, Silva DI, Miranda SS, Reis AMM, Carvalho WS, Mendonça SAM. The medication experience of TB/HIV coinfected patients: qualitative study. International Journal of Environmental Research and Public Health. 2022. |
Estudo descritivo qualiquantitativo, delineado sob a perspectiva do referencial da prática da assistência farmacêutica. |
81 participantes foram captados em um hospital de referência no estado de Minas Gerais, Brasil. |
Entrevistas individuais semiestruturadas e diários de campo, com emprego da análise temática do material proveniente das coletas. |
Os autores identificaram, pela análise qualitativa, temas como adversidade, aspectos socialmente construídos, resolubilidade e ambivalência de sentimentos. Foram reveladas experiências referentes à negação do diagnóstico e do tratamento das doenças, à falta de conhecimento e informações sobre os medicamentos e seus efeitos adversos, à vergonha de ingerir medicamentos na frente de outras pessoas e a sentimentos de ameaça, aprisionamento e ansiedade antecipatória relacionados ao tratamento. Por outro lado, o reconhecimento e a aceitação do tratamento como uma solução para a melhor qualidade de vida foram manifestadas pelos participantes. |
70% |
| A1030: Rossetto M, Maffacciolli R, Rocha CMF, Oliveira DLLC, Serrant L. Tuberculosis/HIV/AIDS coinfection in Porto Alegre, RS/Brazil - invisibility and silencing of the most affected groups. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2019. |
Estudo exploratório, delineado à luz da metodologia the sound of silence e articulado ao quadro teórico da vulnerabilidade e dos direitos humanos. |
20 participantes foram captados em centros de referência de tratamento da tuberculose em três gerências distritais no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. |
Entrevistas individuais semiestruturadas, com emprego da metodologia the sound of silence na análise do material proveniente das coletas. |
Os autores relataram que o tratamento da coinfecção tuberculose-HIV foi marcado por experiências de invisibilização e silenciamento das pessoas acometidas, impactando negativamente em sua recuperação. Esse processo foi permeado por falta de orientações por parte dos profissionais da saúde, precariedade no acesso e seguimento nos serviços de saúde, adversidades socioeconômicas e práticas de risco e exposição, como relações sexuais desprotegidas e uso de álcool e drogas. Essas situações foram descritas como fragilidades para o acompanhamento das pessoas acometidas e foram facilitadoras da perda de seguimento do tratamento. |
90% |
| A1131: Gebremariam MK, Bjune GA, Frich JC. Barriers and facilitators of adherence to TB treatment in patients on concomitant TB and HIV treatment: a qualitative study. BMC Public Health. 2010. |
Estudo exploratório, inspirado na perspectiva do referencial teórico para comportamentos de saúde. |
35 participantes, sendo 29 pessoas com coinfecção tuberculose-HIV e 6 profissionais de saúde, foram captados em centros de saúde da região administrativa de Adis-Abeba, Etiópia. |
Triangulação de dados oriundos de entrevistas individuais e grupos focais semiestruturados, com emprego de análise pelo método fenomenológico de Giorgi, modificado por Malterud, do material proveniente das coletas. |
Os autores descobriram que a interação de fatores está envolvida na tomada de decisão sobre a ingestão de medicamentos no tratamento da dupla infecção. Os fatores que influenciaram positivamente na adesão ao tratamento da tuberculose foram crenças na curabilidade e na gravidade da doença, quando na presença de infecção pelo HIV, e apoio das famílias e dos profissionais de saúde. As barreiras à adesão ao tratamento consistiam em efeitos secundários, carga de comprimidos, restrições econômicas, estigma e ausência de comunicação adequada das pessoas com os profissionais de saúde. |
90% |