Este artigo teve como objetivo identificar e analisar a presença/ausência dos marcadores sociais de gênero, raça e classe nas ementas de curso da área de saúde oferecidos em dois campi da Universidade Federal da Bahia (UFBA), vigentes em 2024. Nos 22 cursos analisados identificamos 1090 disciplinas obrigatórias, em acesso livre. No entanto, apenas 3,4% das ementas faziam menção aos termos e conteúdos em torno dos referidos marcadores e compuseram a amostra analisada. Utilizamos a análise documental e submetemos as ementas à análise de classificação hierárquica descendentes do Software Iramuteq. Adotamos a noção de interseccionalidade gênero-raça-classe como marco teórico. Identificamos seis diferentes classes, apresentadas em um dendrograma. A maioria dos cursos de saúde na UFBA ainda não inseriu em seus currículos a discussão dos principais marcadores sociais de forma direta, ou mesmo indireta, apenas alguns já enfrentam diferencialmente discussões que os problematizam como constituintes para a compreensão da saúde e que refletem na formação profissional. Tal constatação sugere a revisão criteriosa e urgente das matrizes curriculares.
Palavras-chave:
Currículo; Interseccionalidade; Formação em Saúde; Universidade
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Fonte: Autores, com suporte do software Iramuteq.