Open-access Desempenho das referências internacionais de crescimento para avaliar o estado nutricional em uma amostra de adolescentes do Nordeste do Brasil

O estudo teve como objetivo avaliar a acurácia diagnóstica na detecção de obesidade a partir da massa gorda (MG) e comparar o estado nutricional classificado pelas curvas de altura e índice de massa corporal (IMC) da World Heath Organization (WHO/2007), do Centers for Disease Control and Prevention (CDC/2000), da International Obesity Task Force (IOTF/2012), Brasil (2006) e MULT (2023) em uma amostra de adolescentes da região Nordeste. Foram selecionados 256 adolescentes (10-19 anos) da cidade de Natal, Brasil, classificados pelo estado nutricional de acordo com as curvas de referências. A classificação da obesidade e a acurácia diagnóstica foram estabelecidas de acordo com a MG, obtida por absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA), e o gráfico de Bland-Altman foi utilizado para verificar a concordância entre as diferentes curvas de crescimento. A maior prevalência de obesidade (4,3%) foi classificada pela WHO, CDC e Brasil, e a maior diferença crítica (DC) foi encontrada entre as curvas de IMC da WHO e da MULT (CD = 0,61). A referência MULT apresentou a maior sensibilidade (0,98; IC95%: 0,96-0,99) e razão de verossimilhança positiva (RV+) (4,88; IC95%: 0,85-28,17). Portanto, apresentou excelente acurácia para diagnosticar obesidade nessa amostra de adolescentes.

Palavras-chave:
Gráficos de crescimento; Estatura-idade; IMC-idade; Composição corporal; Adolescentes

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