Este estudo mediu prevalência e avaliou tendência para diversos indicadores da assistência pré-natal entre gestantes adolescentes em Rio Grande-RS. Entre 01/01 e 31/12 dos anos de 2007, 2010, 2013, 2016 e 2019, foi aplicado ainda na maternidade questionário único, padronizado à todas as parturientes residentes neste município que tiveram filhos nos hospitais locais. Utilizou-se teste qui-quadrado para comparar proporções e avaliar tendência. Dentre as 12.645 parturientes identificadas, 2.184 (17,3%) eram adolescentes (<20 anos). Dos 36 indicadores avaliados, houve piora em 2 (planejamento da gravidez e ocorrência de diabete mellitus), estabilidade em 5 (realização de ultrassonografia abdominal, imunização antitetânica, posse da carteira da gestante e ocorrência de baixo peso ao nascer e prematuridade) e melhora nos demais, com destaque para escolaridade materna, taxa de gravidez na adolescência, realização de exames clínicos e laboratoriais e realização de pré-natal adequado, passando de 13,8% em 2007 para 52,5% em 2019. Houve melhora substancial na assistência à gestação e ao parto, mas quase metade das adolescentes rio-grandinas ainda não realizou pré-natal considerado adequado, ao mesmo tempo em que aumentou a ocorrência de gravidez não planejada.
Palavras-chave:
Pré-natal; Gravidez na Adolescência; Saúde do Adolescentes; Mães Adolescentes