| A |
“Essa Vale só nos dá nojo. É uma falta de respeito com as comunidades” |
| B |
“Gostaria, sinceramente, que algo fosse feito não só por quem foi removido, mas para todos nós que, de alguma forma, tivemos nossas vidas mudadas do avesso de um dia para o outro, somando inúmeros prejuízos, financeiros e emocionais” |
| C |
“Minha ação está na justiça e já foi negada. Hoje, eu só quero condições para construir outra casa para minha família em outro bairro, para poder voltar a viver em paz e poder retomar a minha vida normalmente” |
| D |
“A Vale sequer indenizou os moradores do meu bairro pelos prejuízos financeiros que acarretou e ainda acarreta, e ela (não os outros atores) deveria ser a principal responsável por isso - e por todas as outras ações” |
| E |
“A mineradora mudou a vida de muita gente, sem se importar com sentimentos e sofrimentos, em razão de um lucro que é só dela. Muito triste!” |
| F |
“Não vejo responsabilidade de nenhum indivíduo/instituição fora a prefeitura e a população em garantir a segurança do bairro. Acredito que as grandes empresas que atuam na região tenham responsabilidade nisso e não contribuem em nada” |
| G |
“Acho uma falta de respeito. Mais de dois anos se passaram e nada se resolveu. Nada se resolveu para os pequenos, porque, para a Vale, o que mudou foi ficar mais rica” |
| H |
“Que a mineradora do Gongo Soco deveria pesquisar quantas pessoas ela matou em Barão após o anúncio do rompimento da Sul Superior, em 8 de fevereiro de 2018” |
| I |
“Até quando vamos viver nessa situação de terror, medo e angústia? Viver nessa lama invisível é como viver numa guerra fria sem arma. Só Terrorismo. Quero que a população ribeirinha tenha um olhar sem medo, queremos paz e segurança. Não quero viver como uma morta-viva. Pedimos com urgência o descomissionamento da Barragem Sul Superior do Congo Soco” |
| J |
“Os poderes públicos não estão cobrando soluções como poderiam cobrar. A Vale está mostrando um interesse muito grande para comprar a comunidade e não cuida da segurança da comunidade. Tivemos coisas roubadas, e nosso maior patrimônio (igreja Nossa Senhora Mae Augusta do Socorro) está sendo destruídos por falta de manutenção. Prefeitura, Vale, MP e Paroquia não fazem nada” |
| K |
“Sou uma entre as centenas de pessoas, uma vítima da enganação de Vale. Tive meu projeto * impedido e não fui indenizado por isso. A Vale nos enganou e com o apoio da Defesa Civil, que nos fez acreditar na farsa montada para atender seus interesses econômicos” |
| L |
“Hoje, não consigo plantar minhas verduras, o que me garantia uma renda extra. Vivo dentro de um apartamento. Eu tinha uma empresa de produtos orgânicos, trabalhava dentro das comunidades; hoje, não tenho mais nada. Estou na cidade obrigado. Sou visto como aproveitador de uma situação. Aproveitar o quê?” |
| M |
“Barão veio de Socorro, tudo começou aqui. Mas, quem gosta só de dinheiro, não gosta de história, né?!” |
| N |
“Ainda tenho fé em Deus de que iremos ter nossa festa da Nossa Mãe Augusta, ela sempre nos uniu e amparou. Isso não pode acabar assim” |
| O |
“Eu sei das rotas de fugas, participei dos treinamentos e digo de passagem, esses treinamento deu gente no início, pois todo mundo estava com medo. À medida que passava o tempo, ‘menas’ gente ia neles, “Ocê” viu o pessoal de Brumadinho, que só está vivo porque seguiu o caminho que conhecia? Se fosse no caminho marcado, eles ‘tava’ tudo morto agora” |
| P |
“O duro é pensar que quem está com a mão no botão da sirene para salvar a gente é a Vale. E o que a gente vale para a Vale?” |
| Q |
“É muito óbvio o interesse da Vale naquela região. Na minha ‘opinião’ essa é a nova estratégia da empresa, que enfrenta várias dificuldades no licenciamento ambiental de projetos na região para conseguir seus objetivos” |