As desigualdades socioambientais nas metrópoles afetam a saúde de forma diferente, sobretudo com impactos maiores entre populações de menor nível socioeconômico. Este estudo analisou a distribuição da vegetação urbana, estimada pelo Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), da temperatura de superfície terrestre (TST) e das concentrações de dióxido de nitrogênio (NO2) na Região Metropolitana de São Paulo, Brasil, segundo grupos de vulnerabilidade definidos pelo Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS). Trata-se de estudo ecológico tendo os setores censitários urbanos como unidade de análise. A vegetação e a TST foram obtidas por sensoriamento remoto, e o NO2 derivou de modelo global em alta resolução baseado em regressão de uso do solo. Resumos estatísticos compararam os indicadores entre os grupos do IPVS (1 - baixíssima a 6 - muito alta vulnerabilidade). As medianas do NDVI variaram pouco (0,21-0,25), sem padrão linear; o grupo de alta vulnerabilidade apresentou valores mais elevados, possivelmente pela localização periurbana. Para a TST, o grupo de baixíssima vulnerabilidade registrou a menor mediana (31,8ºC). O NO2 apresentou tendência de queda entre os grupos menos vulnerabilizados até o de alta vulnerabilidade, com novo aumento no de muito alta vulnerabilidade. Conclui-se que a exposição ambiental na Região Metropolitana de São Paulo é heterogênea e não segue padrão linear em relação à vulnerabilidade social. Particular atenção deve ser dada às áreas mais vulnerabilizadas que acumulam condições ambientais críticas, reforçando a necessidade de políticas públicas integradas para reduzir desigualdades e promover cidades mais saudáveis e equitativas.
Palavras-chave:
Saúde Ambiental; Saúde Urbana; Iniquidades em Saúde; Justiça Ambiental; Indicadores Ambientais
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IPVS: Índice Paulista de Vulnerabilidade Social.
