As transformações pelas quais a educação brasileira passou nas últimas três décadas alteraram os cenários sociais e institucionais para a escolarização da juventude, possibilitando a massificação do Ensino Médio e o surgimento de um número significativo de jovens que representam a primeira geração de suas famílias a chegar aos bancos universitários. No entanto, resta perguntar se as desigualdades educacionais entre os jovens foram eliminadas, minimizadas, acentuadas ou reconfiguradas para novas formas de estratificação educacional. Ainda hoje, o Ensino Médio se perpetua como um filtro à conclusão da educação básica? Ou, ao contrário, a continuidade dos estudos esbarra sobretudo no gargalo de acesso ao Ensino Superior? Este texto procura refletir sobre as novas e velhas barreiras à escolarização da juventude que têm se apresentado no Brasil entre os anos 1990 e a década vigente, abordando recortes socioeconômicos, raciais e de gênero.
PALAVRAS-CHAVES:
Ensino Médio; Ensino Superior; Gênero; Raça; Sociologia da Juventude
Fonte: Pnad 1995/2005/2015 (IBGE). Elaboração própria.
Fonte: Pnad 1995/2005/2015 (IBGE). Elaboração própria.
Fonte: Pnad 2015 (IBGE). Elaboração própria.Nota: em valores de 2015, o 1ºQ envolve rendimentos domiciliares per capita inferiores a R$ 307,00; o 5ºQ, superiores a R$ 1.350,00.
Fonte: Pnad 1992-2015 (IBGE). Elaboração própria. Nota: Somente ingressos via processo seletivo para vagas novas, exclusive remanescentes ou de programas especiais. Não há dados da Pnad para os anos de 1994, 2000 e 2010.