O espaço escolar recebe com incômodo performances e identidades dissidentes sexuais e de gênero. É comum encontrar docentes que reproduzem violências LGBTQIAPN+fóbicas, bem como aqueles que reconhecem a sensação de incapacidade de lidar com o tema, demonstrando a intenção de desconstruir paradigmas ao buscar a transformação de suas práticas pedagógicas. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo identificar se e de que forma a temática gênero e sexualidade está presente em dez projetos pedagógicos de cursos de formação docente para a educação básica em duas universidades públicas da cidade de Manaus (AM). Foi realizada uma pesquisa documental, utilizando a análise construtivo-interpretativa dos dados a partir do pressuposto histórico-cultural. Os resultados apontam uma presença ínfima do tema na concepção dos cursos e nas ementas das disciplinas; percebeu-se que a discussão gênero e sexualidade acontece em atividades pontuais, mas não transversalmente ao longo da graduação; identificou-se que a discussão dessa temática, quando acontece explicitamente, parte principalmente de um discurso biológico, e o debate sobre o tema não é identificado como concretamente estabelecido no Projeto Pedagógico de Curso. O presente trabalho contribui para a reflexão sobre a importância de uma formação inicial docente que debata gênero e sexualidade e indica a necessidade de uma formação inicial e continuada voltada à desconstrução da cisheteronormatividade, como alternativa para superar o preconceito que interfere no saber-fazer na/da escola como espaço de/para o acolhimento, escuta atenta, inclusão e equidade, essenciais a uma educação humanizadora e emancipatória.
Palavras-chave:
Currículo; Educação; Formação docente; Gênero; Sexualidade
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Fonte: PPCs dos cursos de graduação em licenciatura da Universidade do Estado do Amazonas e da Universidade Federal do Amazonas (UEA, 2017; UFAM, 2012).* Entende-se que o curso de Pedagogia tem a formação de professor como sua prioridade, sendo as disciplinas gerais e específicas voltadas para a formação do educador em sua totalidade. Dessa forma, a carga horária específica para licenciatura não é possível de ser contabilizada.
Fonte: PPCs dos cursos de graduação em licenciatura da Universidade do Estado do Amazonas e da Universidade Federal do Amazonas (
Fonte: PPCs dos cursos de graduação em licenciatura da Universidade do Estado do Amazonas e da Universidade Federal do Amazonas (
Fonte: PPCs dos cursos de graduação em licenciatura da Universidade do Estado do Amazonas (UEA, 2017).
Fonte: PPCs dos cursos de graduação em licenciatura da Universidade Federal do Amazonas (