O presente artigo volta-se para a análise da Política Nacional de Alfabetização como uma política em rede, numa capilarização das ações em defesa da perspectiva adotada pela mesma - a fundamentação em evidências científicas. Argui-se a noção de evidências científicas como fundamento das ações para a alfabetização, ideia que é mobilizada na busca por imprimir uma significação absoluta à alfabetização, ao currículo da alfabetização e à formação de professores para essa etapa. Assim, a problematização se dá, em diálogo com aportes pós-estruturais e pós-coloniais, em torno da discussão acerca de uma fixidez que permite inferir a produção de um discurso que coloniza a alfabetização e a infância. Uma autoridade colonial que se ergue a partir da estereotipia das práticas de alfabetização que não se coadunam com o que é estabelecido como “última palavra” sobre - e para - a alfabetização, currículo da alfabetização e formação de professores. Em contraposição a univocidade observada, defende-se a produção de políticas numa perspectiva discursiva, que não prescindem de articulações contingenciais e de negociações entre discursos - sempre múltiplos e marcados pela diferença - como luta pela significação numa relação alteritária.
Palavras-chave:
alfabetização; currículo; evidências científicas; discurso colonial; diferença
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Fonte: MEC/PNA, 2022.
Fonte: MEC/PNA, 2022.
Fonte: MEC/PNA, 2022.
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