Este ensaio pretende mostrar como a Educação, particularmente o acesso ao Ensino Superior, é um excelente indicador para desmontar o mito da democracia racial constituído no imaginário brasileiro. Assim, o texto divide-se em três partes e conclusão. Primeiro, são apresentados e debatidos os argumentos relativos à ideia de democracia racial. Em seguida, são analisadas as políticas de ação afirmativa. Depois, são analisadas as possibilidades de acesso dos negros ao Ensino Superior. Na conclusão, o artigo discute a importância de políticas para o combate às desigualdades raciais, realçando uma agenda de pesquisa que possibilitaria entender, em que medida as políticas afirmativas seriam capazes de mudar o quadro racial brasileiro.
Educação superior; Acesso; Políticas afirmativas; Desigualdade
* Inclusive a população sem declaração de cor ou raça.Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2015 (
* Exclusive sem declaração.Fonte: Pesquisa das Características Étnico-raciais da População 2008 (
* Foram considerados adequados ao Ensino Superior os indivíduos que frequentam graduação, mestrado ou doutorado. A taxa de escolarização líquida fornece a proporção da população matriculada no nível de ensino considerado adequado conforme a faixa etária.Fonte: Retrato das desigualdades de gênero e raça – 1995 a 2014 (
* A PNAD não foi realizada no ano de 2010. Em 2004 a PNAD passa a contemplar a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.Fonte: Retrato das desigualdades de gênero e raça 1995 a 2014 (
* Em 2004 a PNAD passa a contemplar a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Assentamento subnormal: conjunto (favelas e assemelhados) constituído por unidades habitacionais (barracos, casas etc.), ocupando, ou tendo ocupado até período recente, terreno de propriedade alheia (pública ou particular), dispostas, em geral, de forma desordenada e densa, e carentes, em sua maioria, de serviços públicos essenciais.Fonte: Retrato das desigualdades de gênero e raça 1995 a 2014 (
* São considerados cobertos diretamente pela previdência pública aqueles que contribuem diretamente, os funcionários públicos, militares e empregados com carteira de trabalho assinada em qualquer trabalho na semana de referência e os segurados especiais da previdência rural. São considerados cobertos indiretamente pela previdência pública os cônjuges e filhos até 21 anos de idade daqueles que são cobertos diretamente.Fonte: Retrato das desigualdades de gênero e raça 1995 a 2014 (
* Outros: trabalhadores na produção para o próprio consumo, trabalhadores na construção para o próprio uso e trabalhadores não remunerados.Fonte: Retrato das desigualdades de gênero e raça 1995 a 2014 (
* A PNAD não foi realizada nos anos de 2000 e 2010. Em 2004 a PNAD passa a contemplar a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Rendimento mensal domiciliar per capita deflacionado com base no INPC, período de referência set./2014.Fonte: Retrato das desigualdades de gênero e raça 1995 a 2014 (
* A PNAD não foi realizada nos anos de 2000 e 2010. Em 2004 a PNAD passa a contemplar a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Situação de pobreza calculada com base no rendimento mensal domiciliar per capita deflacionado pelo INPC, período de referências setembro/2014, Extremamente pobres – renda domiciliar per capita de até R$77,87; Pobres – renda domiciliar per capita maior ou igual a R$77,87 e menor que R$155,74; Vulneráveis – renda domiciliar per capita maior ou igual a R$155,74 e menor que R$724; Não pobres – renda domiciliar per capita maior ou igual a R$724 (um salário mínimo de 2014).Fonte: Retrato das desigualdades de gênero e raça 1995 a 2014 (