Este diálogo com Selma Garrido Pimenta integra as comemorações dos 50 anos de Educação e Pesquisa e revisita o período em que ela desempenhou o papel de editora-chefe da então Revista da Faculdade de Educação (1994-1996). A partir da trajetória acadêmica da entrevistada – de sua formação e docência na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo à carreira na Universidade de São Paulo (USP) –, a entrevista rememora a evolução dos programas de pós-graduação em Educação no país e na USP, bem como o papel das revistas acadêmicas na circulação do conhecimento durante e a partir da redemocratização do país. Pimenta descreve os vários movimentos que levaram a publicação endógena, destinada quase exclusivamente à disseminação de artigos de professores da Faculdade de Educação da USP, a se tornar um periódico progressivamente aberto ao campo educacional: ampliação e diversificação do Conselho Editorial e do corpo de pareceristas, estímulo a artigos em outros idiomas e reconfiguração de seções com conteúdo local. A entrevista mapeia, como fenômeno paralelo ao desenvolvimento do periódico, a virada epistemológica e metodológica no campo da Educação: das abordagens mais positivistas às perspectivas críticas, qualitativas, empíricas e colaborativas. Aliados à política de fomento às pesquisas científicas, esses movimentos favoreceram uma nova cultura de pesquisas e publicações no país, levando a um paulatino reposicionamento da Revista da Faculdade de Educação no campo, sem sacrificar a sua relevância na formação docente e no debate das políticas educacionais.
Palavras-chave:
Educação e Pesquisa; Produção do conhecimento; Internacionalização; Endogenia acadêmica; Pós-graduação
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Fonte: Arquivo pessoal da Profa. Selma Garrido Pimenta.