Este ensaio analisa a Teoria do Discurso (TD), em sua vertente pós-fundacionalista, como referencial para repensar a educação em contextos de crise dos fundamentos. Examina-se o papel da linguagem e das disputas hegemônicas na constituição de currículos, políticas educacionais e identidades, buscando evitar tanto o dogmatismo fundacionalista quanto o relativismo niilista. À luz das contribuições de Ernesto Laclau e Oliver Marchart, o objetivo é compreender como fundamentos contingentes podem sustentar práticas educacionais críticas, inclusivas e comprometidas com a pluralidade e a justiça social. Justifica-se pela necessidade de enfrentar a pós-verdade e a fragmentação do debate público. A metodologia é hermenêutica, baseada na interpretação crítica de textos. Conclui-se que a TD pós-fundacionalista reconhece a historicidade dos fundamentos sem abdicar de referenciais normativos revisáveis, capazes de orientar o campo educacional.
Palavras-chave
Hegemonia; Pluralidade; Contingência; Subjetividade; Poder