O objetivo deste estudo foi investigar se há associação entre três métodos de avaliação de capacidade funcional, a saber, força de preensão palmar (FPP), medida de independência funcional (MIF) e teste de caminhada de seis minutos (TC6), com variáveis clínicas e dados da internação em uma amostra de pacientes egressos de hospitalização por covid-19. Trata-se de estudo observacional, analítico e transversal. Foram incluídos 125 pacientes de ambos os sexos, com idade maior que 18 anos. Os participantes foram avaliados cerca de três meses após a alta hospitalar, quando realizaram FPP, TC6 e responderam a MIF. Os dados do prontuário foram analisados para coleta de dados clínicos e da internação. Os pacientes apresentaram distância percorrida elevada no TC6 (mediana de 457m), força de preensão palmar semelhante aos valores encontrados em indivíduos saudáveis (38,9±11,7kgf em homens, 27,3±2,8kgf em mulheres), e classificação de independência na MIF (122,8±9,9 pontos). Foram encontradas correlações positivas significativas entre o TC6 e a MIF (r=0,470, p<0,001), entre o TC6 e a FPP (r=0,375, p<0,001) e entre a FPP e a MIF (r=0,317, p<0,001). Apesar da gravidade à admissão hospitalar ou do tempo de internação hospitalar, após três meses da alta os pacientes analisados apresentaram recuperação funcional satisfatória. Os instrumentos utilizados avaliam diferentes dimensões da capacidade funcional, e as correlações encontradas entre eles sugerem que podem ser utilizados de forma complementar.
Descritores:
Estado Funcional; Teste de Caminhada; Dinamômetro de Força Muscular; Covid-19, Reabilitação; Saturação de Oxigênio
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