Open-access O alcance e os limites da imersão imaginativa na cognição religiosa

A recente Tese da Imaginação (TI), de Neil Van Leeuwen, propõe que afirmações religiosas geralmente funcionam não como crenças factuais sobre o mundo, mas como atos distintos de imaginação. Neste artigo, primeiro reconstruímos os argumentos que sustentam a TI e, em seguida, examinamos suas limitações na explicação de aspectos cruciais da cognição religiosa. Por fim, propomos um modelo alternative, a Tese do Suporte Imaginativo (TSI), que busca preservar o papel essencial da imaginação sem deixar de dar conta da complexidade epistêmica das afirmações religiosas sinceras. Argumenta-se que a TSI apresenta certas vantagens em relação tanto ao modelo tradicional baseado em crença quanto à TI, ao oferecer uma explicação mais nuançada da cognição religiosa.

Palavras-chaves:
crença; imaginação; imersão imaginativa; religião; posturas epistêmicas

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