Os anos 1920 e 1930 foram marcados pela necessidade de modernização da sociedade. Alguns projetos modernistas de nação empreendidos apresentavam conotação nacionalista e autoritária. Nessa conjuntura, propostas de Estado pautadas por ideais eugênicos foram desenvolvidas. No Brasil, organizou-se a Ação Integralista Brasileira (AIB), maior expressão extraeuropeia do fascismo, que apresentava um projeto de Estado amparado por um programa eugênico. Assim, objetiva-se investigar como a eugenia era acionada no integralismo, notadamente a partir da análise do papel da mulher. Com um estudo empírico de fontes impressas, busca-se compreender o discurso sobre papéis determinados em decorrência do gênero, bem como as funções desempenhadas pelas “blusas-verdes” no projeto eugênico da AIB.
Fascismo; Integralismo; Eugenia; Mulheres; Brasil