Em 26 de dezembro de 1929, por conta de uma matéria apontando seu suposto adultério, Sylvia Serafim marcou a história da imprensa brasileira ao assassinar Roberto Rodrigues. No entanto, entrou como personagem secundária, coadjuvante na vida de Nelson Rodrigues, irmão de Roberto. Por meio de uma aproximação biográfica e com a formulação de crítica sobre a sua obra inédita, este artigo propõe um retorno à complexidade desta personagem; e trazer luz sobre alguns de seus escritos, esquecidos em função do crime. Olhar para Serafim como uma figura multifacetada permite adicionar camadas heterogêneas sobre um indivíduo até hoje interpretado unilateralmente. Por fim, evidencia-se, também, a atualidade e relevância de seus escritos jornalísticos e políticos, bem como as questões de gênero envolvidas em seu apagamento e desumanização.
Palavras-chave:
Sylvia Serafim; Roberto Rodrigues; Nelson Rodrigues; Fios de prata; literatura feminista
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Fonte: Crítica, 26 dez. 1929.
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Fonte: arquivo pessoal.