Com base em um desenho metodológico quantitativo descritivo não experimental e em princípios teóricos associados ao desenvolvimento do pensamento histórico expressos numa matriz analítica, são estudadas as produções narrativas escritas de 648 estudantes espanhóis e 764 estudantes colombianos em torno do processo histórico de conquista e colonização da América pela Espanha. O estudo das explicações apresentadas nas narrativas sobre esta história controversa e difícil, que é parte constitutiva do núcleo de identidade histórica dos países destes jovens (N=1412), mostra uma série de dificuldades e limitações não só no nível de conhecimento que os alunos têm sobre este processo histórico, mas também na sua capacidade de problematizá-lo como um fenômeno controverso. Neste sentido, demonstra-se a sobrevivência de perspectivas históricas tradicionais que impedem as novas gerações de reconhecer a complexidade dos passados sensíveis em que se baseia a sua identidade coletiva.
Palavras-chave:
pensamento histórico; passados controversos; narrativas; conquista e colonização de América; jovens