Resumo
Este ensaio aborda os desafios da formação em Saúde a partir da crítica à hegemonia da Biomedicina e sua orientação tecnicista e instrumentalização para o exercício de práticas que afastam o processo de ensino-aprendizagem da complexidade dos problemas de saúde e dos gestos de cuidado. A partir da experiência docente no contexto de uma graduação interdisciplinar e de reflexões teóricas colocadas pela epistemologia crítica feminista, o debate proposto destaca a necessidade de reencantar a formação em Saúde e situá-la, para além do registro da interdisciplinaridade, em um registro pluriepistêmico. Isso envolve abrir espaço para outras racionalidades, superando exclusões e promovendo práticas orientadas por éticas e estéticas que dialoguem com a diversidade de conhecimentos. A reflexão enfatiza a importância de reimaginar a ciência e a formação em saúde como campos capazes de fomentar novas abordagens horizontais e contra-hegemônicas.
Palavras-chave
Formação em Saúde; Biomedicina; Epistemologias; Pluralidade