Open-access O anarquista da segurança: a crítica de Dekker ao cientificismo moldado pelo alto modernismo autoritário

The safety anarchist: Dekker’s critique of scientism as shaped by authoritarian high modernism

El anarquista de la seguridad: una crítica de Dekker al cientificismo moldeado por el alto modernismo autoritario

Dekker, S.. O anarquista da segurança: apoiando-se na perícia e na inovação humanas, reduzindo burocracia e compliance. Vezzá, Flora Maria Gomide. São Paulo: Blucher, ASAS, 2023

À primeira vista nos pareceu algo pretensioso comentar essa obra1, dado que José Marçal Jackson já o fizera em prefácio à edição brasileira – aliás, de modo exímio. Esse prefácio brasileiro já vale per se, pois descortina a importância do trabalho de Dekker e o seu impacto no Brasil pelo olhar desse especialista.

Contudo, o próprio tom libertário da obra antecipado no título conclama ao livre-pensar, o cogito ‘fora da caixinha’ da burocracia – seja qual burocracia for, estatal ou corporativa –, inspirando-nos uma reflexão filosófica irresistível. O autor nos alerta sobre a polissemia que envolve o vocábulo burocracia; se hoje é comum esse adquirir tom depreciativo e despertar desconfiança, à época de Max Weber, opostamente, trazia consigo uma noção valorativa positiva como premissa de um estatuto de racionalismo utilitarista em vias de legitimação (político-institucional). A burocracia de então era vista como um certo antídoto contra a arbitrariedade e os caprichos voluntaristas de aristocratas, da nobreza e do alto clero, por um lado, e contra o avanço de ideias e movimentos socialistas, por outro.

Mais para Tolstói do que para Malatesta...

O prefácio autoral atrai atenção ao sólido background de Dekker, autodefinido como alguém habituado ao valor de procedimentos e regras, políticas e regulamentação, o que rapidamente desfaz fantasias sobre alguma atitude temerária que pudesse se associar pejorativamente ao adjetivo “anarquista” do título (no capítulo inicial, descreve a importância do regramento na segurança aeronáutica que ele experimenta no papel de copiloto de Boing-737).

Decerto ele conhece bem o estigma que persegue os anarquistas ao buscar afastar-se de algum atributo depreciativo. O próprio subtítulo já antecipa que não se trata de uma obra de proselitismo político – o que ele reforça no prefácio autoral. Tranquilize-se, pois, o leitor avesso a “radicalismos”; Dekker não é um ativista incendiário, nem extremista político, muito menos um embusteiro – desses influencers de ocasião que pululam por aí em busca de monetização fácil. Pelo contrário, é alguém que exibe conhecimento de sobejo, de cátedra, sobre aquilo que discorre em matéria de SST, além de mostrar uma percepção crítica, refinada e extremamente eclética em temas que lhe são conexos2,3.

De fato, Dekker se apressa em apresentar, logo na terceira página do prefácio autoral, uma breve indicação do que pretende valor subsumido do anarquismo na inovação epistemológica da disciplina da segurança, a fim de prevenir equívocos acerca de sua visão de mundo, sua “Weltanschauung”. E embora essa visão permeie o livro todo, será no capítulo nove, “anarquia versus anarquismo”, que ele adensará algumas dessas ideias esboçadas inicialmente. Uma delas, talvez a mais instigante, a que aponta a convergência entre a visão da complexidade subjacente às ideias anarquistas e a da complexidade da ciência mais avançada.

Tal semelhança vem apontada justo na crítica do pseudocientificismo taylorista – abordado no capítulo cinco – com sua rigidez mecânica contrastada com concepções de sistemas complexo-adaptativos contidas nos olhares de Paul Cilliers e Ilya Prigogine: ausência de controlador central e liberdade de interação entre as pessoas que compõem tais sistemas.

O mote para a resenha foi a inspiração suscitada pelos capítulos Três, Alto modernismo autoritário; e Cinco, o que é medido e manipulado – porquanto eles nos pareceram ser ‘chave’ para a cognição plena dos demais.

Do Leviatã de Thomas Hobbes ao departamento sociológico da Ford

No tópico Die Vermessung der Welt (alusão à obra de Daniel Kehlmann) do capítulo três, Dekker nos descreve como teria se forjado o estado normativo da sociedade no século 19: o impulso por meio da normal de Gauss, fruto da repetibilidade da mensuração de um conjunto de atributos de interesse, passando pelo ímpeto geodésico de Alexander von Humboldt, em seu furor pela “medida do mundo” e pela polimatia de “Sir” Galton(b), devotado a pesquisas sobre hereditariedade e ao conhecimento do indivíduo social como unidade estatística.

Dekker nos descreve como esse conjunto de práticas (de coleta de dados e de mensurações, as mais diversas), oportunamente apropriadas e organizadas pelos agentes de Estado, e a visão de mundo por elas possibilitada, moldariam uma protoengenharia social, cujo empirismo alicerçou as aspirações do emergente Estado moderno.

Associava-se a esse empirismo as pretensões a ser objetivo e cientificamente constituído, de forma que – supostamente – lhe caberia prescrever “o que é melhor para a população” contida nesse Estado, mediante seus agentes que, por delegação formal, aplicariam tal “dieta”. Esse impulso cientificista em direção à atividade de Estado, segundo Dekker, teve no chanceler Otto von Bismarck um apoiador de peso.

Ao visitar os EUA, em 1904, ele teria se admirado da pujança do capitalismo ali, bem como se mostrado perplexo ante a falta de segurança no local de trabalho e a capacidade limitada de funcionários públicos em manter o controle sobre a “confusão fumegante” [sic] daqueles primórdios de revolução industrial no país. A resposta em direção à eficiência energética e ao controle do poder lhe afigurava então ser a organização burocrática daquele modo de produção revelado caótico para ele nos EUA.

Foi mediante a lógica junker de Bismarck – fomentar o Welfare State para deter o socialismo – que a burocracia nasceu, cresceu e se fortaleceu na Prússia (depois Alemanha). Para Walter Rathenau – ministro da Reconstrução na Alemanha de 1921 e grande artífice de uma economia planejada pelo centralismo autoritário –, o trabalho sempre foi como qualquer outra forma de propriedade do mundo físico: uma fonte de produção a ser explorada, medida, manipulada. Tal como para Taylor.

Ainda no capítulo três, Dekker nos indica como se plasma historicamente a ideologia que vai governar a burocracia de segurança no trabalho, o dito “alto modernismo autoritário”, baseado no tripé padronização, controle centralizado e legibilidade sinóptica. E rastreia a sua origem: da hierarquia, da especialização e da divisão do trabalho em Max Weber, passando pelo controle social da “ceinture sauvage”, implicado no projeto de planificação urbana do barão Georges-Eugène Haussmann, naquela Paris revolucionária da primeira metade do século 19, até chegar à Alemanha de Bismarck e Rathenau.

Dekker nos aponta a genealogia comum dos saberes e as práticas do mapeamento para o controle sociopolítico (e sanitário) de uma intervenção urbana no trabalho que literalmente “mapeia” a regra, o procedimento padrão a ser adotado, fundado em idealização cartesiana bidimensional, plana e sumarizada, ou, como ele prefere denominar, cartográfica. E de como uma certa ciência da gestão foi se apropriando de técnicas de legibilidade sinóptica, gradativamente sofisticadas, em favor de práticas crescentemente autoritárias e socialmente excludentes.

O passo seguinte, que se verificaria de modo quase “natural” (i.e., naturalizado) seria a transposição desse olhar utilitarista do aparelho estatal para o interior do setor produtivo propriamente dito. Isso se fez pela via do taylorismo, cujas ideias encontraram prosélitos tanto à esquerda quanto à direita do espectro político. O próprio Lênin se mostrou um fervoroso defensor das ideias tayloristas, quando reveladas convenientes ao seu projeto político. Dekker cita James Campbell Scott, cientista político estadunidense que se referia à “promiscuidade política” da burocracia apoiada pelo alto modernismo autoritário. Se o taylorismo tratava homens como “locomotivas capazes de trabalhar”, Lênin entendia que essa capacidade laboral “férrea” deveria servir ao Estado soviético depois de sistematicamente experimentá-lo e adaptá-lo aos seus propósitos utilitaristas.

A gestão por metas, aspecto típico e contemporâneo desse modernismo autoritário, é dissecado em relato paradigmático que Dekker faz de Mick, um colega professor universitário, indígena, muito engajado e entusiasmado pelas atividades acadêmicas, além de querido pelos alunos. Nessa passagem do capítulo três, o professor nativo se vê às voltas com a burocracia impiedosa da comissão de gestão de desempenho universitário, que se mostra inflexível a falhas exibidas no preenchimento de seus formulários. Na “prática”, uma nova inquisição eurocêntrica que persegue um educador apaixonado pelo ensino, movida sobretudo pelo repúdio desinteligente à sua heterodoxia, colocada em xeque no seu modo de ser autóctone, como pessoa e educador. O episódio serve para ilustrar o conceito de legibilidade sinóptica incorporada à atividade da educação formal, mas Dekker nos apresenta outros relatos exemplares em seu livro.

O autor termina esse capítulo nos explicando, em base dialética, como o alto modernismo autoritário erodiu o Iluminismo mediante a sua ação sistematicamente centralizadora e excludente – a qual teria moldado paulatinamente a superestrutura burocrática. O papel emancipador e equalizador projetado para o ser humano pelo Iluminismo foi destarte solapado por ela.

O que é medido é manipulado

O capítulo Cinco começa relembrando como o fordismo foi levado à alta administração dos EUA pelas mãos de Robert McNamara, presidente da Ford Motor Company, alçado à condição de Secretário de Defesa de Robert Kennedy. E como o conceito de legibilidade sinóptica foi então adotado pelos militares na Guerra do Vietnã mediante duas “cartografias” (não no sentido estrito ou literal, mas no figurado): 1) a de mortos na guerra como a medida proxy de baixas do inimigo e, 2) a mensuração da simpatia dos civis vietnamitas pelos EUA e antipatia pelo comunismo – parte da campanha “Winning Hearts & Minds” (Conquistar Corações e Mentes).

A cartografia #1 admitia civis entre as baixas do inimigo, o que teria levado, na prática, em campo de batalha, ao incremento desses números, úteis enquanto fetiches propagandísticos, mas inefetivos no tocante ao enfraquecimento militar vietcongue. A elaboração da cartografia #2 teria sido mais complexa: enquanto óbitos são irreversíveis, como mensurar simpatia e como garantir que tal medida fosse, de fato, algo consistente e válido?

Dekker relata que isso favoreceu a manipulação do índice pela criação fantasiosa de milícias vietnamitas favoráveis aos EUA para propaganda política (nada surpreendente diante do fato de que a guerra também se faz no campo da desinformação, inclusive para se abater o moral do inimigo). Ao longo dos anos da guerra, essa desinformação esteve sempre no front de uma guerra ambígua e difícil para os EUA (interna e externamente). Examinada e constatada a validade comprometida dessas medidas, Dekker sublinha: quando a medida se torna um alvo, não subsiste como medida, pois se enviesa a mensuração.

Pode-se até questionar se esse relato do Vietnã seria o melhor paradigma de tal viés (afinal, quem em sã consciência pretenderia encontrar ética e honestidade na indústria da guerra?), porém, no fim das contas, o fulcro da questão abordada no livro não é de ordem moral, é de ordem lógica. Seja como for, parece-nos um exemplo convincente a revelar a sedução que medidas sinópticas exercem em campanhas autoritárias, em contextos diversos. E se hoje não é segredo para ninguém como terminou aquela guerra e o custo da manutenção do conflito para os estadunidenses, é prescindível se delongar nos motivos pelos quais se escamoteiam e se distorcem dados estratégicos, seja em corporações seja em governos.

A breve e verídica história de Maria (nome fictício de uma trabalhadora de refinaria, descrita às páginas 140-141) vai ilustrar bem o que Dekker perscruta. Coteje tal relato, caro leitor, com a banalidade daquelas sinópticas (e aparentemente ingênuas) plaquinhas de segurança por aí dispersas: “Empresa X: Estamos sem acidentes há Y dias”. Ecco! Eis o front demarcado, a medida como meta, o cartograma idealizado que opera a redução mensural, ali já tornado objeto concreto e totêmico, consuetudinário do centralismo autoritário. Erguido como uma flâmula a brandir a medida-resumo que pretende representar algum controle de risco naquele espaço fabril. Pensado para afastar qualquer indício (em sentido contrário) que venha a transparecer a real complexidade implicada na gestão de segurança-risco do processo produtivo no território. Signo e totem, você simbolizará conforme esperado se sua mente aderir à hermenêutica proposta.

Por falar em acidentes, alguns dos ampliados são alvo de relato, exame e problematização, p.ex., a explosão de Longford, fábrica de gás da Esso em Victoria (Australia); e da British Petroleum: desastres de Texas City em 2005; e do poço de Macondo (plataforma Deepwater Horizon), em 2010. No tópico O cavalo fora do celeiro’, Dekker disseca as falhas da teoria de Herbert Heinrich, as quais embasaram gerações sucessivas de análises pseudocientíficas: a ênfase proposital nas falhas humanas e no ato inseguro, que por décadas constituiu a principal abordagem corporativa de SST e que perdura de modo anacrônico.

Dekker e a SST brasileira

Podemos aquilatar a pertinência do olhar do autor sobre a gestão de SST no âmbito brasileiro traçando paralelos:

  1. A) O olhar do anarquista da segurança critica o viés autoritário com que se revestem decisões centralizadoras da gestão corporativa, frequentemente baseadas em fundamentos equivocados e em práticas cartoriais de SST.

    Beltran et al.4 abordaram investigação de acidente de trabalho em refinaria de óleo e gás em artigo que explorou aspectos organizacionais históricos de uma companhia cuja política estava “incubando um acidente”, isto é, a empresa teria criado as condições que de fato levaram à ocorrência do acidente. A análise da história organizacional dessa empresa revelou como foi o seu início de operação na década de 1980, quando ainda era administrada pelos militares, no final da ditadura brasileira. Alguns de seus gerentes mais antigos tendiam a conservar a postura autocrática da refinaria – reflexo da antiga administração militar –, o que dificultava a comunicação e qualquer relacionamento com os trabalhadores da linha de produção.

    Guida et al.5 procederam a um estudo qualiquantitativo em empresa de petróleo brasileira. Para analisar a política de SST diante de acidentes fatais, tomaram para exame o acidente ocorrido na plataforma do Campo de Roncador (Bacia de Campos-RJ), em 2001, onde duas explosões causaram a morte de 11 trabalhadores da empresa. Concluíram que a aprendizagem sobre os acidentes do trabalho graves ou fatais era incipiente, não estruturada, e o sistema de consequências acarretava aos trabalhadores medo e insegurança, culpabilizando, em geral, o acidentado pela ocorrência, sem considerar os múltiplos fatores que influenciam e condicionam o acidente.

  2. No Brasil, a ênfase cartográfica – cartorial da SST – diante das normativas e prescrições regulamentadoras frequentemente encobre a distância entre o trabalho prescrito e o trabalho real.

    Em muitas empresas, o reforço das prescrições e do formalismo não tem levado à redução das falhas. Esses limites podem ser explicados por certo desequilíbrio entre formalismos e prescrições descendentes, busca pela responsabilização relacionada a comportamentos inseguros e a pouca atenção ou baixa qualidade da escuta de eventos e problemas oriundos do campo e da realidade das situações efetivamente vivenciadas pelos operadores6.

  3. O livro examina a prática da culpabilização do trabalhador acidentado, tendenciosidade que no Brasil persiste anacronicamente na gestão de segurança e riscos ocupacionais e nos países anglófonos recebeu a alcunha de “blame the victim ideology”. Mostra como tal postura, típica do “alto modernismo autoritário”, além de ineficiente para a prevenção, mantém inalteradas ou até mesmo agravadas as condições predisponentes a acidentes.

    Botelho et al.7, analisando fatores diversos que levaram ao rompimento das barragens do Fundão e do Córrego do Feijão (ambas em MG), em 2015 e 2019, apontam o problema da falta de autonomia dos técnicos em decisões da gestão que causaram a incubação desses acidentes (o mais grave na perspectiva socioambiental e o maior acidente de trabalho do país, respectivamente). Para os autores, a falta de aprendizado com o primeiro contribuiu para a ocorrência do segundo. Na visão sistêmica de Dekker, a leitura oportuna da “deriva para o fracasso” pode melhorar a prevenção de acidentes. Essa oportunidade foi perdida quando os gestores começaram a aceitar evidências fortes como “não desviantes”, permitindo que procedimentos equivocados do ponto de vista de gestão de segurança fossem naturalizados.

O Anarquista da Segurança sobreviveria a(n)o Brasil?

A despeito de se tratar de uma leitura agradável e teoricamente frutuosa, é necessário emitir uma opinião crítica sobre o livro. Como qualquer outra obra, a sua existência foi condicionada por vivências do autor supostamente menos reprodutíveis em um contexto cultural muito diferente. Ignorar isso e tomar suas posições como universalizantes seria algo mistificador. A visão do autor está indissoluvelmente ligada ao tipo de experiência que adquiriu no seu meio profissional, na cátedra e na condução de pesquisas com a temática da segurança – sempre no Norte Global.

Talvez limitações dessa obra (em sua aplicação no Brasil) possam advir de questões filosóficas que se encontram no cerne da cultura de segurança de países que têm a sua origem no direito anglo-saxão.

Ocorre que Dekker é neerlandês, tendo lecionado na Suécia e nos EUA; sua identidade e seu logos se mostram fortemente marcados pelas correntes anglo-saxãs de pensamento. Isso decerto condicionará perspectivas epistêmicas distintas – para nós do Sul global – das suas. Não obstante, isso nunca será desculpa para ignorá-las.

Agradecimentos

À Profª. Dra. Márcia Elizabéte Schüler, docente do Instituto Federal Catarinense (IFC) em Videira-SC e autora da aquarela da capa: "Infinito Elo".

  • Lorenzi RL. O anarquista da segurança: a crítica de Dekker ao cientificismo moldado pelo alto modernismo autoritário. Interface (Botucatu). 2026; 30: e250599 https://doi.org/10.1590/interface.250599
  • Experimente um ‘test drive
    A editora disponibiliza, no seu site, o capítulo nove, “Anarquia versus anarquismo”.
  • (b)
    Francis Galton, primo de Charles Darwin, pioneiro nos estudos das diferenças estatísticas entre humanos e a quem se atribui a autoria do darwinismo social em sua concepção original. Também foi o formulador do conceito de eugenia, que serviu de fundamento a teses supremacistas.

Disponibilidade de dados

Não se aplica.

Referências

  • 1 Dekker S. O anarquista da segurança: apoiando-se na perícia e na inovação humanas, reduzindo burocracia e compliance. São Paulo: Blucher, ASAS; 2023.
  • 2 Griffith University. Professor Sidney Dekker’s BIO [Internet]. Brisbane: Griffith University; 2023 [citado 10 Set 2025]. Disponível em: [https://experts.griffith.edu.au/19027-sidney-dekker](https://experts.griffith.edu.au/19027-sidney-dekker)
    » https://experts.griffith.edu.au/19027-sidney-dekker
  • 3 Dekker S. Papers by Sidney Dekker. Sidney’s work is backed by decades of research. Explore it for yourself [Internet]. [date unknown] [citado 10 Set 2025]. Disponível em: [https://sidneydekker.com/papers/](https://sidneydekker.com/papers/)
    » https://sidneydekker.com/papers/
  • 4 Beltran SL, Vilela RAG, Almeida IM. Challenging the immediate causes: a work accident investigation in an oil refinery using organizational analysis. Work [Internet]. 2018 [citado 10 Set 2025]; 59(4):617-36. Disponível em: [https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/93ed3cfc-c94a-4956-870c-02d9d41d1954/content](https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/93ed3cfc-c94a-4956-870c-02d9d41d1954/content)
    » https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/93ed3cfc-c94a-4956-870c-02d9d41d1954/content
  • 5 Guida HFS, Figueiredo MG, Hennington ÉA. Acidentes de trabalho fatais em empresa brasileira de petróleo e gás: análise da política de saúde e segurança dos trabalhadores. Cienc Saude Colet. 2020; 25(5):1819-28. doi: 10.1590/1413-81232020255.34942019.
    » https://doi.org/10.1590/1413-81232020255.34942019
  • 6 Duarte FJCM, Lima FPA, Simões RR, Sznelwar L, Garotti L. Os fatores humanos e organizacionais: o foco na prevenção de acidentes graves e mortais [Internet]. Rio de Janeiro: Rio Oil and Gas Expo and Conference; 2020 [citado 10 Set 2025]. Disponível em: [https://biblioteca.ibp.org.br/scripts/bnmapi.exe?router=upload/33614](https://biblioteca.ibp.org.br/scripts/bnmapi.exe?router=upload/33614)
    » https://biblioteca.ibp.org.br/scripts/bnmapi.exe?router=upload/33614
  • 7 Botelho MR, Faria MP, Mayr CTR, Oliveira LMG. Rompimento das barragens de Fundão e da Mina do Córrego do Feijão em Minas Gerais, Brasil: decisões organizacionais não tomadas e lições não aprendidas. Rev Bras Saude Ocup. 2021; 46:e16. doi: 10.1590/2317-6369000018519.
    » https://doi.org/10.1590/2317-6369000018519

Editado por

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    25 Maio 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    19 Set 2025
  • Aceito
    20 Jan 2026
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