Relatamos um caso excepcional de uma grande artéria proatlantal persistente (APP) direita de tipo “misto”, pois origina-se como tipo 2 da artéria carótida externa e segue como tipo 1, ou seja, passa sobre o sulco da artéria vertebral no arco posterior de C1, entrando no crânio através do forame magno, sem atravessar o forame transverso de qualquer vértebra cervical. A APP “mista” foi associada, em primeiro lugar, a uma artéria cerebral anterior ázigo e, em segundo, a uma artéria carótida comum esquerda proveniente do tronco braquiocefálico. A artéria occipital direita originou-se da APP2. Além disso, um aneurisma surgiu da artéria carótida interna cervical direita dolicho. Este caso revela uma associação inédita, o que representa um desafio no tratamento do aneurisma concomitante. A compreensão da anastomose carótida-vertebral persistente é essencial para a avaliação e manejo antes de um tratamento endovascular, especialmente em casos de trombectomia basilar e de acidentes vasculares cerebrais na circulação posterior.
Palavras-chave:
artéria proatlantal primitiva persistente tipo 2; variação da artéria carótida comum esquerda; aneurisma extracraniano da artéria carótida interna; hipoplasia da artéria vertebral; torção; artéria cerebral ázigos anterior
Thumbnail
