Relatamos o caso de um homem de 38 anos com fístula arteriovenosa traumática entre a artéria e a veia femorais comuns esquerdas, após ferimento por projétil de arma de fogo há 20 anos. Apresentava sintomas como úlcera de estase e alterações cardíacas há 4 anos. Na tomografia, identificou-se fístula e dilatação a jusante dos vasos ilíacos e da veia cava inferior, esta última medindo 37,5 mm. Como o paciente apresentava anatomia muito desfavorável e boa condição clínica, optou-se pela cirurgia aberta, com ótimos resultados. Devido ao risco de trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar, optou-se pela implantação de filtro de veia cava e por anticoagulação perene. A cirurgia foi o tratamento definitivo para a insuficiência cardíaca e cicatrização da úlcera, restaurando a qualidade de vida do paciente. A via aberta foi uma ótima opção terapêutica, considerando a juventude do paciente, a distorção anatômica e a falta de material endovascular apropriado.
Palavras-chave:
fístula arteriovenosa; tratamento aberto; insuficiência cardíaca
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