Caro Editor,
Lemos atentamente o artigo “Prevalência de aneurismas viscerais raros em 92.833 angiotomografias (2005-2021)”, o qual consideramos essencial para a comunidade acadêmica, e parabenizamos os autores pela elaboração do estudo. Entretanto, algumas fragilidades estruturais e interpretativas merecem destaque.
Ao analisarmos a proposta do estudo, observamos que os autores destacam, como único objetivo, a avaliação da prevalência de aneurismas viscerais raros. O artigo parece ter como objetivo ampliar a realização de angiotomografias, o que pode ser considerado iatrogenia na ausência de uma indicação médica plausível1,2. Nesse sentido, é importante avaliar de que maneira a realização de angiotomografias para o conhecimento das prevalências dos aneurismas viscerais altera desfechos clínicos para os pacientes, a fim de evitar a exposição a mais testes diagnósticos que podem não ter relevância na saúde deles1-3.
Os autores apontaram que 158 pacientes com aneurismas viscerais raros apresentaram 163 aneurismas, enquanto, em outro momento, mencionam 163 pacientes com aneurismas viscerais raros, o que prejudica a compreensão das informações e dos dados estatísticos apresentados.
Finalmente, congratulamos a revista e os estimados autores pela produção e publicação deste trabalho, dada a sua relevância para a comunidade científica, considerando o reduzido número de pesquisas que abordam o tema.
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Como citar:
Tenório PP, Barros JGP, Santana LVM, et al. Prevalência de aneurismas viscerais raros. J Vasc Bras. 2025;24:e20250041. https://doi.org/10.1590/1677-5449.202500411
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Fonte de financiamento:
Nenhuma.
REFERÊNCIAS
- 1 Tomé G, Freitas J. Síndrome de Brugada induzida: possíveis fontes de arritmogénese. Rev Port Cardiol. 2017;36(12):945-56. PMid:29233646.
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2 Pereira AC, Franken RA, Sprovieri SRS, Golin V. Iatrogenia em cardiologia. Arq Bras Cardiol. 2000;75(1):75-8. http://doi.org/10.1590/S0066-782X2000000700009 PMid:10983023.
» http://doi.org/10.1590/S0066-782X2000000700009 -
3 Nascimento CR, Mendes R, Oliveira JG, et al. Calcificações patológicas e os aneurismas da aorta abdominal: o que os exames de imagem nos dizem? Braz J Health Rev. 2024;7(1):6003-16. http://doi.org/10.34119/bjhrv7n1-484
» http://doi.org/10.34119/bjhrv7n1-484
