A Chapada do Apodi, no Ceará, se constitui como uma área de expansão do agronegócio do algodão, que tem produzido processos de injustiça ambiental sobre comunidades camponesas. Através deste estudo, tenciona-se a potencialidade dos mapas sociais, produzidos a partir de mapeamento participativo, revelarem a injustiça ambiental ocasionada pelo agronegócio. Nesse sentido, pretende-se evidenciar, por meio da cartografia social, a injustiça ambiental deflagrada pela territorialização do agronegócio na região. Para isto, partiu-se de uma abordagem qualitativa mediante a pesquisa participativa, tendo na cartografia social um procedimento central para a investigação. Através dos mapas sociais produzidos, foi possível demonstrar o desmatamento ampliado, as áreas com registro de “cheiro de veneno”, a incorporação de antigas áreas de criação de caprinos, a desativação de apiários e mortandade de abelha, a destruição de tecnologias sociais e a possível contaminação das cisternas de placas. Adicionalmente, percebeu-se que a injustiça ambiental pode ser revelada por processos de mapeamento participativo, pautados na cartografia social.
Palavras-chave:
Cartografia social; Injustiça ambiental; Agronegócio; Chapada do Apodi
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