Este ensaio explora a configuração histórica da Educação Física (EF), destacando as suas aproximações e distanciamentos com a saúde pública, e discute os aspectos críticos da incorporação do profissional de EF no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Inicialmente configurada como componente escolar, a EF expandiu seu campo de atuação para o Esporte/Lazer e, mais tardiamente, para a Saúde, quando as práticas corporais/atividades físicas (PC/AF) foram incorporadas por políticas públicas de saúde. Numericamente insuficientes no SUS, os profissionais de EF são formados a partir de um modelo ancorado em discursos preventistas e comportamentalistas, que desconsideram a determinação social dos processos saúde-doença. O núcleo da EF precisa transcender a prática baseada na prescrição de PC/AF sob o pretexto único de aumento do gasto energético para a prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis, e os processos de formação precisam ser direcionados para a compreensão da saúde enquanto direito.
Palavras-chave:
Educação Física e Treinamento; Sistema Único de Saúde; Trabalho; Formação Profissional.
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Fonte: Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, jan. 2022.(1) Registrados sob o código CBO 2241-E1; (2) Registrados sob os outros códigos CBO da família 2241 (avaliador físico, ludomotricista, preparador de atleta, preparador físico, técnico de desporto, técnico de laboratório e fiscalização desportiva, e treinador de futebol) e sob os códigos 2321-20 (Professor de Educação Física no Ensino Médio) e 2344-10 (Professor de Educação Física no Ensino Superior).
Fonte: Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, jan. 2022.