Open-access Considerações acerca da inserção de elementos relacionados ao universo do trompete popular no ensino superior público brasileiro

Considerations about the inclusion of elements related to the realm of popular trumpet in Brazilian public higher education

Resumo

São apresentadas neste artigo algumas considerações acerca da inserção de elementos relacionados ao universo do trompete popular no ensino público superior. Para tanto, buscou-se identificar as principais abordagens de ensino utilizadas e averiguar se aspectos pertinentes à música popular são (efetivamente) contemplados por docentes do trompete em cursos de bacharelado e/ou licenciatura no país. Por meio de um questionário endereçado a 17 professores, verificou-se que o ensino desse instrumento nas instituições investigadas tem sido realizado, sobretudo, sob a perspectiva do desenvolvimento de habilidades técnico-interpretativas para a execução de repertório da música de concerto. Verificou-se que uma considerável parcela dos professores entrevistados flexibiliza o conteúdo de trabalho propondo, de forma sucinta, elementos pertinentes ao jazz e alguns segmentos compreendidos na música popular realizada no Brasil. Entretanto, foi constatado que, nos cursos e instituições pesquisados, as abordagens utilizadas ainda são insuficientes para o ensino desse segmento de repertório ao trompete. Tendo em vista as referidas constatações, coube aos autores conjecturar razões para a existência de tal fenômeno, apresentar reflexões e sugerir possibilidades para a adequação do ensino e aprendizagem do trompete em nível superior tendo a música popular como premissa de trabalho.

trompete popular; ensino e aprendizagem musical; universidade pública; ensino de instrumento; ensino de música popular

Abstract

This article explores the integration of elements from the realm of popular trumpet within Brazilian public universities. To this end, we examined the primary teaching approaches and assessed whether relevant aspects of Popular Music are adequately addressed by trumpet teachers in bachelor’s programs in music and music education throughout the country. Through a questionnaire distributed to seventeen trumpet teachers, it was revealed that the instruction of this instrument within the institutions investigated primarily revolves around developing technical and interpretative skills for performing concert music repertoire. It was observed that a significant number of the interviewed teachers demonstrate flexibility in their approach, succinctly introducing elements relevant to jazz and various genres of Brazilian popular music. However, it was found that the approaches used in the researched degree programs are still insufficient for teaching this specific segment of trumpet repertoire in the institutions investigated. Considering these findings, it prompted the authors to speculate about the possible reasons behind this phenomenon. Additionally, they offer reflections, and propose ways to adapt trumpet teaching and learning at a higher level, with a focus on popular music as a working premise.

popular trumpet; music teaching and learning; public university; instrument teaching; teaching popular music

A música popular (MP), após um longo período às margens do ensino formal, tem conquistado espaço na academia brasileira. Desde a criação do primeiro curso de graduação nessa área, em 1989, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no decorrer dessa trajetória de 34 anos, outras 13 instituições públicas de ensino superior passaram a ofertar essa formação.

De acordo com os Anais do I Encontro Brasileiro de Música Popular na Universidade , realizado em maio de 2015, até meados do referido ano oito instituições públicas de ensino superior dispunham dessa modalidade de curso, a saber: Unicamp (Bacharelado em MP, 1989), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO (Bacharelado em MP, 1998), Universidade Estadual do Ceará – UECE (Curso Sequencial de Formação Específica, 2005), Universidade Federal da Bahia – UFBA (Bacharelado em MP, 2009), Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG (Bacharelado em MP, 2009), Universidade Federal da Paraíba – UFPB (Curso Superior em MP, 2009), Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS (Bacharelado em Música – habilitação em MP, 2012) e Universidade Federal de Pelotas – UFPel (Bacharelado em MP, 2013).

Entre 2016 e 2023, outras 6 instituições passaram a ofertar esse tipo de formação em seus catálogos, sendo elas: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB (Licenciatura em MP – presencial, 2016)1, Universidade Federal de Uberlândia – UFU (Bacharelado/Licenciatura – Percurso de Formação Específica em MP, 2019)2, Faculdade de Música do Espírito Santo – FAMES (Bacharelado em Música – Habilitação em MP, 2020)3, Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG (Bacharelado com habilitação em instrumento, 2020)4, UFRB (Licenciatura em MP – EaD, 2021)5, Universidade Federal de Goiás – UFG (Bacharelado em MP, 2023)6 e Universidade do Estado do Amazonas – UEA (Bacharelado em MP – habilitação em instrumento, [ s.d .])7. O quadro 1 destaca as referidas instituições e suas respectivas regiões geográficas.

Quadro 1
: Universidades públicas brasileiras com bacharelado/ licenciatura 8 em música popular com os respectivos anos de criação dos cursos. Fonte: Elaborado pelos autores.

Foi verificado, no site de cada uma das referidas intuições, que o ensino de MP está inserido, em grande medida, no grau acadêmico bacharelado. Entre as habilitações em instrumento verificadas, destacam-se: flauta transversal, saxofone, piano, violão, guitarra, contrabaixo e bateria.

Tal como observou Alcantara Neto (2010, p. 13), a inserção dessa proposta de currículo pode apresentar mudanças significativas no ambiente acadêmico nacional, possibilitando, por exemplo, o ingresso de estudantes que não dispõem das “habilidades associadas à tradição clássica europeia” adotada nos cursos tradicionais de graduação em música pelo Brasil. É notório que, em uma perspectiva macro, as “instituições de ensino têm um papel fundamental na aproximação entre o universo científico e a música popular e entre o resultado dessa interação e a sociedade” ( Feitosa, 2016 , p. 20).

Outro aspecto a ser observado referente ao ensino de MP nos cursos de graduação diz respeito à sua relação com a educação musical e com os respectivos resultados. De acordo com Alcântara Neto (2010, p. 38), “para além da inclusão de um novo repertório nas aulas de música”, tal relação abre espaço para o “estabelecimento de novos referenciais críticos e teóricos para o estudo da música, em seus contextos de produção, transmissão e recepção”.

Mesmo diante desse significativo aumento do número de cursos de graduação com ênfase na MP e possíveis benefícios à comunidade por conta dessa oferta, até o presente momento não foi constatada a existência de um curso superior com habilitação em trompete9 voltado para o desenvolvimento das habilidades técnico-musicais no campo da MP10. Tal fato acendeu a hipótese de que ensino público superior em trompete, no Brasil, estaria sendo realizado majoritariamente pela perspectiva da música de concerto, visando ao desenvolvimento de habilidades necessárias para a execução do repertório desse segmento de atuação.

Entretanto, é importante considerar que o campo de atuação profissional do trompetista, no Brasil, não se restringe à área ensinada em boa parte dos cursos públicos em nível superior do país. É notório que diversos trompetistas brasileiros se dedicam (em alguns casos, não exclusivamente) a diferentes vertentes compreendidas no campo da MP realizada no Brasil11, como choro, frevo e propostas jazzisticamente orientadas12, assim como em produções musicais dos mais variados artistas.

Como exemplo, destaca-se um levantamento realizado pelos presentes autores, entre 2018 e 2019, referente à produção discográfica de trompetistas brasileiros13, por meio do qual se verificou a quantidade de 111 discos gravados entre 1950 e 2019. O repertório registrado por essa produção abrange gêneros e subgêneros da MP latino-americana e norte-americana, com uma perceptível predominância do jazz como referência estética em boa parte desses deles.

De acordo com o que foi constatado, 64 desses registros foram realizados na cidade do Rio de Janeiro, 21 em São Paulo, 4 em Recife e 2 em Goiânia. Salvador, Brasília, Vitória e Porto Alegre com 1 disco cada. Também foram discos gravados por trompetistas brasileiros no exterior, a saber: 5 discos nos EUA, 3 na Alemanha, 2 em Portugal e um disco na França, no Japão, na Suíça e no Canadá.

Vale destacar que outras possibilidades de atuação no campo da MP também são verificadas, como cerimônias e festas de casamento, apresentações em eventos corporativos, shows em bares, casas noturnas e teatros, turnês com artistas locais ou de reconhecimento nacional, temporadas de musicais da Broadway realizadas em grandes centros do país, temporadas nacionais e/ou internacionais em navios de cruzeiro, gravações de trilhas para filmes e televisão, além de jingles para publicidade14.

Os dados apresentados descrevem sucintamente uma perceptível demanda de trabalho existente no país, para a qual as habilidades de atuação necessárias (ao que se verifica) muitas vezes não são plenamente abordadas nos cursos superiores em música com habilitação em trompete. Ampliando essa discussão, cabe destacar alguns apontamentos realizados pelo professor e pesquisador Luís Ricardo Silva Queiroz (2021).

Segundo esse professor, na essência dos currículos de música das universidades brasileiras, “permanecem cristalizados conhecimentos, saberes, formas de organização do fenômeno musical e estratégias metodológicas de ensino” (Queiroz, 2021)15 que, há longa data, mantêm parte desses cursos pautados por uma linha única de trabalho, consequentemente, reverberando no ensino de instrumento, assim como no ensino do trompete.

Por essa perspectiva, este artigo objetivou (dadas as devidas proporções) verificar as estratégias e os conteúdos adotados por professores de trompete atuantes no ensino público superior, buscando também verificar quais os contextos em que essa habilitação está inserida. Também se incluiu aos objetivos deste trabalho a verificação das estratégias e conteúdos pertinentes à MP, quando aplicável.

Para tanto, adotou-se como procedimento metodológico para a coleta das informações, a aplicação de um questionário16. Esse procedimento teve por finalidade a descrição analítica17, a sistematização e a quantificação dos conteúdos verificados18. Por meio desse procedimento, puderam ser averiguados diferentes aspectos que orbitam o tema em análise, como particularidades, similaridades e necessidades acerca das estratégias de ensino do trompete no âmbito das universidades públicas brasileiras.

Após a análise dos dados e com a constatação de que o ensino público superior do trompete no Brasil é realizado quase que hegemonicamente pela perspectiva da música de concerto, competiu aos autores expor ponderações e indicar opções para otimizar o processo de ensino e aprendizado do trompete no âmbito superior.

1. Descrição analítica das estratégias e conteúdos adotados no ensino público superior em trompete pelo Brasil

Apresenta-se, aqui, uma amostragem das estratégias e conteúdos adotados para o ensino do trompete em cursos de graduação de universidades públicas brasileiras. Trata-se de um estudo descritivo que teve como objetivo identificar, pela perspectiva dos professores desse instrumento, particularidades, similaridades e possíveis necessidades em suas realizações, especificamente no que tange ao ensino do trompete, tendo a MP como premissa de trabalho.

A iniciativa em se pesquisar tais estratégias partiu do fato de que, até o final de 201919, não havia sido constatada a existência de um curso público superior em trompete que propusesse o desenvolvimento de habilidades necessárias para sua atuação no campo da MP, mesmo diante de um significativo crescimento no número de cursos de bacharelado na área ofertados por instituições públicas de ensino superior em diferentes regiões do Brasil.

Essa constatação se deu mediante um levantamento previamente realizado, que teve como objetivo identificar as universidades públicas brasileiras que oferecem cursos de graduação em música (bacharelado e/ou licenciatura) com habilitação em trompete nos seus respectivos catálogos. Tal levantamento abrangeu consultas ao Cadastro Nacional de Educação Superior do Ministério da Educação (e-MEC) e ao Guia do Estudante, idealizado pela Editora Abril20.

Ao total, foram levantadas vinte instituições de ensino distribuídas em diferentes regiões do Brasil. Sendo que, em dezesseis delas, a habilitação em trompete está inserida no grau acadêmico bacharelado com ênfase na música de concerto, a saber: as já citadas UEA, UFBA, UFPB, UFMG, UNIRIO, FAMES, UFU, UEMG, UFG e UNICAMP, além de Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Brasília (UnB).

Em relação ao grau acadêmico licenciatura, cabe destacar algumas observações na realização desse segmento de ensino. Na UEA, além do curso de bacharelado, o ensino do trompete também está inserido no contexto da licenciatura em música. Em relação à Universidade Federal do Cariri (UFCA), o ensino do instrumento se dá exclusivamente no curso de licenciatura.

Na Universidade Federal de São João del-Rey (UFSJ), por sua vez, a disciplina trompete está inserida no grau acadêmico licenciatura com ênfase no instrumento, podendo o aluno optar pelo campo da música popular ou pelo da música de concerto. Por fim, na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o ensino do trompete está inserido numa disciplina voltada para instrumentos da família dos metais, com ênfase na formação do professor. O quadro 2 destaca as universidades verificadas de acordo com suas respectivas regiões geográficas.

Quadro 2
: Universidades públicas brasileiras com bacharelado/ licenciatura em trompete.

A partir desse levantamento, os professores de trompete das instituições relacionadas foram contatados e convidados a participar da pesquisa21. Dos 21 professores contatados, 17 responderam ao questionário22. A ferramenta utilizada para coletar os dados foi a aplicação de um questionário23 elaborado via Google Forms e endereçado aos voluntários.

Tal questionário foi estruturado com 18 perguntas24, compreendendo alternativas de múltiplas escolhas, alternativas dicotômicas, respostas únicas e, respostas fechadas e abertas25. Os tópicos abordados foram organizados em duas categorias de trabalho, classificadas como informações gerais e informações específicas. A análise dessas informações teve por finalidade a descrição, a sistematização e a quantificação dos conteúdos verificados.

O processo de descrição envolveu a organização e a classificação dos dados coletados; a sistematização implicou a criação de categorias e subcategorias para agrupar as informações de acordo com seus respectivos temas e significados. Por fim, a quantificação envolveu a enumeração e a contagem dos dados para verificar a frequência e a proporção de cada categoria ou tema identificado.

2. Informações gerais

No campo de informações gerais, foram abordados três tópicos, a saber: 1) tempo de experiência como professor do instrumento; 2) tempo de atuação na instituição; e 3) quantidade de alunos matriculados na disciplina “trompete/instrumento” em 201926. O tópico referente ao tempo de experiência como professor apresentou uma variação entre 5 e 39 anos. Em relação ao tempo de atuação na instituição, a variação verificada foi de 1 a 32 anos. Sobre a quantidade de alunos matriculados na disciplina, a variação verificada foi de 2 a 28 alunos. O quadro 3 mostra cada uma dessas informações.

Quadro 3
: informações gerais sobre os 17 professores participantes. Fonte: Elaborado pelos autores.

A alta variação na quantidade de alunos matriculados na disciplina chamou a atenção dos presentes autores. Verificando-se a estrutura dos cursos de trompete nas universidades em que o contingente se apresentou consideravelmente alto, identificou-se que, além dos alunos matriculados no curso de bacharelado, esses professores incluíram na contagem, alunos dos cursos de licenciatura, de extensão e de curso técnico.

O contingente total de estudantes de trompete, conforme relacionado pelos professores, foi reorganizado de acordo com regiões geográficas nas quais se encontram as universidades consultadas. Entre as instituições correspondentes à região Centro-Oeste, foi verificada a quantidade de 20 alunos matriculados; na região Sudeste, 43 alunos; na região Sul, 12 alunos; na região Nordeste, 56 alunos; e 2 alunos na região Norte. Os referidos dados podem ser verificados no gráfico 1 .

Gráfico 1
: Alunos matriculados em cursos de graduação em trompete em 2019. Fonte: Elaborado pelos autores.

3. Informações específicas

Em relação às informações específicas, foram considerados os seguintes tópicos: estudos técnicos, estudos melódicos, repertório e uso da MP também como proposta de ensino. Com base nas respostas obtidas, os participantes foram divididos em dois grupos de trabalho: 1) aqueles que não utilizam a MP em suas estratégias de ensino (grupo vermelho); e 2) aqueles que a utilizam como complemento (grupo azul). O fluxograma 1 ilustra a estrutura do questionário aplicado.

Fluxograma 1
: Estrutura do questionário aplicado. Fonte: Elaborado pelos autores.

O primeiro aspecto averiguado foi o tempo médio por aula dedicado aos estudos técnicos do trompete (questão n° 4). No grupo vermelho, quatro professores declararam investir entre 51% e 75% do tempo da aula nesse tópico, enquanto três professores investem entre 26% e 50%, e dois investem entre 0% e 25%. Nenhum dos participantes desse grupo assinalou a opção correspondente a 76% e 100%.

Em relação ao grupo azul, apenas um dos professores declarou investir entre 0% e 25% do tempo médio por aula em estudos técnicos. Quatro deles declararam investir entre 26% e 50%, e outros dois professores declararam investir entre 51% e 75%. Por fim, apenas um professor declarou investir entre 76% e 100% do tempo médio por aula em estudos técnicos. As informações sobre ambos os grupos podem ser verificadas no gráfico 2 .

Gráfico 2
: Percentual geral de carga horária dedicada aos estudos técnicos em aula. Fonte: Elaborado pelos autores.

Sobre os materiais adotados para estudos técnicos e melódicos, foi apresentada uma listagem para cada tópico com sugestões diversificadas para que os professores pudessem assinalar os referenciais por eles adotados em sala (questão n° 5). A elaboração de ambas as listagens foi fundamentada nas habilidades técnico-interpretativas necessárias para o desenvolvimento ao trompete, consideradas fundamentais na publicação de Mathie (1993) .

A apuração das respostas sobre os estudos técnicos evidenciou uma ordem de preferência dos autores relacionados. No grupo vermelho, a análise das respostas indicou a seguinte ordem: Arban (2013) e Clarke (1984) , ambos selecionados por todos os professores; Stamp (1981) e Schlossberg (1941) , selecionados por 7 professores; Colin (1972) e Goldman (1920) , selecionados por 6 professores; Smith (1935) , selecionado por 5 professores; e Vizzutti (1990) , selecionado por 4 professores. Entre os referenciais menos utilizados estão: Gordon (1971) , selecionado por 3 professores; Macbeth (1975) e Saint-Jacome ([ s.d ]), selecionados por 2 professores; e Caruso (2002), selecionado por apenas um professor. O referencial Bush (1962) não foi selecionado por nenhum dos participantes.

Em relação ao grupo azul, a listagem apresentada evidenciou a seguinte ordem de preferência: Stamp (1981) , Clarke (1984) e Arban (2013) , selecionados por 8 professores; Schlossberg (1941) e Colin (1972) , selecionados por 5 professores; Vizzutti (1990) , selecionados por 5 professores; Smith (1935) e Goldman (1920) , mencionados por 4 professores. Entre os autores menos assinalados estão: Gordon (1971) , selecionado por 2 professores; Saint-Jacome (2002) e Maggio (1975), ambos selecionados por um professor. Os autores Bush (1962) e Caruso (2002) não foram assinalados por nenhum professor. Essas informações podem ser verificadas no gráfico 3 .

Gráfico 3
: Referenciais para estudos técnicos adotados em aula. Fonte: Elaborado pelos autores.

Na questão n° 6, os professores puderam tecer comentários e relacionar publicações que não constavam na listagem apresentada no gráfico 3 . Do total de participantes pertencentes ao grupo vermelho, 5 responderam a essa questão, destacando as seguintes publicações: Sachs (2002) ; Rippas ([ s.d. ]); Plog (2003) ; Nagel (1982) ; Franquin (1908) ; Davidson (1989) ; Balay (1914) ; Ackley (2012) ; e Cichowicz (2011) , único autor mencionado por dois professores.

Em relação aos professores do grupo azul, apenas 3 deles responderam a essa questão, destacando as seguintes publicações: Plog (2003) ; Sachs (2002) ; Franquin (1908) ; Balay (1914) ; Kase (2006) ; e McGregor (2015) . Embora o referencial Brandt (2017) compreenda estudos melódicos, esse referencial foi relacionado por um dos professores como material para desenvolvimento de questões técnicas. Os referenciais sugeridos pelos professores podem ser verificados no gráfico 4 .

Gráfico 4
: Referenciais sugeridos para estudos técnicos. Fonte: Elaborado pelos autores.

A elaboração de exercícios baseados em parte das publicações mencionadas é um aspecto a ser destacado. Em ambos os grupos, esse tipo de abordagem foi mencionada. A esse respeito, declarou o Entrevistado nº 14: “embora eu tenha assinalado os métodos acima, a imensa parte do trabalho é fruto de exercícios criados, baseados nesses métodos, mas não exatamente iguais a eles”. Sobre essa informação, acrescenta-se que o referido professor não entrou em detalhes sobre como e quais são os critérios para a elaboração desses exercícios.

Em relação aos estudos melódicos (questão n° 7), a apuração das respostas evidenciou a seguinte ordem de preferência/utilização pelos professores do grupo vermelho: Arban (2013) e Charlier (1946) , selecionados por 9 professores; Concone (1972) e Clarke (1985) , selecionados por 7 professores; Balay (1914) e Goldman (1920) , selecionados por 6 professores; Bitsch (1954) e Tull (1980) , selecionados por 5 professores; Vizzutti (1990) e Voisin (1963) , por 4 professores. As publicações Chaynes (2005) e Hue e Mager (1961) não foram assinaladas.

Em relação aos professores do grupo azul, a listagem apresentou a seguinte ordem: Concone (1972) , selecionado pelos 8 professores; Arban (2013) , selecionado por 6 professores; Charlier (1946) e Goldman (1920) , selecionados por 5 professores cada. Entre os autores menos cotados, destacam-se: Balay (1914) e Clarke (1984) , selecionados por 4 professores; Bitsch (1954) e Tull (1980) , selecionados por 3 professores; Voisin (1963) e Vizzutti (1990) , selecionados por 2 professores. As publicações Chaynes (2005) e Hue e Mager (1961) não foram assinaladas.

Sobre esse tópico de estudos, os professores também puderam tecer comentários e destacar outros referenciais (questão n° 8). Dos 9 docentes aqui relacionados no grupo vermelho, apenas 4 responderam à referida questão. Entre os autores por eles mencionados, destacam-se Plog (2003) , Sachse (1975) , Morais (2011) , Kopprasch (1941) , Smith (2005) , Caffarelli (1986) , Getchell (1985) , Hering (1983) e Brandt (2017) .

Em relação aos participantes do grupo azul, apenas 4 deles responderam a essa questão, destacando as seguintes publicações27: Alphonse (2005) ; Bodet (1948) ; Bordogni (2005) ; Bozza (1950) ; Brandt (2017) ; Caffarelli (1986) ; Cichowicz (2011) ; Getchell (1985) ; Hering (1983) ; Kopprasch (1941) ; Morais (2011) ; Netto (2019) ; Pádua (2019) ; Ponzo (2013) ; Plog (2003) ; Reynolds (2002) ; Sachse (1975) ; Shoemaker (1973) ; Snedecor (1990) ; e Vannetelbosh (1965), como destacado no gráfico 6 .

Gráfico 6
: Referenciais sugeridos para estudos melódicos. Fonte: Elaborado pelos autores.

Na questão n° 9, foi solicitado aos professores que relacionassem as obras trabalhadas com os alunos ao longo do curso. A análise dos dados referentes ao grupo vermelho revelou 27 compositores de nacionalidades distintas, os quais foram agrupados quanto à divisão geográfica continental e classificados como europeus, sul-americanos e norte-americanos. Com essa divisão, verificou-se a predominância de compositores europeus, representando 89% do total; os compositores sul-americanos e norte-americanos representaram 7% e 4% respectivamente, como apresentado no gráfico 7 .

Gráfico 7
: Percentual de compositores adotados (divisão continental). Fonte: Elaborado pelos autores.

Com a apuração das respostas referentes ao grupo azul, foram catalogados 36 compositores de nacionalidades distintas, que também foram agrupados de acordo com seus respectivos continentes. Tal agrupamento evidenciou uma predominância de compositores europeus, correspondente a 70% do total. Os compositores norte-americanos e sul-americanos ficaram concentrados em 16% e 14%, respectivamente.

As obras destacadas por ambos os grupos foram organizadas e classificadas por período histórico, divididas entre: período barroco; período clássico; período romântico; compositores do século XX; e brasileiros do século XX. A categoria “sem especificação” refere-se às respostas genéricas dadas por dois dos professores, que mencionaram “compositores brasileiros, compositores americanos, compositores franceses e obras solo” e “principais concertos para trompete”.

É importante destacar que entre os compositores brasileiros citados pelos entrevistados estão Edmundo Villani-Côrtes, José Ursicino da Silva, Osvaldo Lacerda, Dimas Sedicias e Ricardo Tacuchian. Os números de ocorrência de obras relacionadas podem ser verificados no gráfico 9 .

Gráfico 9
: Repertório adotado ao longo do curso (divisão por período histórico). Fonte: Elaborado pelos autores.

Na questão n° 10, foi perguntado aos professores se a música popular é, em alguma medida, contemplada em suas aulas. Como já mencionado, 9 dos professores declararam não abordar esse tipo de proposta em suas aulas de instrumento. Tendo em vista que as respostas concedidas por esses entrevistados foram negativas, suas respectivas participações encerraram-se nessa etapa do questionário. Entretanto, 3 dos participantes pertencentes do referido grupo responderam a última pergunta do questionário, destinada aos professores que adotam elementos da MP em suas propostas metodológicas.

A pergunta em questão solicitava aos professores que descrevessem em maiores detalhes suas respectivas abordagens de ensino caso achassem necessário. A esse respeito, o Entrevistado n° 15 relatou que sua estratégia varia em função do desenvolvimento do aluno e que, no início do curso, visa a trabalhar em maior proporção questões de ordem técnica, passando para aspectos melódicos à medida que o aluno vai se desenvolvendo.

Outras observações também foram apontadas pelos Entrevistados n° 7 e n° 13. De acordo com os relatos desses professores, entre as justificativas por não adotarem a MP como estratégia de ensino destacam-se questões sobre a estrutura, direcionamento do curso de graduação e a insipiência na abordagem do referido tema. Sobre esses pontos, relataram os professores:

O curso da universidade onde leciono é uma licenciatura em música, portanto tenho certas limitações em aplicar uma bibliografia consistente e abundante sobre a música de concerto, que é minha área de expertise. Caso eu decidisse ofertar conteúdos sobre jazz, música popular ou choro, onde me considero pedagógica e tecnicamente insipiente, eu teria que me preparar para essa tarefa e isso requer um investimento de tempo do qual não disponho atualmente. Para oferecer uma formação optativa em trompete concomitante à licenciatura em música, criei um curso de extensão e nesse curso eu abarco alunos que desejam abordar o trompete em alto rendimento, além de destinar repertório pedagógico a estudantes iniciantes e intermediários. Tudo isso, entretanto, dentro da tradição da música de concerto, onde me sinto confortável para discorrer sobre a bibliografia com propriedade (Entrevistado n° 7).

A música “popular” em nossas aulas tem espaço exclusivamente na música de câmara – quinteto de metais e diversos grupos de trompetes. Além de duas orquestras e uma banda sinfônica, em nossa Universidade há uma Big Band na qual os alunos podem participar, como disciplina optativa e praticar um pouco a linguagem “popular”. O curso de trompete onde leciono foi construído com base na música “clássica” ou “erudita” e, por conta disso, temos dois professores especialistas na área erudita, mas, sem a formação específica na área popular. Focamos os quatro anos (pouco tempo, diga-se de passagem) do curso totalmente na formação chamada “erudita” (Entrevistado n° 13).

Os dados apresentados descrevem, de forma sucinta, algumas particularidades e similaridades acerca do ensino público superior em trompete no Brasil, pela perspectiva de 17 professores atuantes em regiões distintas no país. Tendo em vista que o enfoque deste trabalho é a verificação da MP como estratégia para o ensino do trompete, as próximas páginas destinaram-se à descrição dos aspectos dessa proposta musical recorrentes nas estratégias de ensino apontadas pelos professores do grupo azul.

4. Aspectos da MP recorrentes nas estratégias de ensino em análise

Levando em consideração a pluralidade de significados e manifestações compreendidas no universo da MP28, essa etapa da investigação teve como objetivo averiguar a compreensão desse fenômeno por parte dos professores a partir das respostas concedidas. Como medida inicial, foi solicitado aos participantes que relacionassem alguns exemplos do trabalho por eles realizados (questão n° 11). Em linhas gerais, verificou-se que o trabalho se dava com base em um dado repertório, sendo explorados aspectos interpretativos e princípios básicos de improvisação, como ilustrado pelo fluxograma 2 .

Fluxograma 2
: Diagrama sobre aspectos musicais abordados. Fonte: Elaborado pelos autores.

Entre as respostas concedidas, foram observados o uso de terminologias e abordagens variadas. No campo da interpretação, por exemplo, verificou-se o uso de termos como “linguagem”, “suingue” e “fraseado”. Em relação às ferramentas interpretativas, foram verificados os termos “articulação”, “inflexão”, “ ghost note ”, “ note grouping ” e “quebra de regularidade métrica”. No âmbito da improvisação, os termos verificados foram: “escuta ativa”, “transcrição de solos”, “relação escala/acorde”, “princípios básicos de improvisação”, “fundamentos da improvisação” e “treinamento auditivo”.

Na questão n° 12, foi solicitado aos professores que listassem exemplos do repertório de MP por eles trabalhado. A esse respeito, foram verificados três segmentos de respostas, classificadas como: gênero musical; nome de música; e nome de compositor. Sobre as menções a gêneros musicais, verificou-se o uso de expressões como “gêneros brasileiros” e “músicas com características populares folclóricas”, representados por choro, samba, frevo, maracatu, baião, aboio, xote, caboclinho, modinha e valsas brasileiras.

Na classificação por nome de música, foram relacionadas as seguintes composições: “All blues” (Miles Davis); “Anos dourados” (Tom Jobim e Chico Buarque); “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso); “Brejeiro” (Ernesto Nazareth); “Cantaloupe Island” (Herbie Hancock); “Closely dancing” (Arturo Sandoval); “Chorou, chorou” (João Donato); “Doxy” (Sonny Rollins e Don Cherry); “Four” (Miles Davis); “Garota de Ipanema” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes); “Gente humilde” (Garoto, Chico Buarque e Vinícius de Mores); “La cumparsita” (Gerardo Matos Rodríguez); “O bom filho à casa torna” (Bonfiglio de Oliveira); “Passou” (Porfírio Costa); “Zizinho nos States” (José Ursicino – “Maestro Duda”); e “Wave” (Tom Jobim).

Posteriormente (questão n° 13), foi perguntado aos participantes se o uso de referenciais discográficos é adotado como ferramenta pedagógica em suas respectivas aulas de instrumento. A esse respeito, 5 dos participantes responderam a essa pergunta de forma afirmativa. Entre os exemplos por eles mencionados (questão n° 14), destacam-se nomes como: Claudio Roditi; Chico Buarque; Joatan Nascimento; Jessé Sadoc; Pixinguinha; Silvério Pontes; Tom Jobim; Banda Mantiqueira; e SpokFrevo Orquestra.

Artistas estrangeiros ligados ao jazz também foram listados na referida pergunta, sendo eles: Arturo Sandoval; Chet Baker; Christian Scott; Clifford Brown; Frank Sinatra; Miles Davis; Nat King Cole; e Wynton Marsalis. Dois documentários também foram mencionados, a saber: The history of jazz 29, idealizado por Ken Burns; e Brasileirinho – Grandes Encontros do Choro30, idealizado por Mika Kaurismäki.

Sobre o tópico improvisação, foi perguntado aos professores se essa é uma prática recorrente em suas abordagens de ensino (questão n° 15). Tendo em vista a variedade de significados e contextos acerca desse termo, como, por exemplo, a improvisação idiomática31 e a livre improvisação32, foi solicitado aos professores que relacionassem alguns exemplos.

Entre as respostas, foram pontuadas práticas relacionadas ao jazz e à música brasileira. Um dos professores declarou que, por meio dos “fundamentos da improvisação”, busca-se “evidenciar as memórias analíticas, motora, visual e cognitiva” (Entrevistado n°17). Outro professor mencionou abordar a “improvisação livre com fins didáticos, objetivando desenvolver a fluidez do aluno e propor um espaço para derrubar eventuais bloqueios técnicos advindo da sua prática individual” (Entrevistado n° 16).

Entre os participantes que declaram não adotar o estudo de improvisação em suas aulas, cabe destacar a resposta do Entrevistado n° 9. De acordo com esse professor, entre os motivos para a não realização de tal prática estão fatores econômico-sociais, formação elementar advinda de escolas públicas, conhecimentos teóricos e práticos incipientes e o fato de sua instituição de trabalho ofertar o curso de MP, no qual o aluno poderá se matricular e desenvolver essa habilidade.

O tempo médio por aula dedicado à MP também foi abordado no questionário (questão n° 17). Do total de participantes relacionados neste grupo, 4 declararam dedicar entre 0% e 25% do tempo da aula. Outros 2 respondentes, entre 26% e 75%, e os 2 professores restantes, entre 51% e 76%. A opção correspondente a 76% e 100% não foi assinalada, como mostrado no gráfico 10 .

Gráfico 10
: Percentual de carga horária dedicado à música popular. Fonte: Elaborado pelos autores.

Ainda sobre a questão n° 17, um dos professores ressaltou que “a carga horária depende do aluno. Alguns deles alternam uma semana de música de concerto, outra de música popular” (Entrevistado n° 1). Como estratégia, esse participante mencionou as seguintes etapas:

  • Transcrição, análise melódica e harmônica de um solo sugerido pelo aluno;

  • Com base nos elementos observados, é sugerido ao aluno escrever dois chorus de improviso sobre a harmonia da música em questão;

  • Execução em aula dos dois chorus escritos, além de mais um chorus criado em tempo real, sendo utilizado como ferramenta de apoio o aplicativo iReal Pro[33].

Como última questão e com o intuito de coletar maiores informações sobre o objeto investigado, foi solicitado aos professores que descrevessem suas atividades e propostas metodológicas em maiores detalhes, caso as perguntas contidas no questionário não contemplassem suas respectivas atividades (questão n° 18). Dos 8 professores relacionados no grupo azul, apenas 2 responderam a essa questão. Entre os pontos por eles mencionados, destaca-se uma crítica levantada a respeito de qual é o conceito de MP defendido pelos presentes autores, como declarou o professor:

Difícil responder a última questão. Música popular é aquela ouvida no rádio ou TV diariamente, em barzinho, casa de shows? Os elementos da música popular estão inseridos na música erudita a exemplo de Bartók, Tchaikovsky, Strauss. Se o rádio e a televisão transmitirem a 5ª de Beethoven diariamente durante o ano todo, ela passará ser música popular? (Entrevistado n° 8).

Outro professor destacou que, devido ao fato de a disciplina trompete em sua instituição estar inserida em um contexto de licenciatura com ênfase no instrumento, o aluno dispõe de autonomia para direcionar o percurso de sua habilitação, podendo atuar em modalidades combinadas ou dedicar-se a uma única vertente (erudito ou popular), conforme declarado:

A disciplina “trompete”, no curso de música da universidade em que trabalho, está inserida em um contexto de licenciatura com ênfase no instrumento. Por essa razão, não há um rigor no percurso no que tange às dimensões erudita e popular. O aluno, com autonomia para escolha do percurso, pode criar uma hibridação entre as dimensões mencionadas ou polarizar uma delas. De um modo geral, subsidiada por outra disciplina (Didática do ensino do trompete), o aluno, também, tem acesso ao conhecimento pertinente à literatura em geral (Entrevistado n° 17).

Os dados apresentados descrevem sucintamente a realidade sobre o ensino de trompete no âmbito dos cursos de bacharelado e licenciatura de universidades públicas brasileiras. Entre os pontos observados, verifica-se a necessidade de se propor aos cursos de graduação em trompete uma abordagem plural e, em muitos casos, condizente com a realidade de cada contexto.

Nesse sentido, cabe mencionar as evidentes necessidades de aprimoramento técnico-musical e o conhecimento de repertório no campo da música de concerto, bem como o trabalho que pode vir a ser realizado pela perspectiva da MP, mostrando-se também aberto para se conectar com as possibilidades de atuação em campos diversos.

Além das questões de ordem técnica do trompete, que podem ser amparadas pela literatura do instrumento, os presentes autores destacam outros três aspectos fundamentais para o aprendizado e desenvolvimento ao instrumento na área da MP, sendo eles: os registros fonográficos realizados por trompetistas brasileiros; as pesquisas acadêmicas e respectivas proposições metodológicas visando à prática e ao ensino do trompete no campo da música popular instrumental brasileira; e as recentes publicações de materiais didáticos destinados ao ensino de trompete a partir de elementos presentes em segmentos variados da MP no Brasil.

Como mencionado na introdução deste artigo, foi verificado um contingente considerável de discos gravados por trompetistas brasileiros entre os anos de 1950 e 2019. Tendo em vista que o conhecimento discográfico e a escuta analítica desse tipo de referencial são considerados pontos fundamentais para o desenvolvimento e o estudo de diferentes aspectos no campo da performance musical (assim como em outros segmentos), e dada a fase inicial de pesquisas no país sobre o tema “o trompete na música popular instrumental brasileira”, entende-se a necessidade de se lançar luz à referida produção e elaborar estratégias para o ensino do instrumento a partir desses registros fonográficos.

Como exemplo desse tipo de abordagem, cabe destacar as seguintes publicações dos presentes autores: “Tirar solos é realmente uma ferramenta eficiente?” (Passos; Ronqui, 2019b, p. 94-103); “A performance e os recursos técnico-interpretativos de Márcio Montarroyos: análise de seus solos improvisados no disco Stone Alliance ” (Passos; Ronqui, 2019, p. 1-43); e “Pedroca e seu piston: entre choros, boleros, mambos, sambas e baiões” ( Passos; Ronqui, 2022 , p. 174-184). Esses trabalhos estão centrados em dois campos principais, a saber: 1) aspectos técnico-interpretativos visando à execução de uma dada melodia; e 2) improvisação idiomática jazzisticamente orientada.

Além do estudo de melodias e solos improvisados, é possível estudar a performance musical como trompetista líder em uma big band ( lead trumpet ), conforme proposto por Lenhari (2019) sobre a performance musical do trompetista Nahor Gomes junto à Banda Mantiqueira, ou aspectos técnicos e interpretativos do trompete em arranjos de metais para produções fonográficas nacionais34, como por exemplo, os arranjos criados por Lincoln Olivetti35 para vários artistas brasileiros.

É importante ressaltar que, mesmo diante de um número crescente de pesquisas acadêmicas e da produção de materiais didáticos destinados ao ensino e aprendizagem do trompete no campo da MP nos últimos anos, bem como materiais destinados ao ensino desse segmento musical a instrumentos diversos, esses referenciais (de acordo com o que foi averiguado) não são conhecidos, ou tampouco utilizados em sala por boa parte dos entrevistados.

Como exemplo de pesquisas sobre o trompete em diferentes segmentos da MP, cabe destacar os seguintes trabalhos: 1) sobre improvisação idiomática ao trompete – Brandão (2019) , Gil (2016) , Melo (2019) e Passos (2016) ; e 2) sobre aspectos técnico-interpretativos – Gastaldi (2019) , Lenhari (2019) , Mota (2011) e Oliveira (2018) . Em relação aos materiais didáticos destinados ao ensino de trompete a partir de elementos da música popular brasileira, destacam-se as publicações de Netto (2022 , 2019 ), Gastaldi (2021) , Lopes (2020) e Marques (2018) .

Por fim, destacam-se alguns materiais sobre MP destinados ao ensino de instrumentos diversos que, no entendimento dos presentes autores, podem vir a ser adotados como bibliografia de apoio, a saber: Adolfo (2011) , Alves (1997) , Collura (2008 , 2011 ), Faria (1991 , 1999 ), Gurgel (1999) , Júnior (2018) e Sève (2010) .

Considerações finais

A descrição analítica realizada neste artigo possibilitou uma breve compreensão acerca do ensino público superior em trompete em diferentes regiões do país. Confirmando a hipótese inicialmente levantada, a análise dos dados coletados evidenciou que esse instrumento é, quase que hegemonicamente, ensinado visando ao desenvolvimento de habilidades necessárias para atuação no campo da música de concerto.

Essa constatação se mostrou evidente em função dos estudos técnicos, estudos melódicos e, principalmente, pelo repertório adotado que, em grande medida, se concentra em obras de compositores europeus do período clássico, assim como em peças do século XX de compositores norte-americanos, europeus e brasileiros.

Tendo em vista que o objetivo do trabalho também foi o de averiguar se a MP é, de alguma forma, abordada nesse contexto de ensino, verificou-se que parte dos entrevistados flexibiliza seu conteúdo de trabalho. Tal flexibilização abrange aspectos pertinentes à música popular brasileira e ao jazz. Em síntese, o trabalho realiza-se com base em um determinado repertório, sendo exploradas questões interpretativas e princípios básicos de improvisação.

Na presente descrição, fez-se necessário considerar algumas conjecturas e reflexões sobre os possíveis porquês do ensino público superior em trompete no Brasil tender a ser realizado sob a perspectiva da música de concerto, a saber: 1) estaria tal fenômeno relacionado às expertises , áreas de interesse e/ou idiossincrasia de cada professor?; 2) estaria tal fenômeno relacionado aos aspectos canônicos do ensino, que faz com que seja extremamente desafiador mudar certos paradigmas, no que tange tanto ao conteúdo quanto às estratégias pedagógicas?; 3) o contexto no qual a habilitação trompete está inserida nas universidades consultadas, direcionado principalmente à música de concerto, influenciaria o repertório abordado nas aulas de instrumento?; e 4) é condição indissociável que tal habilitação esteja atrelada a um curso de bacharelado em MP?

É evidente que essa discussão envolve níveis de complexidade diversos e análises aprofundadas. Para os presentes autores, tal fenômeno (o ensino do trompete pelo viés da música de concerto) está, em primeira instância, ligado ao modelo de ensino adotado em boa parte das universidades públicas brasileiras, que estruturaram seus currículos pela perspectiva da música de concerto.

Acredita-se também que a inexistência de uma habilitação em trompete popular pode estar relacionada às áreas de atuação, expertise e/ou idiossincrasia dos docentes do instrumento, haja vista a declaração de um dos entrevistados reconhecendo sua insipiência técnica e pedagógica para lidar com conteúdos relacionados a essa ampla proposta de trabalho.

Além disso, no depoimento de um segundo entrevistado, foram mencionadas a condição socioeconômica, formação escolar e a qualidade técnica insuficiente dos alunos que chegam ao ensino superior na instituição em questão. Para os presentes autores, é importante que esses aspectos não sejam enxergados como barreiras para o estudo da improvisação ou de qualquer outra proposta musical.

O estudo da improvisação, para além do explorar da criatividade musical, pode ser adotado também como ferramenta para o desenvolvimento técnico ao instrumento (seja da música de concerto, seja da popular), tal como mencionou um terceiro entrevistado, referindo-se a essa abordagem como meio didático para rompimento de eventuais barreiras técnicas por parte dos estudantes.

Sobre essa discussão, é importante considerar que, para a condução de tal habilitação, se faz necessária expertise por parte do docente. Em outras palavras, que o professor esteja alinhado musicalmente enquanto performer (produzindo e realizando trabalhos artísticos na área) e pedagogicamente para ofertar conteúdos sobre MP (considerando segmentos diversos do campo).

Sobre a questão pedagógica, ressalta-se, uma vez mais, a possibilidade de utilização de referenciais discográficos de trompetistas brasileiros atuantes na música popular instrumental, de pesquisas acadêmicas sobre essa temática, assim como de materiais didáticos sobre ensino e aprendizagem de instrumento na MP, sejam eles “exclusivos” para trompete, sejam eles destinados a instrumentos diversos.

Ademais, é fundamental (mas não exclusivo) para o desenvolvimento do estudante que tal habilitação esteja atrelada a um curso de MP, compreendendo disciplinas teóricas e práticas pertinentes ao campo. A esse respeito, cabe reforçar a informação de que, atualmente, 14 universidades públicas em diferentes regiões do país ofertam, em seus catálogos, curso de bacharelado em MP.

Em uma perspectiva centrada no ensino de instrumento, os presentes autores também entendem como fundamental e urgente que essas instituições passem a considerar a criação de habilitações para cada instrumento e que a condução de tais habilitações seja realizada por profissionais com expertise na área.

Por fim, é importante ressaltar que este artigo preza por um cenário colaborativo e plural entre as áreas, e não excludente. Espera-se que a partir das informações apresentadas, outros trabalhos possam ser desenvolvidos pela comunidade acadêmica, sobretudo, na área de instrumentos de metal no Brasil.

Gráfico 5
: Referenciais para estudos melódicos adotados em sala. Fonte: Elaborado pelos autores.

Gráfico 8
: Percentual de compositores adotados (divisão continental). Fonte: Elaborado pelos autores.

Anexo I Tabela de concertos para trompete referenciados pelos entrevistados – divisão por período histórico (Grupos vermelho e azul)

Período Barroco
Compositor Nasc. / morte País de origem Ocorrências
TELEMANN, G. P. (1681-1767) Alemanha 1
Período Clássico
HAYDN, F. J. (1732-1809) Áustria 7
HUMMEL, J. N. (1778-1837) Áustria 5
NERUDA, J. B. G. (1711-1776) Reino da Boêmia 5
Período Romântico
ARBAN, J. J. B. L (1825-1889) França 1
BALAY, G. (1871-1943) França 1
BRANDT, V. (1869-1923) Alemanha 3
CHARLIER, T. (1868-1944) Bélgica 1
GOEDICKE, A. (1877-1957) Rússia 1
HANSEN, F. T. (1847-1915) Dinamarca 2
ROPARTZ, J. G. M. (1864-1955) França 2
Século XX
ARNOLD, M. (1921-2006) Reino Unido 1
ARUTUNIAN, A. (1920-2012) Armênia 4
BOZZA, E. (1905-1991) França 4
ENESCO, G. (1881-1955) Romênia 4
EWAZEN, E. (1954) Estados Unidos 4
GUBAIDULIMA, S. (1931) Rússia 1
HINDEMITH, P. (1895-1963) Alemanha 4
HONEGGER, A. (1892-1955) França 5
HUBEAU, J. (1917-1992) França 1
JOLIVET, A. (1905-1974) França 3
KETTING, O. (1935-2012) Holanda 1
PAKHMUTOVA, A. (1929) Rússia 1
PESKIN, W. A. (1906-1988) Rússia 1
TOMASI, H. (1901-1971) França 2
Compositores brasileiros – século XX
DA SILVA, J. U. (?) Brasil 3
LACERDA, O. (1927-2011) Brasil 4
Período Barroco
Compositor Nasc. / morte País de origem Ocorrências
ALBINONI, T. (1671-1751) Itália 1
CORELLI, A. (1653-1713) Itália 1
HANDEL, G. F. (1685-1759) Prússia 1
PURCELL, H. (1659-1695) Reino Unido 2
TARTINE, G. (1692-1770) Eslovênia 1
VIVALDI, A. L. (1678-1741) Itália 1
Período Clássico
HAYDN, F. J. (1732-1809) Áustria 4
HUMMEL, J. N. (1778-1837) Áustria 4
MOZART, J. G. L. (1756-1791) Áustria 1
NERUDA, J. K. J. (1706-1780) República Tcheca 4
Período Romântico
ARBAN, J. J. B. L (1825-1889) França 1
BRANDT, V. (1869-1923) Alemanha 1
CHARLIER, T. (1868-1944) Bélgica 1
GLAZUNOV, A. (1865-1936) Rússia 1
GOEDICKE, A. (1877-1957) Rússia 3
ROPARTZ, J. G. M. (1864-1955) França 3
SACHSE, E. (1810-1849) Alemanha 1
Século XX
ANDERSON, L. (1908-1975) Estados Unidos 1
ARNOLD, M. (1921-2006) Reino Unido 1
ARUTUNIAN, A. (1920-2012) Armênia 2
BARAT, J. E. (1882-1963) França 1
BERNSTEIN, L. (1918-1990) Estados Unidos 1
BOZZA, E. (1905-1991) França 1
ENESCO, G. (1881-1955) Romênia 1
EWAZEN, E. (1954) Estados Unidos 1
HINDEMITH, P. (1895-1963) Alemanha 3
HOVHANESS, A. (1911-2000) Estados Unidos 1
KETTING, O. (1935-2012) Holanda 1
PEASLEE, R. (1930-2016) Estados Unidos 1
PILLS, K. (1902-1979) Áustria 1
STEVENS, H. (1908-1989) Estados Unidos 1
Compositores brasileiros – século XX
CÔRTES, E. V. (1930) Brasil 1
DA SILVA, J. U. (?) Brasil 2
LACERDA, O. (1927-2011) Brasil 5
SEDÍCIAS, D. (1930) Brasil 1
TACUCHIAN, R. (1939) Brasil 1

Anexo II Discos gravados por trompetistas brasileiros entre 1950 e 2019

Discos gravados por trompetistas brasileiros entre 1950 e 2019
Nome Álbum Selo Local (ano)
1 Manassés Aragão Confluente Independente Goiânia (2019)
2 Odésio Jericó Disco do Jericó Independente São Paulo (2019)
3 Bruno Santos Impressões brasileiras Independente Vitória (2018)
4 Jeremias Bernardo Famiglia Independente São Paulo (2018)
5 Maycon Mesquita Em verdade Independente São Paulo (2018)
6 Diego Garbin Refúgio Blaxtream - CD São Paulo (2018)
7 Raphael Sampaio Melindragem Independente São Paulo (2018)
8 Rubinho Antunes Expedições Blaxtram - CD São Paulo (2018)
9 Klesley Brandão Primeiramente Independente São Paulo (2017)
10 Gileno Santana Inevitável Caligola Records - CD Portugal (2016)
11 Silvério Pontes Reencontro Des Arts - CD Rio de Janeiro (2016)
12 Sidmar Vieira Madre Riviaes FONOMATIC São Paulo (2016)
13 Jessé Sadoc O som de casa Independente Rio de Janeiro (2016)
14 Guizado Guizadorbital EAEO Records São Paulo (2016)
15 Roque Netto Brasil pernambucano Independente Recife (2015)
16 Fabinho Costa Performance Independente Recife (2015)
17 Márcio Oliveira Encabeçando Independente Recife (2015)
18 Daniel D'Alcântara Canção para tempos melhores Independente São Paulo (2015)
19 Marcos Santos Arquitetônico Independente Brasília (2015)
20 Guizado O voo do dragão PUNX Records São Paulo (2015)
21 Gileno Santana Metamorphosis Calígula Records - CD Portugal (2014)
22 Aquiles Moraes 8 Com Acari Records Rio de Janeiro (2014)
23 Sidmar Vieira Livre Independente São Paulo (2014)
24 Walmir Gil Novas histórias Independente São Paulo (2012)
25 Manassés Aragão Caminhos do Brasil Independente Goiânia (2011)
26 Claudio Roditi Bons amigos Resonance Records/ CD EUA (2011)
27 Guizado Cavalera TRAMA Virtual São Paulo (2010)
28 Claudio Roditi Impressions Biscoito Fino Rio de Janeiro (2010)
29 Claudio Roditi Simpático Resonance Rec. - CD EUA (2010)
30 Márcio Montarroyos O Rio e mar Independente Rio de Janeiro (2009)
31 Guilherme D. Gomes Autoral Delira Música - CD Rio de Janeiro (2009)
32 Claudio Roditi Brazilliance Resonance Rec. - CD EUA (2009)
33 Guizado Punx Diginóis/Urban Jungle Records São Paulo (2008)
34 Barrosinho Praça dos músicos Kalimba Music - CD Rio de Janeiro (2008)
35 Roque Netto De Recife a Paris Independente Recife (2006)
36 Rubinho Antunes De Viterbo À Deriva São Paulo (2006)
37 Walmir Gil Passaporte MOOPHONIX São Paulo (2005)
38 Julinho Barbosa Embalo Independente Alemanha (2005)
39 Guilherme D. Gomes L'Amour Velas - CD Rio de Janeiro (2003)
40 Barrosinho Banho de sopa Kalimba Music - CD Rio de Janeiro (2003)
41 Joatan Nascimento Eu choro assim Maianga Discos - CD Salvador (2002)
42 Claudio Roditi Three for One Nagel Heyer Rec. CD Alemanha (2002)
43 Barrosinho Live in Montreux Kalimba Music - CD Rio de Janeiro (2002)
44 Barrosinho O sopro do espírito Kalimba Music - CD Rio de Janeiro (2001)
45 Márcio Montarroyos The best of M. Montarroyos CAPURI Records - CD Rio de Janeiro (1997)
46 Paulinho Trompete Um sopro de Brasil II PLAYREC Brazil - CD Rio de Janeiro (1996)
47 Claudio Roditi Claudio, Rio & amigos Groovin' High - CD Canadá (1996)
48 Claudio Roditi Metropole Orchestra Mons Records - CD Alemanha (1996)
49 Márcio Montarroyos Márcio Montarroyos TECK - CD Rio de Janeiro (1995)
50 Márcio Montarroyos Congado Celebration CAPURI Records - CD Rio de Janeiro (1995)
51 Guilherme D. Gomes Jazz brasileiro Albatroz - CD Rio de Janeiro (1995)
52 Claudio Roditi Free Wheelin Resevoir Music - CD EUA (1994)
53 Claudio Roditi Jazz Turns Samba Groovin' High - CD Suíça (1994)
54 Claudio Roditi Day Waves JSR - CD EUA/Brasil (1992)
55 Claudio Roditi Two of Swords Da Music Alemanha (1991)
56 Paulinho Trompete Um sopro de Brasil Visom Digital - LP Rio de Janeiro (1990)
57 Claudio Roditi Slow Fire Milestones Records - LP EUA (1989)
58 Márcio Montarroyos Terra Mater Blak Sun - LP Rio de Janeiro (1989)
59 Barrosinho Maracatamba Turicaphon - LP Rio de Janeiro (1989)
60 Claudio Roditi Gemini Man Milestones Records - LP EUA (1988)
61 Guilherme D. Gomes Milhas e milhas Chorus - LP Rio de Janeiro (1988)
62 Márcio Montarroyos Samba Solstice Black Sun - LP Rio de Janeiro (1987)
63 Araken Peixoto Um piston dentro da noite ELDORADO - LP São Paulo (1985)
64 Claudio Roditi Claudio! UpTown - LP EUA (1985)
65 Claudio Roditi Red on Red CTI Records - LP Japão (1984)
66 Márcio Montarroyos Carioca CBS - LP Rio de Janeiro (1984)
67 Márcio Montarroyos Magic Moment CBS - LP Rio de Janeiro (1982)
68 Márcio Montarroyos Trompete internacional Som Livre - LP Rio de Janeiro (1981)
69 Márcio Montarroyos Stone Alliance PM Records - LP Rio de Janeiro (1977)
70 Márcio Montarroyos Sessão nostalgia Som Livre - LP Rio de Janeiro (1973)
71 Formiga Big parada ELENCO - LP Rio de Janeiro (1970)
72 Papudinho Pap's Modern Sound RGE - LP São Paulo (1970)
73 Geraldo Medeiros Frevo 400 CARAVELLE - LP Rio de Janeiro (1966)
74 Papudinho Papudinho especial São Paulo (1965)
75 Júlio Barbosa O som de Julinho EQUIPE Rio de Janeiro (1965)
76 Formiga Formiga in Love POLYDOR - LP Rio de Janeiro (1964)
76 Júlio Barbosa 100% bossa nova MASTERPLAY Rio de Janeiro (1963)
77 Maurílio Santos S Shuffle Rhythm PAWAL - LP Rio de Janeiro (1963)
78 Maurílio Santos S Shuffle no Cinema PAWAL - LP Rio de Janeiro (1963)
79 Maurílio Santos S Shuffle Again PAWAL - LP Rio de Janeiro (1963)
80 Napoleão Tavares Parada musical PAWAL - LP Rio de Janeiro (1962)
81 Formiga Trompete espetacular COPACABANA - LP Rio de Janeiro (1962)
82 Pernambuco Conversando com o trp Rio de Janeiro (1959)
83 Formiga Piston em alta fidelidade COPACABANA - LP Rio de Janeiro (1959)
84 Maurílio Santos Convite para dançar II RCA Victor - LP Rio de Janeiro (1959)
85 Pedroca Atendendo a pedidos SINTER - LP Rio de Janeiro (1959)
86 Geraldo Medeiros Piston de gafieira POLYDOR - LP Rio de Janeiro (1959)
87 Solon Gonçalves S.G. et as Trompette França (1958)
88 Maurílio Santos Convite para dançar RCA Victor Rio de Janeiro (1958)
89 Pedroca As garotas gostam de dançar... SINTER - LP Rio de Janeiro (1958)
90 Pedroca Pedroca em ritmos... TODAMÉRICA - LP Rio de Janeiro (1958)
91 Pedroca Duas faixas SINTER - 78 RPM Rio de Janeiro (1957)
92 Pedroca Duas faixas SINTER - 78 RPM Rio de Janeiro (1957)
93 Pedroca Duas faixas SINTER - 78 RPM Rio de Janeiro (1957)
94 Pedroca Duas faixas SINTER - 78 RPM Rio de Janeiro (1956)
95 Pedroca Duas faixas SINTER - 78 RPM Rio de Janeiro (1956)
96 Pedroca Duas faixas SINTER - 78 RPM Rio de Janeiro (1956)
97 Pedroca Duas faixas SINTER - 78 RPM Rio de Janeiro (1956)
98 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1955)
99 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1955)
100 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1954)
101 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1954)
102 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1954)
103 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1953)
104 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1953)
105 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1953)
106 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1953)
107 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1952)
108 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1952)
109 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1951)
109 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1950)
110 Pedroca Duas faixas TODAMÉRICA - 78 RPM Rio de Janeiro (1950)

Anexo III Modelo de questionário aplicado

Referências

  • ADOLFO, Antônio. O livro do músico: harmonia e improvisação para piano, teclados e outros instrumentos. São Paulo: Irmãos Vitale, 2011.
  • ALCANTARA NETO, Darcy. Aprendizagens em percepção musical: um estudo de caso com alunos de um curso superior de música popular. Dissertação (Mestrado em Música). Programa de Pós-Graduação em Música, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
  • ALVARENGA, Oneyda. Música popular brasileira. São Paulo: Editora Globo, 1950.
  • ALVES, Luciano. Escalas para improvisação . São Pulo: Irmãos Vitale, 1997.
  • BAILEY, Derek. Improvisation, its Nature and Practice in Music. Ashbourne, England: Da Capo Press, 1993.
  • BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Almedina, 2011.
  • BRANDÃO, Klesley Bueno. Proposições metodológicas para desenvolvimento de vocabulário musical para improvisação em música popular instrumental brasileira com foco no trompete. Dissertação (Mestrado em Música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2019.
  • CAZES, Henrique. Choro: do quintal ao municipal. São Paulo: Editora 34, 1998.
  • COLLURA, Turi. Improvisação. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008. v. 1: Práticas criativas para a composição melódica na música popular.
  • COLLURA, Turi. Improvisação. São Paulo: Irmãos Vitale, 2011. v. 2: Práticas criativas para a composição melódica na música popular.
  • COSTA, Rogério. Música errante: o jogo da improvisação livre. São Paulo: Perspectiva; FAPESP, 2016.
  • ENCONTRO BRASILEIRO DE MÚSICA POPULAR NA UNIVERSIDADE, 1., 2015, Porto Alegre, RS. O estado da arte do ensino de música popular nas universidades brasileiras. In: MusiPopUni, I, 2015, Porto Alegre. Anais [...]. Porto Alegre: Marcavisual, 2015.
  • FALLEIROS, Manuel Silveira. Palavras sem discurso: estratégias criativas na livre improvisação. Tese (Doutorado em Música). Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.
  • FARIA, Nelson. A arte da improvisação. São Paulo: Irmãos Vitale, 1991.
  • FARIA, Nelson. Acordes, arpejos e escalas. São Paulo: Irmãos Vitale, 1999.
  • FEITOSA, Radegundis Aranha Tavares. Música brasileira popular no ensino de trompa: perspectivas e possibilidades formativas. 2016. Tese (Doutorado em Música). Programa de Pós-graduação em Música, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2016.
  • FERREIRA, Marcello; LOGUECIO, Rochele de Quadros. A análise de conteúdo como estratégia de pesquisa interpretativa em educação em ciências. Revista de Educação, Linguagem e Literatura, Inhumas, v. 6, n. 2, p. 33-49, out. 2014.
  • FREITAS, Henrique; OLIVEIRA, Mírian; SACCOL, Amarolinda Zanela; MOSCAROLA, Jean. O método de pesquisa survey. Revista de Administração da Universidade de São Paulo , v. 35, n. 3, p. 105-112, jul./set. 2000. Disponível em: http://rausp.usp.br/wp-content/uploads/files/3503105.pdf . Acesso em: 5 abr. 2023.
    » http://rausp.usp.br/wp-content/uploads/files/3503105.pdf
  • GASTALDI, Roberto Leopoldo. O trompete no samba: padrões rítmicos e articulações. 2019. Dissertação (Mestrado em Música). Programa de Pós-graduação Profissional em Música, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2019.
  • GASTALDI, Roberto. O trompete no samba: padrões rítmicos e articulações. São Paulo: Sopro Brasileiro, 2021.
  • GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
  • GIL, Walmir de Almeida. A improvisação de Odésio Jericó nos discos da Banda Mantiqueira: Aldeia, 1996; Bixiga, 2000 e Terra Amantiquira, 2005. 2016. Dissertação (Mestrado em Música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2016.
  • GURGEL, Debora Picarelli. Estudo de ritmos da música brasileira para saxofone. São Paulo: G4, 1999.
  • HENN FABRIS, Elí. Cinema e Educação: um caminho metodológico. Educação & Realidade, Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, v. 33, n. 1, p. 117-133, jan./jun. 2008.
  • JÚNIOR, Ademir. Caminhos da improvisação. Brasília: Abecer, 2018.
  • LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
  • LENHARI, João Luiz Januário. A performance musical do trompete líder na Banda Mantiqueira: estudo técnico-interpretativo e estratégias pedagógicas. 2019. 187 p. Dissertação (Mestrado em Música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2019.
  • LOPES, Maico Viegas. Trompete brasileiro: estudos progressivos na linguagem popular. Niterói: [publicação independente], 2020. E-book.
  • MARCH, Daniel. Beyond Simplicity: Analytical Strategies for Contemporary Music. Thesis (Doctorate in Philosophy). Department of Music, University of York, Heslington, 1997.
  • MARQUES, André. P. Linguagem rítmica e melódica dos ritmos brasileiros. Sorocaba: O autor, 2018. v. 1.
  • MATHIE, Gordon. The Trumpet Teacher's Guide: A Problem-Base Bibliography of Selected and Graded Etudes and Duets. Portland: Queen City Brass Publications, 1993.
  • MELO, Niraldo Riann de. Improvisação idiomática no frevo de rua: um estudo multicaso com músicos atuantes no gênero. Dissertação (Mestrado em Música). Programa de Pós-graduação em Música, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2019.
  • MOTA Jr., Pedro Francisco. Dois estudos de caso do trompete no choro: "Flamengo" de Bonfiglio de Oliveira e "Peguei a reta" de Porfírio Costa. Dissertação (Mestrado em Música). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2011.
  • NETTO, Roque. O trompete no frevo. Recife: B52 Cultural, 2019.
  • NETTO, Roque. Songbook: Músicas do Brasil. Recife: Ed. do Autor, 2022. v. 1: Para instrumentos em Si bemol.
  • NEUMEYER, David; BUHLER, James. Analytical and Interpretive Approaches to Film Music: Analysing the Music. In: DONELLY, K. J. Film Music: Critical Approaches. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2001. v. 1: Critical approaches.
  • OLIVEIRA, Érico Veríssimo de. A articulação do frevo de rua: um levantamento com trompetistas de Olinda e Recife. Dissertação (Mestrado em Música). Programa de Pós-graduação em Música, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2018.
  • PAIVA, Adriana Catarina de Carvalho de. Educação musical no programa cordas da Amazônia: descrição analítica dos procedimentos metodológicos das turmas de violoncelo. Dissertação (Mestrado em Artes). Instituto de Ciências da Arte, Universidade Federal do Pará, Belém, 2013.
  • PASSOS, Marcelo Rocha dos. Márcio Montarroyos e a construção de seus solos improvisados no disco Stone Alliance. Dissertação (Mestrado em Música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2016.
  • PASSOS, Marcelo Rocha dos; RONQUI, Paulo Adriano. A performance e os recursos técnico-interpretativos de Márcio Montarroyos Análise de seus solos improvisados no disco Stone Alliance. Revista Vórtex , v. 7, n. 2, 2019a. Disponível em: https://periodicos.unespar.edu.br/index.php/vortex/article/view/2876 . Acesso em: 6 abr. 2023.
    » https://periodicos.unespar.edu.br/index.php/vortex/article/view/2876
  • PASSOS, Marcelo Rocha dos; RONQUI, Paulo Adriano. Entre gritos, rosnados, choros e acessórios: distintos aspectos técnico-interpretativos adotados pelos trompetistas no contexto do jazz ao longo do século XX nos EUA. In: XI Encontro Internacional da ABT, 2019, Campinas. 11° Encontro Internacional de Trompetistas O Trompete Sul-Americano A INFLUÊNCIA DOS TROMPETISTAS SULAMERICAMOS NO ESTADO DA ARTE DA ATUALIDADE. Campinas: IA/Unicamp, 2019b. v. 1. p. 84-93. Disponível em: https://www.iar.unicamp.br/wp-content/uploads/2019/11/anais-abt.pdf . Acesso em: 12 abr. 2023.
    » https://www.iar.unicamp.br/wp-content/uploads/2019/11/anais-abt.pdf
  • PASSOS, Marcelo Rocha dos; RONQUI, Paulo Adriano. Pedroca e seu piston: entre choros, boleros, mambos, sambas e baiões. In: Performus'22, X Congresso Internacional da Associação Brasileira de Performance Musical. Anais [...] Goiânia, 2022. Disponível em: https://abrapem.org/wp-content/uploads/2023/02/ANAIS-Performus22-CapaMiolo.pdf . Acesso em: 12 abr. 2023.
    » https://abrapem.org/wp-content/uploads/2023/02/ANAIS-Performus22-CapaMiolo.pdf
  • PASSOS, Marcelo Rocha dos; RONQUI, Paulo Adriano. Tirar solos é realmente uma ferramenta eficiente? In: XI Encontro Internacional da ABT, 2019, Campinas. 11° Encontro Internacional de Trompetistas O Trompete Sul-Americano A INFLUÊNCIA DOS TROMPETISTAS SULAMERICAMOS NO ESTADO DA ARTE DA ATUALIDADE. Campinas: ABT, 2019c. v. 1. p. 94-103. Disponível em: https://www.iar.unicamp.br/wp-content/uploads/2019/11/anais-abt.pdf . Acesso em: 12 abr. 2023.
    » https://www.iar.unicamp.br/wp-content/uploads/2019/11/anais-abt.pdf
  • PENNA, Maura. Construindo o primeiro projeto de pesquisa em educação e música . Porto Alegre: Sulina, 2020.
  • PIEDADE, Acácio Tadeu de Camargo. Jazz, música brasileira e fricção de musicalidades. Opus, v. 11, n. 1, p. 197-207, 2005.
  • SANDRONI, Carlos. Feitiço decente. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.
  • SÈVE, Mário. Vocabulário do choro: Estudos & composições. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010.
  • SEVERIANO, Jairo. Uma história da Música Popular Brasileira: das origens à modernidade. São Paulo: Editora 34, 2017.
  • SILVA, Raphael Ferreira; LOPES, Maico Viegas. Elementos recorrentes na performance de sopros no sambajazz -1963 a 1965. Opus, v. 28, p. 1-25, 2022.
  • TINHORÃO, José Ramos. História social da Música Popular Brasileira . São Paulo: Editora 34, 2010.
  • TINHORÃO, José Ramos. Música popular: do gramofone ao rádio e TV. São Paulo: Editora 34, 2014.
  • TINHORÃO, José Ramos. Música popular: um tema em debate. São Paulo: Editora 34, 2012.
  • TINHORÃO, José Ramos. Pequena história da música popular segundo seus gêneros . São Paulo: Editora 34, 2013.
  • VILLAVICENCIO, Cesar; IAZZETTA, Fernando; COSTA, Rogério Luiz. Fundamentos técnicos e conceituais da livre improvisação. Sonic Ideas-Ideas Sónicas, v. 5, p. 49-54, 2013.
  • WINDSOR, Willian Luke. A Perceptual Approach to the Description Analysis of Acousmatic Music. Thesis (Doctorate in Philosophy). Department of Music, City University of London, London, 1995.
  • ACKLEY, James. A Systematic Approach to Flexibility for Trumpet . Flagstaff: Mountain Peak Music, 2012.
  • ALPHONSE, Maxime. Études Nouvelles en Trois Cahiers pour Trompette, Cornet, et Saxhorn. Paris: Alphonse Leduc, 2005.
  • ARBAN, Joseph Jean Baptiste. Complete Conservatory Method for Trumpet. New York: Carl Fischer, 2013.
  • BALAY, Guillaume. Méthode Complete de Cornet à Pistons. Paris: Alphonse Leduc, 1914. Partes 1 e 2.
  • BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Almedina, 2011.
  • BITSCH, Marcel. 20 Etudes for Trumpet. Paris: Alphonse Leduc Editions Musicales, 1954.
  • BODET, Francis. Seize Études de Virtuosité d'Àpres J.S. Bach pour Trompette. Paris: Alphonse Leduc, 1948.
  • BORDOGNI, Giulio Marco. Vingt-Quatre Vocalises Adaptées a lá Trompette Ut ou Sib, au Cornet au Saxhorn. Paris: Alphonse Leduc, 2005.
  • BOZZA, Eugène. Seize Études pour Trompette Ut ou Sib, Bugle ou Cornet à Piston. Paris: Alphonse Leduc, 1950.
  • BRANDT, Vassily. 34 Orchestral Etudes for Trumpet. New York: Carl Fischer, 2017.
  • BUSH, Irving. Artistic Trumpet: Technique and Study. Hollywood: Highland Music Company, 1962.
  • CAFFARELLI, Reginaldo. 100 studi melodici per il transporto nella tromba e congeneri. Milano: Ricordi, 1986.
  • CARMINE, Caruso. Musical Calisthenics for Brass . Los Angeles: Rondor Music International, 2002.
  • CHARLIER, Theophile Noel. Études Transcendantes pour Trompette. Paris: Alphonse Leduc, 1946.
  • CHAYNES, Charles. Concerto pour Trompette en ut ou sib et Orchestre. Montrouge: Alphonse Leduc, 2005.
  • CICHOWICZ, Vincent. Trumpet Flow Studies. Cleveland: Studio 259 Production, 2011. v. 1 and 2.
  • CLARKE, Hebert Lincoln. Characteristics Studies for the Cornet. New York: Carl Fischer, 1985.
  • CLARKE, Hebert Lincoln. Technical Studies for the Cornet. New York: Carl Fischer, 1984.
  • COLIN, Charles. Advanced Lip Flexibilities. New York: Charles Colin, 1972.
  • COLIN, Charles; BROILES, Mel. The Art of Trumpet Playing. New York: Charles Colin, 1967.
  • CONCONE, Giuseppe. Lyrical Studies for Trumpet. Nashville: The Brass Press, 1972.
  • DAVIDSON, Louis. Trumpet Technics . Bulle: Editions BIM, 1989.
  • FRANQUIN, Merri Jean Baptiste. Méthode de Complète de Trompette Moderne de Cornet a Pistons at de Blugle Theórique et Pratique. Paris: Enoch & Cie; Éditeurs de Musique, 1908.
  • GETCHELL, Robert W. First Book of Practical Studies for Cornet and Trumpet. Los Angeles: Alfred Music, 1985.
  • GOLDMAN, Edwin Franko. Practical Studies for the Trumpet. New York: Carl Fischer, 1920.
  • GORDON, Claude. Daily Trumpet Routines. Boston: Carl Fischer, 1971.
  • HERING, Sigmund. A Melodic Method for Class, Private, or Supplementary Study. New York: Carl Fischer, 1983.
  • HUE, Georges; MAGER, George. Solo de Cornet, Trumpet and Piano. Texas: Southern Music Company, 1958.
  • SAINT-JACOME, Louis. Grand Method for Trumpet or Cornet. New York: Carl Fischer, 2002.
  • KASE, Chris. Twenty-first Century Technique, Modern Technical Studies for Trumpet. Montrose: Balquhider Music, 2006.
  • KOPPRASCH, George. Sixty Selected Studies for Trumpet. New York: Carl Fischer, 1941. v. 1 and 2.
  • MACBETH, Carlton. The Original Louis Maggio System for Brass. Hollywood: Maggio Music Press, 1975.
  • McGREGOR, Rob Roy. Practical Tools for Trumpet. Montrose: Balquhider Music, 2015.
  • MORAIS, Fernando. Pequenos estudos brasileiros para instrumentos de metal. Brasília: Musimed, 2011.
  • NAGEL, Robert. Trumpet Skills: 82 Variable Exercises for Developing and Maintaining All Phrases of Trumpet Technique. Brookfield: Mentor Music, 1982.
  • NETTO, Roque. O trompete no frevo. Recife: B52 Cultural, 2019.
  • PÁDUA, Antônio de. Métodos brasileiros. Natal: Pádua Produções, 2019. v. 1: Trompete.
  • PLOG, Anthony. Method for Trumpet. Montrose: Balquhider Music, 2003. v. 1-7.
  • PONZO, Mark. The Complete Sight-Reading Etude Collection for Trumpet. Montrose: Balquhider Music, 2013.
  • REYNOLDS, Verne. 48 Etudes for Trumpet. New York: G. Shirmer, 2002.
  • RIPPAS, Claude. Einspielen Aus Der Mitte. Aarau: Topp Brass Roschi, [s.d].
  • SACHSE, Ernest. 100 Studies for Trumpet. New York: International Music Company, 1975.
  • SACHS, Michael. Daily Fundamentals for the Trumpet. New York: International Music Company, 2002.
  • SCHLOSSBERG, Max. Daily Drills and Technical Studies for Trumpet. New York: M. Baron Inc., 1941.
  • SHOEMAKER, John Robert. Legato Etudes for Trumpet. Dayton: Roger Deam Publishing Co., 1973.
  • SMITH, Philip. Concert Studies for Trumpet: Grade 3-6. Milwaukee: Curnow, 2005.
  • SMITH, Walter. Lip Flexibility on the Cornet or Trumpet. New York: Carl Fisher, 1935.
  • SNEDECOR, Phil. Lyrical Etude for Trumpet. Massachusetts: Robert King, 1990.
  • STAMP, James. Warm-ups + Studies. Bulle: Editions BIM, 1981.
  • TULL, Fisher. Eight Profiles . New York: Boosey & Hawkes, 1980.
  • VIZZUTTI, Allen. The Allen Vizzutti Trumpet Method. New York: Alfred Music, 1990. Book 1: Technical studies.
  • VIZZUTTI, Allen. The Allen Vizzutti Trumpet Method. New York: Alfred Music, 1990. Book 2: Harmonic studies.
  • VIZZUTTI, Allen. The Allen Vizzutti Trumpet Method. New York: Alfred Music, 1990. Book 3: Melodic studies.
  • VOISIN, Roger. Eleven Studies for Trumpet . New York: International Music Company, 1963.
  • VANNETELBOSCH, Louis. Julian. Vingt Etudes Melodiques et Techniques pour Trompette. Paris: Alphonse Leduc, 1965.
  • 1
    Disponível em: UFRB. Acesso em: 8 abr. 2023.
  • 2
    Disponível em: UFU. Acesso em: 8 abr. 2023.
  • 3
    Disponível em: FAMES. Acesso em: 8 abr. 2023.
  • 4
    Disponível em: UEMG. Acesso em: 9 abr. 2023.
  • 5
    Licenciatura em música popular – EaD. Disponível em: UFRB-EaD. Acesso em: 8 abr. 2023.
  • 6
    Disponível em: UFG. Acesso em: 9 abr. 2023.
  • 7
    Disponível em: UEA. Acesso em: 8 abr. 2023.
  • 8
    Das instituições mencionadas, é importante destacar que curso de música popular ofertado pela UFRB está inserido em um contexto de licenciatura em música (presencial e à distância).
  • 9
    Embora o curso de música popular da Unicamp, em seu primeiro plano de trabalho, abrisse a possibilidade de qualquer instrumentista realizar o curso superior. Dessa forma, três trompetistas foram graduados por esse curso, mas sem uma habilitação específica, a saber: Paulo Ronqui, formado nessa modalidade em 1998; Rubinho Antunes, em 2002; e o primeiro autor deste artigo, formado em 2012.
  • 10
    É importante mencionar que esse modelo de trabalho não é uma novidade em instituições particulares, como por exemplo, na Faculdade Souza Lima na cidade São Paulo, na qual tal habilitação está, atualmente, sob a coordenação do Prof. Daniel D’Alcântara. A Faculdade Santa Marcelina, na cidade de São Paulo, é outro exemplo a ser mencionado. Na referida instituição, essa habilitação é conduzida atualmente pelo primeiro autor deste artigo.
  • 11
    Nesse caso, cabe mencionar alguns trompetistas de diferentes regiões do país, a saber: Altair Martins (RJ), Ana Neri (MG), Aquiles Morais (RJ), Bruno Santos (ES), Bruno Soares (SP), Bruno Belasco (SP), Daniel D’Alcântara (SP), Daniel Leal (MG), Diego Garbin (SP), Diogo Gomes (RJ), Fabinho Costa (PE), Felipe Ayres (SP), Gê Ribeiro (SP), Grazi Pizani (SP), Islan Santos (SP), Jessé Sadoc (RJ), Johab Quadros (PA), Joatan Nascimento (BA), João Lenhari (SP), José Arimatéa (RJ), Jorginho do Trompete (RS), Júnior Galante (SP), Klesley Brandão (SP), Manga Morais (SP), Marcos Santos (DF), Moisés Alves (DF), Nahor Gomes (SP), Niraldo Melo (PE), Otávio Nestares (SP), Paulo Jordão (SP), Paulo Viveiro (SP), Pedro Mota (MG), Raphael Sampaio (SP), Roque Netto (PE), Rodolfo Guilherme (MG), Rubinho Antunes (SP), Sidmar Vieira (SP), Silvério Pontes (RJ), Thamie Briane (SP), Walmir Gil (SP) e Welton Azevedo (PA).
  • 12
    O referido termo é empregado para evidenciar um perceptível traço de influência do jazz norte-americano na música popular instrumental brasileira que se configura em diversos aspectos musicais, como na concepção harmônica, nas técnicas empregadas para a produção de arranjos e na realização de solos improvisados. Sobre esse assunto, verificar o trabalho de Piedade (2005) sobre fricções de musicalidades entre o jazz e a música popular instrumental brasileira.
  • 13
    O levantamento completo encontra-se no Anexo II.
  • 14
    As referidas informações foram extraídas da tese de doutorado em desenvolvimento pelo autor 1 deste artigo. Dentre as etapas investigativas adotadas no referido trabalho, a realização de entrevistas semiestruturadas com trompetistas brasileiros de diferentes regiões do país e atuantes em segmentos diversos da música popular foi um dos procedimentos metodológicos adotados.
  • 15
    Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=qS-qbN29MJ4&t=629s . Acesso em: 1º abr. 2023.
  • 16
    Fundamentada pelas publicações de Gil (1999, p , p. 70), Freitas et al. (2000, p. 105) e Penna (2020, p , p. 35), a escolha do questionário deu-se em função da possibilidade de se obter um “panorama geral” do fenômeno a ser estudado, permitindo a visão do conjunto, tendo em vista que o propósito foi o de produzir descrições quantitativas da população em questão. Ademais, a utilização de tal procedimento deu-se em função da otimização do trabalho nos processos de codificação, análise e categorização dos conteúdos.
  • 17
    A descrição analítica é uma abordagem de investigação adotada tanto na área de música como na área de educação. Entre os autores que utilizaram desse dispositivo de análise, estão: Silva e Lopes (2022) , Ferreira e Loguecio (2014) , Paiva (2013) , Henn Fabris (2008) , Neumeyer e Buhler (2001) , March (1997) e Windsor (1995) .
  • 18
    As etapas de sistematização e a quantificação dos conteúdos foram norteadas pelas proposições de Bardin (2011) .
  • 19
    Ano de aplicação do questionário.
  • 20
    Site do Ministério da Educação. Disponível em: https://emec.mec.gov.br/ . Acesso em: 22 mar. 2023. Site Guia do Estudante. Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/ . Acesso em: 22 mar. 2023.
  • 21
    Cabe ressaltar que nesse primeiro contato, foi endereçado aos professores o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (CAAE: 23290719.7.0000.8142), com os objetivos, justificativas e procedimentos a serem realizados.
  • 22
    Tendo em vista as diretrizes de trabalho propostas pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), que tem como finalidade a fiscalização e a regulamentação de todas as propostas de pesquisas envolvendo seres humanos, destaca-se que a identidade dos participantes envolvidos na pesquisa não será revelada.
  • 23
    É importante mencionar que o referido questionário foi submetido e aprovado pelo CEP.
  • 24
    O modelo de questionário aplicado encontra-se no Anexo III deste artigo.
  • 25
    A elaboração do questionário tem como base Lakatos e Marconi (2003, p , p. 203-210).
  • 26
    Ano em que se aplicou referido questionário.
  • 27
    Cabe destacar a menção a três autores brasileiros por parte dos entrevistados, a saber: Fernando Morais, com uma publicação de pequenos estudos para instrumentos de metais; Roque Netto, com uma publicação voltada para o estudo do trompete a partir do gênero musical frevo; e Antônio de Pádua, com uma publicação voltada para o estudo do trompete a partir de determinados gêneros da música popular brasileira.
  • 28
    Não serão tratadas, neste artigo, definições e contextualizações históricas. Ambos os assuntos podem ser consultados nos trabalhos de autores como Alvarenga (1950) , Cazes (1998) , Sandroni (2012) , Severiano (2017) e Tinhorão (2010, 2012, , 2012 , 2013 , 2014 ), por exemplo.
  • 29
    Disponível em: https://www.pbs.org/kenburns/jazz/ . Acesso em: 11 abr. 2023.
  • 30
    Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=4NdDKDgY1zk . Acesso em: 11 abr. 2023.
  • 31
    O termo “improvisação idiomática”, segundo Bailey (1993, p , p. xii), refere-se “às improvisações musicais pautadas em (e que visam configurar) determinado gênero musical preestabelecido”.
  • 32
    A livre improvisação é entendida nesta pesquisa como uma prática que propõe um desprendimento da “bagagem” ou “herança” histórica técnico-interpretativa explorada pelo jazz, abrindo espaço para a utilização de técnicas não convencionais ao instrumento em detrimento de diferentes possibilidades musicais e texturas sonoras. Sobre esse assunto, verificar os seguintes autores: Costa (2016) ; Villavicencio; Iazzetta; Costa (2013); e Falleiros (2012) .
  • 33
    Disponível em: https://www.irealpro.com/ . Acesso em: 26 mar. 2023.
  • 34
    Ao que se pôde verificar, esse é um campo de pesquisa ainda não explorado pela perspectiva da performance musical ao trompete.
  • 35
    Informações e trabalhos realizados pelo referido músico podem ser consultadas nos sites Dicionário Cravo Albin da MPB e Discos do Brasil. Disponíveis em: https://dicionariompb.com.br/artista/lincoln-olivetti/ ; https://discografia.discosdobrasil.com.br/arranjador/lincoln-olivetti . Acesso em: 11 abr. 2023.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    12 Set 2025
  • Data do Fascículo
    2025

Histórico

  • Recebido
    2 Maio 2022
  • Aceito
    3 Jul 2023
  • Publicado
    09 Jan 2025
location_on
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música, ANPPOM Universidade Federal da Paraíba - Campus, Centro de Comunicação, Turismo e Artes, CCTA, Departamento de Educação Musical, Jardim Cidade Universitária, João Pessoa - PB,, CEP: 58050-585 , +55 (83) 9 9820-7945 - João Pessoa - PB - Brazil
E-mail: publicacoes@anppom.org.br
rss_feed Acompanhe os números deste periódico no seu leitor de RSS
Ir para o topo Reportar erro