| Organizações são construídas por sistemas verbais formados por discursos polifônicos |
Hazen (1993) |
A polifonia considera diferentes vozes presentes na organização como elementos de sua constituição. |
Por não discutir o que se entende nesta abordagem por textos, discursos e histórias, acaba compreendendo a organização como sinônimo de discurso, ignorando seu aspecto material. |
| Organizações são vistas como comunidades discursivas |
Bragd, Christensen, Czarniawska e Tullberg (2008) |
Discurso é um recurso para criar novas comunidades discursivas, que formam organizações, identidades entre os grupos e relações de inclusão e exclusão na organização. |
Ignora o aspecto não discursivo da constituição das organizações, além de restringir a constituição da organização à interação comunicativa entre seus membros internos. |
| Comunicação como Constituinte da Organização (CCO) |
Cooren, Kuhn, Cornelissen e Clark (2011); Galleli e Marchiori (2015); Koschmann (2013); Leitzke e Marchiori (2015) |
Critica a visão da organização como entidade preexistente no real, ressaltando o papel performativo da comunicação na sua constituição, abarcando também aspectos não discursivos pela consideração de agentes não humanos nesse processo. |
Não supera a reificação da organização porque coloca comunicação e organização como dois polos que interagem entre si, se produzindo reciprocamente, e sua visão de que a estrutura se encontra representada na agência dos não humanos confere agência a objetos inanimados. |
| Organizações são entendidas como constituídas a partir da TAC de Jürgen Habermas |
Lima, Carvalho e Lima (2010); Lima, Zattar e Maia (2013) |
A comunicação é vista como processo central da intersecção entre o simbólico e o material na constituição organizacional e há uma crítica da visão da comunicação como instrumento ou recurso, passando a ser vista como processo de negociação de significados e elemento constituidor da organização. |
Entende que a constituição comunicativa da organização perpassa a busca por entendimento intersubjetivo, ignorando relações de poder existentes no processo de comunicação organizacional. |
| Organizações são vistas como a imbricação de domínios discursivos dos quais emerge a identidade organizacional |
Taylor (2011) |
A organização é, em termos comunicacionais, uma configuração de práticas e uma pessoa corporativa legal cuja “voz” emerge, paradoxalmente, enquanto identidade humana, tal como ocorre com as pessoas. |
A identidade da organização como um ser quase “humano” é gerada pelas interações metaconversacionais dos membros da organização, ignorando seu aspecto ideológico e recaindo em nominalismo. |
| Abordagem pós-fundacional |
Cederström e Spicer (2014) |
Os discursos organizacionais tanto não repousam em uma base material inelutável quanto inspiram forças de afeto, estas capazes de estimular paixões acerca, por exemplo, da disseminação e consecução de práticas estratégicas nas organizações. |
Ignoram o aspecto material da constituição das organizações, substituindo-o pelo afeto, deixando de lado aspectos ideológicos e hegemônicos presentes nos discursos. |