Este artigo busca mapear os impactos psicossociais da violência política em militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), valendo-se, para isso, da experiência de três lideranças comunitárias de assentamentos situados no estado de Alagoas. A elaboração teórica da pesquisa apresenta como principal base as proposições de Ignácio Martín-Baró acerca da saúde mental em situações-limite, relacionando-as com a realidade campesina presente no contexto do MST em meio ao avanço do conservadorismo no Brasil. Para a realização da investigação, foram utilizadas entrevistas individuais semiestruturadas e encontros de grupo com os participantes; para o trabalho com os dados, foi utilizada a Análise Temática (AT). Dessa forma, foi possível traçar uma leitura sobre como a violência política afeta a saúde das lideranças e seu cotidiano, apontando possíveis caminhos à Psicologia e sua atuação frente às questões sociopolíticas que perpassam o processo de luta pela terra na contemporaneidade.
Palavras-chave:
Saúde Mental; Psicologia; Violência Política; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra