O presente artigo busca refletir sobre a interculturalidade, elemento tão presente nas aulas de língua atualmente, a partir de uma perspectiva decolonial. O objetivo é contribuir para as discussões a respeito de uma postura decolonial no ensino de línguas - no nosso caso, na aula de Alemão como Língua Estrangeira (DaF) no Brasil -, trazendo reflexões sobre o papel do professor nesse processo. A partir de minhas reflexões e observações enquanto professora-pesquisadora e formadora de professores, procuro abordar como uma postura decolonial por parte do professor pode levar à desconstrução de padrões pré-existentes e, consequentemente, a um aprendizado mais próximo da realidade do aluno. Para tanto, além de revisitar e discutir conceitos basais para as reflexões aqui postas, procuro trazer exemplos práticos com os quais o professor se defronta em sala de aula, especialmente advindos de livros didáticos. Como o professor nem sempre está consciente de que pode - e deve - constituir resistência e oposição a postulações coloniais arraigadas em nossa sociedade, bem como ser ferramenta e incentivo para um mundo diferente, busco trazer algumas noções do pensamento decolonial, a fim de incentivar esse novo olhar para o aprendizado e uma nova postura frente ao mundo globalizado e intercultural em que vivemos.
Palavras-chave:
interculturalidade; decolonialidade; papel do professor; DaF; criticidade
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Fonte: Internet