Open-access Um olhar para a (des)articulação da rede de atenção psicossocial infantojuvenil em tempos pandêmicos

Apesar dos diversos avanços no cuidado à saúde mental infantojuvenil, há fragilidades que merecem ser vislumbradas. O isolamento social, para conter o avanço da Covid-19, trouxe agravantes a este cuidado. Este estudo objetivou identificar e analisar o cuidado em rede à saúde mental infantojuvenil durante a pandemia de Covid-19, na perspectiva de profissionais de um Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil. Pesquisa de abordagem qualitativa, apoiada no Paradigma Complexo. A coleta de dados foi realizada por meio de mapas mínimos da rede social institucional, grupos focais e entrevistas semiestruturadas, com 12 profissionais de um município de São Paulo, entre abril e junho de 2021. Para a análise dos dados, utilizou-se a análise temática reflexiva. Emergiram duas categorias: “Impactou bem”: contextualizando o cuidado em saúde mental infantojuvenil em tempos pandêmicos; “Tudo é saúde, tudo é CAPS”: olhando para a rede de atenção psicossocial infantojuvenil em tempos pandêmicos. A despeito dos impactos negativos intensos da pandemia referentes à saúde mental de crianças, adolescentes e suas famílias, a construção de cuidado apareceu fragmentada, com uma rede mediana, pouco densa, dispersa geograficamente e heterogênea. Esse cuidado negligenciado, em tempos pandêmicos brasileiros, necessita ser revisitado e reorganizado no sentido da construção psicossocial.

Palavras-chave:
Serviços de Saúde Mental; Adolescente; Criança; Covid-19; Pessoal de Saúde

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