Este artigo tem como objetivo analisar as subjetivações de idosos institucionalizados, com foco nas potências de vida que emergem das resistências às perdas na senescência. Trata-se do desdobramento de uma tese de doutorado, realizada numa instituição de longa permanência para idosos, que adotou a cartografia como método. Para a análise, foram desmembradas falas de duas idosas participantes da pesquisa. Os resultados apontam que as subjetivações das perdas são influenciadas pelas dimensões culturais, econômicas e sociais que atravessam a invenção da velhice, implicadas por razões governamentais que naturalizam as perdas na senescência. Tais movimentos ocorrem em contextos diferentes do território físico das tensões coexistentes ao território-vivo da busca de sentido, deslocando as pessoas idosas institucionalizadas para um estado de morrimento social. Todavia, na contramão dessas tensões, coexistem potências de vida, que se configuram por desterritorializações próprias dos movimentos de resistências empreendidas pelas pessoas idosas.
Palavras-chave:
Subjetivações; Perdas; Pessoa idosa; Resistências; Cartografia