Este artigo analisa, sob uma perspectiva psicossocial crítica, a atuação de brigadistas florestais voluntários(as) na prevenção e combate a incêndios florestais em contextos de emergência climática e conflitos territoriais no Brasil. A partir de uma imersão no “mundo dos(as) brigadistas” (2022-2025), a autora-pesquisadora, atuando como acadêmicabrigadista, identifica elementos de resistência contracolonial presentes nas ações de brigadistas. Suas práticas rompem com a dicotomia moderno-ocidental entre “natureza” e “sociedade”, articulando saberes técnicos, científicos e comunitários em defesa dos territórios e bem comum. Destaca-se a dimensão política da atuação de brigadistas, sua inserção em redes socioambientais e sua presença crescente em espaços participativos, como conselhos e conferências de meio ambiente. Ao valorizar os conhecimentos e a organização de brigadistas, esta pesquisa-participante contribui para o reconhecimento de novas formas de ação coletiva e de justiça climática, enfrentando as lógicas extrativistas, capitalistas e coloniais que seguem ameaçando povos, ecossistemas e modos de vida.
Palavras-chave:
Brigadista florestal voluntário(a); Incêndios florestais; Mudanças climáticas; Contracolonial; Pesquisaparticipante.
Thumbnail
Fonte: Imagens do Conhecimento, UFMG (2011)